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Dia do Café: produto fica amargo com preço 70% mais caro este ano

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Café ficou mais amargo: preços subiram 68% em 12 meses
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Café ficou mais amargo: preços subiram 68% em 12 meses

Nessa terça-feira (24), comemora-se o Dia Nacional do Café no Brasil, mas, as notícias não são as melhores para os amantes do “pretinho”: o produto, tão queridinho na casa dos brasileiros, teve um aumento de preço fortíssimo, principalmente em sua modalidade Torrado, Moído e em Grãos (+68%) até abril deste ano, quando comparamos com 2021. Os dados são do estudo mais recente da Scanntech, empresa de inteligência de mercado que acompanha mais de 27 mil pontos de venda do canal alimentar. 

Logo depois do Café Moído, a categoria com mais aumento de preço é o Açúcar (+28%), que pode acabar amargando cafézinhos por aí. Se essa nova realidade já levou o café a retrair o consumo (-6% em unidades), apesar da sua alta popularidade, o movimento não foi diferente com o açúcar (-9% em unidades), que teve uma diminuição de consumo ainda maior diante dos preços elevados nas prateleiras.

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Se em 2020 a bola da vez foi o arroz, em 2021 foi a vez do café, e de acordo com o estudo, o valor deve continuar subindo. “Mesmo com aumentos tão fortes do preço nos supermercados, vemos na análise que o preço da saca de grãos verdes já teve um aumento ainda mais agressivo nestes últimos 2 anos, indicando que os preços nas gôndolas ainda não chegaram ao seu limite e isso é bastante preocupante, já que vimos que quando cafés torrados, moídos e em grãos ultrapassam a marca dos R$ 25/Kg é quando a curva de consumo sofre a maior desaceleração”, comenta Priscila Ariani, Diretora da Scanntech, responsável pela análise.

A retração do consumo do café foi registrada a partir de agosto de 2021, enquanto o preço, mesmo depois disso, continuou a subir. Essa tendência prova que o faturamento do café vem sendo baseado no aumento dos preços e não de consumo. O café Torrado e Moído e Grãos (TM&G), já representa 82% do faturamento da categoria em 2022 até abril e é o grande vilão em preços. Quando analisamos os valores dos segmentos por quilo (R$/KG), o café TM&G chega a alcançar o preço médio de R$ 33,31.

Já o café em cápsulas que era a estrela do segmento por oferecer praticidade e muita margem ao varejo, mesmo tendo menor aumento de preço, em março também já apresentava maior retração em volume (-11%) com a volta ao trabalho presencial e a redução do consumo deste tipo de cafés em casa. A única categoria que registrou crescimento nas vendas em unidades foi a do café solúvel (+2%), coincidentemente a que sofreu aumento de preço menos expressivo (+27%).

O consumidor brasileiro tem optado por comprar café TM&G em embalagens menores de 250g ao invés de 500g. No Nordeste, as marcas regionais, que são em média 14% mais baratas que as nacionais, já tinham uma presença forte antes mesmo da crise, mas elas têm ganhado mais espaço nos carrinhos do consumidor nas outras regiões do país, mesmo aumentando seus preços de forma ainda mais agressiva que as marcas nacionais (+83% até março).

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Indefinições sobre texto faz Senado adiar votação da PEC das Bondades

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Senado retomará votação nesta quinta-feira
Reprodução: ACidade ON

Senado retomará votação nesta quinta-feira

O Senado adiou para a quinta-feira (30) a análise e votação da PEC das Bondades, que prevê aumento do Auxílio Brasil e Vale-Gás, além de criar um Auxílio-Caminhoneiro. Os senadores pediram mais tempo para analisar as mudanças na proposta feitas pelo relator Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Em relatório divulgado nesta quarta-feira (29), Bezerra retirou as propostas sobre os combustíveis, como o ressarcimento aos estados que zerarem a alíquota de ICMS sobre o diesel e gás de cozinha, e recuperou a proposta que aumenta benefícios sociais. Chamado de “Pacotão de Bondades”, a proposta é uma alternativa encontrada por governistas para reduzir a pressão sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL) em ano eleitoral. O valor total para viabilizar os reajustes é de R$ 38 bilhões.

A matéria, segundo senadores e interlocutores ouvidos pela reportagem, deve ser aprovada com tranquilidade pela Casa, visto que as eleições estão se aproximando. No entanto, há inseguranças jurídicas sobre o tema, já que ultrapassaria os limites da lei eleitoral.

O relatório do senador Fernando Bezerra trazia uma cláusula em que colocava o país em estado de calamidade. A ideia foi criticada por líderes de oposição e ainda deverá ser discutida entre os parlamentares.

Se aprovada, a proposta irá reajustar o Auxílio Brasil para R$ 600 até o fim do ano, ou seja, os R$ 200 a mais serão disponibilizados até dezembro de 2022. Já os caminhoneiros terão um auxílio de R$ 1 mil para aliviar a alta no preço dos combustíveis.

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Beneficiários do vale-gás também devem ser beneficiados com a proposta. O valor do benefício será reajustado em R$ 53, mas ainda não atingirá a média do preço do GLP de 13 kg, que está em R$ 120, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Outras propostas

Os senadores ainda querem discutir uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) para liberar R$ 3 bilhões para um auxílio aos taxistas e motoristas de aplicativo. Embora alguns parlamentares tenham divergido da iniciativa, o governo abriu a possibilidade de negociação.

Outro ponto que ainda deve ser palco de discussões no Senado é a distribuição dos R$ 200 a mais do Auxílio Brasil. Enquanto alguns senadores querem liberar o valor para todos os beneficiários, outros defendem que o reajuste seja feito conforme o nível econômico familiar.

Se aprovado pelos senadores, em dois turnos, o texto será levado à Câmara dos Deputados antes da sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: IG ECONOMIA

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