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Dia Mundial da Limpeza tenta recuperar rios

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A empresa Furnas  promove hoje (18), no Dia Mundial de Limpeza, um mutirão para limpar o rio Jacó, no bairro do Grajaú, zona norte do Rio de Janeiro. Trinta voluntários que trabalham na companhia estão, desde às 9h, recolhendo todo tipo de resíduos sólidos nas margens e no leito do rio.  Também serão plantadas mudas aquáticas (papiro e sombrinha chinesa) que ajudarão na despoluição da água. O material recolhido será levado para a Cooperativa Popular Amigos do Meio Ambiente (Coopama). 

A ação marca o lançamento do projeto Intervenção Ambiental para Recuperação das Águas (Iara), que tem como meta realizar a limpeza e a recuperação de rios e córregos que atravessam as unidades de operação da Eletrobras Furnas espalhadas pelo Brasil. 

O projeto também prevê uma campanha de educação ambiental para conscientização das comunidades e escolas vizinhas à unidade do empreendimento. Oficinas de produção de sabão (reaproveitamento de óleo de cozinha), distribuição de cartilha (confeccionada com papel semente para posterior plantação em garrafa pet) e maquete de uma casa para ensinar a economizar energia elétrica são algumas das atividades interativas que estão na programação, além da participação dos próprios moradores na coleta dos resíduos.

Despoluição visual

A despoluição visual será outro assunto trabalhado pelo programa. Dessa vez, as comunidades do complexo da Divinéia (Sá Viana, Borda do Mato e Nova Divinéia), localizada próxima a um trecho do muro da Subestação Grajaú, no Rio, ganharão pinturas de artistas grafiteiros e crianças da comunidade sobre a temática ambiental. A iniciativa valoriza a qualidade artística, chama a atenção para questões sociais e ambientais e abre oportunidade para artistas urbanos que nem sempre conseguem divulgar sua arte.

No Rio de Janeiro, grande parte dos rios encontra-se em situação crítica em termos de qualidade de água e o rio Jacó não é diferente. Os fatores que levaram a esse cenário de degradação estão associados a problemas referentes ao sistema de esgotamento sanitário a partir do adensamento populacional, que dificulta a preservação das faixas marginais de proteção dos rios, além do controle de descarte de resíduos sólidos.

De acordo com o gerente de Responsabilidade Social, Marca e Reputação da Eletrobras Furnas, Marcos Machado,  “as abordagens do projeto estão ligadas diretamente ao compromisso de apoiar ações que coloquem em prática o cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), respeitando as necessidades e características dos locais onde a empresa atua. Com essa ação, conseguimos integrar voluntários, comunidade, crianças e jovens em atividades que fortaleçam as políticas públicas”, disse. 

Ação social contra a poluição

O Dia Mundial da Limpeza é um evento que envolveu mais de 50 milhões de pessoas em 180 países no ano passado. Trata-se de uma ação social global destinada ao combate de toneladas de lixo descartadas de modo incorreto no meio ambiente de todo o planeta.

O Brasil tem 12% da reserva de água doce do mundo e mais de 70% das reservas hídricas do país se concentram na Amazônia, segundo dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. Nas últimas décadas, o desmatamento de encostas e das matas e o uso inadequado dos solos têm contribuído para a diminuição dos volumes e da qualidade da água, bem natural insubstituível na vida do ser humano.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Geral

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Pesquisadores descobrem incêndios na Antártica há 75 milhões de anos

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Pesquisadores de diferentes instituições brasileiras, em parceria com o Senckenberg Research Institute (Alemanha), apresentaram estudo inédito que confirma a ocorrência de incêndios florestais na Antártica há 75 milhões de anos.

A pesquisa, publicada hoje (20) na revista Polar Research, trata do primeiro registro de incêndios na Ilha James Ross, na península Antártica. A descoberta ocorreu durante uma expedição, entre 2015 e 2016, em afloramentos da Formação Santa Marta, unidade geológica que ocorre na parte nordeste da ilha.

Os fósseis coletados chamaram a atenção dos pesquisadores por serem fragmentos de plantas com características de carvão vegetal, mas estavam desgastados devido ao tempo de exposição.

O cenário branco e gelado comumente associado ao ambiente antártico nem sempre foi dessa forma. O estudo traz novas evidências não só de que a Antártica há 75 milhões de anos era verde, como também sugere um clima mais quente para essa região no seu passado.

Segundo os pesquisadores, as evidências fósseis de troncos e lenhos vegetais são encontradas por toda a Antártica, o que já indicava sua composição florestal durante o período Cretáceo [fase de tempo correspondente a 145 a 65 milhões de anos]. A novidade descoberta na pesquisa indica que essa vegetação também era acometida por incêndios espontâneos.

Incêndios

Segundo a paleontóloga Flaviana Lima, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), “essa descoberta amplia o conhecimento sobre a ocorrência de incêndios vegetacionais durante o Cretáceo, mostrando que episódios assim eram mais comuns do que se imaginava, além de representar uma contribuição significativa para os estudos paleobotânicos em todo o mundo”.

“Agora, nós precisamos saber qual é a frequência desses incêndios. Precisamos obter mais registros desses incêndios em outras áreas da Antártica, inclusive nessa mesma área onde fizemos a descoberta. A Antártica só veio a formar as calotas polares há aproximadamente 37 milhões de anos. Foi bem depois da ocorrência desses incêndios e da vegetação exuberante que existia na Antártica”, acrescentou a pesquisadora.

Conforme o estudo, a extensa atividade de incêndios florestais durante o Cretáceo afetou diretamente a composição das plantas, influenciando significativamente nas mudanças ecológicas em diferentes ambientes do planeta.

Inúmeros registros de incêndios florestais intensos no mundo inteiro têm sido feitos, sobretudo em camadas formadas na parte superior do período Cretáceo (85-70 milhões de anos). A maior parte desses registros, porém, é do hemisfério norte, sendo poucos os registros para o hemisfério sul.

Pesquisa

De difícil acesso e com condições climáticas extremas, o continente antártico tem sido alvo cada vez mais constante de pesquisas nas mais diferentes áreas do saber por intermédio de projetos submetidos ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar), como o Paleoantar, que busca entender como se deu a modificação da fauna e flora antártica ao longo do tempo na escala de milhões de anos.

Segundo o paleontólogo Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essa descoberta mostra que as variações climáticas que ocorreram ao longo do tempo trazem profundas mudanças no planeta como também em toda a biota [conjunto de todos os seres vivos de uma região], o que acende o alerta diante das mudanças climáticas que são evidentes na atualidade.

“A dinâmica paleoflorística da Antártica é essencial para a compreensão das mudanças que ocorreram nos ambientes de alta latitude do hemisfério sul durante o Cretáceo. Afinal, nesta região também é possível visualizar uma exuberante vegetação dominada por coníferas (gimnospermas) que foi gradualmente substituída por uma assembleia dominada por angiospermas (plantas com flores e frutos). Agora, os pesquisadores estão focados na busca de novos registros de paleoincêndios em outras localidades da Antártica”, disse Kellner.

O Cretáceo foi um dos períodos mais quentes pelo qual a Terra passou. Além da separação dos continentes, o planeta estava sofrendo mudanças na atmosfera, na composição dos mares e na formação de rochas. 

A Antártica há cerca de 70 milhões de anos tinha fauna, flora e clima bastante diferentes do que se conhece hoje. Eram florestas com uma fauna de grandes e pequenos dinossauros bem comuns nessa época. Isso era possível pelo fato de o continente não se encontrar ainda tão ao sul do planeta como está hoje em dia.

Participaram do estudo pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco, Museu Nacional/UFRJ, Universidade do Vale do Taquari, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Centro Paleontológico da Universidade do Contestado e Universidade Regional do Cariri.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Geral

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