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Dia do Enfermeiro – Nossas homenagens e a estes profissionais salvadores e fundamentais

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Do nascimento à morte, de doenças não comunicáveis a infecciosas, condições mentais e males crônicos, em hospitais, comunidades terapêuticas e casas de repouso, a enfermagem é uma profissão fundamental para o atendimento à saúde de todos os seres humanos. Todos nós, em algum momento da vida, vamos precisar da assistência de um profissional de saúde.

Durante a pandemia a Enfermagem sofreu tremendamente e foi desnecessariamente exposta ao vírus, enfrentou ataques do público, sofreu com jornadas de trabalho extremas e continua a ser mal paga e subvalorizada. Não há Saúde sem os trabalhadores da Saúde! Por isso, hoje é dia de prestar homenagens a estes profissionais e o SUA SAÚDE AQUI faz coro ao Conselho Internacional da Enfermagem (ICN, na sigla em inglês), entidade que representa mundialmente estes profissionais.

Dia 12 de maio comemora-se mundialmente o Dia da Enfermagem e o Dia do Enfermeiro, em homenagem a Florence Nightingale, marco da enfermagem moderna no mundo e que nasceu neste dia, em 1820.

No Brasil, além do Dia do Enfermeiro, entre os dias 12 e 20 de maio, comemora-se a Semana da Enfermagem, data instituída em meados dos anos 1940, em homenagem – além de Nigthingale – a Ana Néri, a primeira enfermeira brasileira a se alistar voluntariamente em combates militares, durante a segunda guerra.

A profissão tem origem milenar e data da época em que ser enfermeiro era uma referência a quem cuidava, protegia e nutria pessoas convalescentes, idosos e deficientes. Durante séculos, a enfermagem vem formando profissionais em todo o mundo, comprometidos com a saúde e o bem-estar do ser humano.

O ICN definiu como temas do dia internacional da categoria em 2022 o investimento e o respeito para garantir os sistemas de saúde do planeta. “Enfermagem: Uma Voz para Liderar – Investimento na Enfermagem e Respeito aos seus Direitos para Garantir a Saúde Global”.

Para a presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Betânia Santos, o tema reforça a luta pelas pautas da categoria. “Em um momento histórico de luta pelo reconhecimento efetivo da Enfermagem brasileira, a escolha deste tema nos dá ainda mais força para trabalhar de forma ativa pela aprovação de nossas demandas. Falar de piso salarial, da jornada de trabalho, da lei do descanso digno e de outras pautas urgentes da nossa categoria é falar de direitos que precisam ser respeitados. Ao longo do ano, realizaremos diversas atividades em defesa da nossa valorização, e é fundamental que você, profissional, esteja junto conosco, seja nas ruas ou pelas redes sociais. Investir na Enfermagem é garantir a qualidade dos serviços do SUS e melhor acesso da população à saúde”, declarou.

“Os estudos para o Dia Internacional da Enfermagem formam um retrato do trabalho incrível da Enfermagem e nosso tema para 2022 continua a promover o trabalho da Enfermagem e lutar pelos direitos dos profissionais por um ambiente de trabalho seguro, salários dignos e a inclusão da categoria na tomada de decisões”, disse a presidente do ICN,  Pamela Cipriano, completando que “a falha dos governos em investir na Enfermagem coloca em risco os sistemas de Saúde no mundo inteiro”.

SAIBA MAIS

Florence Nightingale, de nacionalidade britânica, foi a fundadora da Enfermagem moderna. Ela não queria seguir os padrões sociais da época e, ao invés de viver na alta sociedade, como seus parentes e amigos, visitava moradores de aldeias vizinhas que estavam doentes e em precárias condições. Aos 14 anos, concluiu que cuidar dos enfermos era sua vocação, o que relatou em suas obras como sendo um chamado de Deus.”

Foi a pioneira no tratamento de feridos em batalhas, ficando famosa pela sua atuação na Guerra da Crimeia. Devido aos seus esforços e estudos, Florence conseguiu a fundação da Escola de Enfermagem no Hospital St. Thomas, na cidade de Londres, em 1860, um marco para a história da Enfermagem contemporânea.

A enfermeira brasileira Ana Néri prestou serviços voluntários, nos hospitais militares de Assunção, Corrientes e Humaitá, durante a Guerra do Paraguai. Apesar da falta de condições, pouca higiene, falta de materiais e excesso de doentes, Ana Néri chamou a atenção, por sua dedicação ao trabalho como enfermeira, por todos os hospitais onde passou. Ana Néri, com seus próprios recursos, montou uma enfermaria-modelo em Assunção, capital paraguaia, sitiada pelo exército brasileiro.

No final da guerra, em 1870, Ana voltou ao Brasil com três órfãos de guerra para criar. Foi condecorada com as medalhas de prata Geral de Campanha e a Medalha Humanitária de Primeira Classe. Recebeu do imperador D. Pedro II, por decreto, uma pensão vitalícia com a qual educou sua família.

 

 

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Saúde da mulher precisa de atenção e cuidados especiais

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Inauguração da unidade móvel de Saúde da Mulher da Santa Casa

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

O Dia Internacional de Ação Pela Saúde da Mulher, que será comemorado neste sábado (28.05)  foi definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde que ocorreu em 1984, na Holanda, durante o Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos.

A data reacende a discussão sobre a defesa do pleno exercício dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos das mulheres e foi referendada também pela Organização Mundial de Saúde (OMS) visando conscientizar a sociedade acerca dos diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres e lembrar a necessidade de melhores condições de vida, no trabalho, em casa, em sociedade, sobretudo, para que a vida das mulheres não esteja sempre em maior vulnerabilidade.

Quase 70% de todas as pessoas que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS) são mulheres, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE. Isso reforça como o bem-estar, a qualidade de vida e a segurança delas merecem atenção, sendo fatores prioritários na rotina dos profissionais de saúde e das próprias pacientes.

A saúde da mulher exige cuidados muito próprios, que são indispensáveis para manter uma vida mais plena e livre de riscos. Os principais incluem:

  • Realização periódica de exames preventivos, principalmente contra o câncer de colo de útero a partir dos 25 anos de idade e contra o câncer de mama depois dos 50 anos;
  • Priorização da saúde mental, para evitar transtornos psicológicos (que explico melhor no item sobre burnout) e até para combater situações de vulnerabilidade (como possíveis pressões, negligências e até abusos);
  • Métodos contraceptivos, que podem ser diversos (DIU, pílula, camisinha, etc.) e demandam plena conscientização para evitar gestações indesejadas sem comprometer o bem-estar e a saúde;
  • Consultas ginecológicas, voltadas à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, aos próprios métodos contraceptivos citados acima, aos cuidados próprios do sistema reprodutor feminino, à conscientização sobre abusos na juventude, entre outros aspectos igualmente importantes;
  • Assistência gestacional, com cuidados ligados às mudanças no organismo da mulher e à segurança do bebê durante a gravidez, por meio de uma assistência plena e humanizada;
  • Atenção à menopausa, que pode gerar alterações hormonais significativas, que devem ser assistidas para não afetar a qualidade de vida (fator que também me aprofundo neste artigo, no item sobre mudanças na saúde da mulher);
  • Estilo saudável de vida, que inclui a prática regular de exercícios, uma boa conduta nutricional, o auto cuidado, prevenção de doenças, saúde mental, entre outros aspectos decisivos (que também são cuidados importantes para os homens, mas podem fazer ainda mais diferença diante das particularidades ligadas à saúde da mulher).

Seja na prevenção de doenças, na conscientização sobre seu corpo, no combate a questões sociais, entre outros aspectos semelhantes, a saúde da mulher deve ser um compromisso de toda a sociedade.

 

 

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