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Dia Mundial do Solo será celebrado com lançamentos e informação

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A Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ) se antecipou em um dia e comemora, em 04 de dezembro (sexta), o Dia Mundial do Solo, em live no canal da Empresa no YouTube a partir das 9h. Neste ano o tema da celebração é “Mantenha o solo vivo, proteja a biodiversidade do solo”.   

E uma das armas para manter o solo vivo é o Programa Nacional de Solos do Brasil (PronaSolos). No dia 04 serão apresentadas as principais entregas do Programa em 2020, como a versão 1.0 do Portal de Dados, uma solução para organização, sistematização e operacionalidade de dados da terra do Brasil. “Este portal vai mudar completamente a relação do cidadão com o solo, pelo conhecimento”, enfatiza o pesquisador José Carlos Polidoro.

As especificidades locais não serão esquecidas, e o lançamento do Guia de Campo da XIII Reunião Brasileira de Classificação e Correlação de Solos (RRC) do Maranhão vai jogar luz sobre a terra do estado. Durante a excursão técnica, quatorze perfis de solos das principais classes existentes no Maranhão e das que carecem de maior estudo para compreensão de sua gênese, caracterização e classificação, com relevante interesse para a estruturação do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, foram estudados por pesquisadores.

Já no campo da inovação acontecerá o lançamento do Radar Solos. O informativo “Radar Solos” da Embrapa Solos é uma iniciativa que tem como objetivo fomentar o processo de monitoramento do ambiente para identificar tendências, sinais e mudanças futuras nas temáticas “solos” e “água”, estimulando reflexões sobre o impacto deles na agricultura. “A criação desse instrumento visa incentivar a captação e análise de informações, compartilhamento de conteúdo relevante e visões de longo prazo. Composto por mini textos, o documento trata de temas importantes para Ciência do Solo abordando variáveis presentes e suas possíveis influências na construção do futuro”, esclarece a analista Livia Abreu Torres.

A segurança, a saúde e os serviços ecossistêmicos do solo também são importante aliados na biodiversidade da terra. No evento, será apresentada a atuação do portfolio de serviços ambientais na Embrapa. Quem vai falar sobre o assunto é a pesquisadora Rachel Bardy Prado. “Pretendo destacar a importância destas novas abordagens que tratam o solo como um sistema vivo, ressaltando os benefícios advindos da multifuncionalidade dos solos e chamando, portanto, a atenção da necessidade de tratá-lo com mais atenção, inserindo este componente do nosso capital natural nas agendas públicas e privadas”, revela a cientista

Em linguagem simples e com muitas ilustrações e infográficos o material de divulgação que o “Portfólio Serviços Ambientais” gerou traz o seu propósito, desafios de inovação, atuação da Embrapa e parceiros no âmbito da pesquisa e apoio às políticas públicas e importância do tema Serviços Ecossistêmicos para estabelecer diálogos e oportunidades para diferentes setores da sociedade.

Por fim, o homenageado da vez será o Programa de Análise de Qualidade de Laboratórios de Fertilidade (PAQLF), que completa 28 anos. “O PAQLF nasceu com cinco laboratórios do Rio de Janeiro, em 1992, e atualmente, é um ensaio de proficiência de âmbito nacional, com quase 150 laboratórios de todos os estados. Muitas novidades virão nos próximos 28 anos. Começando em 3… 2… 1…. agora!”, conclui um bem humorado Marcelo Saldanha, coordenador do PAQLF.

  

Fonte: Embrapa

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Calendário apresenta boas práticas para o cultivo da pimenta-do-reino

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Tecnologias e informações para aumentar a produtividade, a qualidade e competitividade da pimenta-do-reino produzida no Pará estão no Calendário 2021 de Boas Práticas para o Cultivo da Pimenteira-do-Reino, que a Embrapa Amazônia Oriental e a empresa Tropoc apresentam aos pipericultores paraenses. O produto traz todas as práticas e orientações que o agricultor deve seguir de janeiro a dezembro, desde o preparo da área, produção de mudas, plantio, manejo, colheita e armazenamento dos grãos.

Acesse aqui o Calendário 2021 de Boas Práticas para o Cultivo da Pimenta-do-Reino

O Pará é o segundo maior produtor nacional de pimenta-do-reino, responsável por 34% da produção brasileira, que em 2019 foi de 110 mil toneladas. A pipericultura paraense é uma atividade característica da agricultura familiar, principalmente da região de Tomé-Açu, atividade que movimentou em torno de 224 milhões de reais, em 2019, segundo o IBGE.

O pesquisador Oriel Lemos, da Embrapa Amazônia Oriental, diz que o calendário é fruto da parceria entre a pesquisa, a iniciativa privada e os pipericultores paraenses. “O produtor terá nas mãos todas as orientações que deverá executar de mês a mês na sua lavoura para ter um pimental mais produtivo e assim gerar um produto com mais qualidade e mais competitivo no mercado”, conta o especialista. O calendário é disponibilizado inicialmente na versão eletrônica e em breve será distribuído na versão impressa aos pipericultores paraenses.

Para o industrial André Kich, que representa um dos maiores fabricantes europeus de especiarias, o grupo Fuchs (Alemanha), existe uma grande expectativa em torno da melhoria da qualidade da pimenta-do-reino produzida no Pará. “O mundo procura uma pimenta cada vez mais sustentável com menos teor de defensivos agrícolas e que esteja dentro dos mais altos padrões alimentícios internacionais”, ressalta.

Ele espera que os órgãos envolvidos com o agronegócio da pimenta-do-reino no estado possam usar o calendário como uma referência de apoio no controle das atividades da pipericultura. “O documento se apresenta como um importante mecanismo não somente para o produtor de pimenta-do-reino, mas para todo o segmento, como o transporte, empresas de venda de insumos, empresas de classificação e limpeza e exportadoras, contribuindo para colocar a pimenta brasileira num patamar internacional de excelência”, afirma.

Tecnologias de janeiro a dezembro

O calendário ajuda a planejar e organizar as atividades na implantação, condução e manutenção dos plantios de pimenta-do-reino. O documento apresenta as práticas para a produção de mudas sadias, o momento certo de fazer a adubação nos plantios, monitorar o ataque de pragas, controlar ervas daninhas, observar a necessidade de irrigação, monitorar a floração, fazer a colheita de acordo com a maturação dos frutos, entre outras práticas.  

A Embrapa já gerou um conjunto de tecnologias e boas práticas para o cultivo da pimenteira-do-reino. Entre elas estão sete cultivares (variedades melhoradas) para o estado do Pará: Bragantina, Cingapura, Guajarina, BRS Apra, BRS Iaçará, BRS Kottanadan e BRS Kuthiravally. 

O pesquisador Oriel Lemos explica que a escolha das cultivares depende de cada produtor, mas é importante ter um plantio diversificado e livre de doenças. “O ideal é plantar variedades diferentes, utilizando mudas sadias e de viveiristas credenciados pelo Ministério da Agricultura. Esta é uma das dicas que o calendário apresenta”, exemplifica o especialista.

Outra tecnologia presente no Calendário 2021 de Boas Práticas de Cultivo da Pimenta-do-Reino é o uso do tutor vivo de gliricídia (Gliricidia sepium L.) em substituição às estacas de madeira (conhecido como tutor morto). A gliricídia é uma árvore leguminosa nativa da América Central, cujo tronco serve de apoio para o crescimento de plantas trepadeiras.

O uso dessa planta reduz em quase 30% o custo de implantação do pimental, em comparação ao sistema tradicional com as estacas de madeira, que além de encarecerem a produção, têm um grande impacto ambiental.

Fonte: Embrapa

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