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Dez bancos não cumprem medidas de segurança do usuários; veja se o seu faz parte

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FinTechs são empresas financeiras 100% online
Fernanda Capelli

FinTechs são empresas financeiras 100% online


O Procon-SP notificou, nesta sexta-feira (18), dez empresas do setor financeiro cujos dispositivos de segurança , bloqueio, exclusão de dados de forma remota e rastreamento de operações financeiras não atenderam aos clientes vítimas de furto , roubo ou fraude .

O pedido se deve às notícias de que quadrilhas têm roubado celulares para acessar aplicativos de bancos instalados no aparelho para fazer transferências indevidas na conta bancária da vítima.


As empresas e associações notificadas foram o Banco BMG, Inter, Pan, C6, Bradesco, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal, Neon, NU, Santander Brasil, ABBC (Associação Brasileira de Bancos), ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs) e Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

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As empresas deverão apresentar laudos técnicos, assinados por profissionais habilitados, dos testes de validação e eficiência dos sistemas de segurança e uma comprovação dos mecanismos de validação para acesso remoto pelo titular da conta bancária

O Procon-SP também exigiu explicações quanto a proposta de uso oficial dos dispositivos de segurança e providências tomadas quando o cliente identifica/comunica possíveis problemas de quebra de segurança de acesso e de violabilidade de dados por fraudes nos sistemas de segurança.

PIX

Especificamente sobre as transações via PIX, as instituições deverão apresentar a política de segurança aplicada para efetivação, informando o processo complementar – se aplicado, de verificação e validação de titularidade da chave de acesso, bem como a forma de estorno/devolução de valores em razão de comprovação de fraudes por violação de seu sistema de segurança.

Também deverão esclarecer os custos de cobrança, tendo em vista o pacote de serviços contratado pelo cliente, para utilização dos dispositivos de segurança especificando – se aplicável, a distinção em razão do sistema operacional IOS ou ANDROID;

As empresas têm até o dia 30 para responderem aos questionamentos do Procon-SP.

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‘A crise energética poderá ter impacto eleitoral em 2022’, diz ex-diretor da ANP

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Crusoé

'A crise energética poderá ter impacto eleitoral em 2022', diz ex-diretor da ANP
O Antagonista

‘A crise energética poderá ter impacto eleitoral em 2022’, diz ex-diretor da ANP

O economista carioca Adriano Pires , de 64 anos, trabalha há mais de quatro décadas com o setor de energia . Em 2001, quando o governo Fernando Henrique Cardoso foi obrigado a adotar medidas de racionamento, Pires era o diretor da Agência Nacional de Petróleo , a ANP. Desde então, ele acompanha com atenção as oscilações na oferta e na demanda de eletricidade no país. Pelos seus cálculos, o Brasil poderá ter cortes de energia , os temidos apagões, em breve, o que pode afetar a eleição presidencial de 2022. Pires conversou com Crusoé pelo telefone.

Apesar de o Brasil não ter controlado totalmente a pandemia, há uma expectativa de recuperação econômica para este ano. Haverá energia para isso? Essa é uma grande interrogação. Nos países do Hemisfério Norte, principalmente nos Estados Unidos, a economia deve ganhar um forte impulso com o avanço da imunização. No Brasil, teremos a maior parte da população vacinada entre setembro ou outubro. Então, há uma expectativa de retomada. Os bancos estimam um crescimento de cerca de 5% este ano. Mas acho que eles não estão considerando de maneira correta uma possível crise de energia. Até porque ela já está presente de alguma forma. Tanto é que as tarifas de luz têm subido uma barbaridade. A grande vilã da inflação este ano deve ser a conta de energia elétrica. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) está dizendo que o nível de água dos reservatórios está em 30%. Em agosto, pode ficar abaixo de 20%. Em novembro, pode chegar a 10%. Se isso acontecer, será algo inédito no setor elétrico brasileiro. Nunca o ONS operou com o nível menor que 15%. É uma situação delicada. Lembre-se que o racionamento de 2001 e 2002 fez com que o PIB nacional caísse dois pontos percentuais.

O Brasil terá racionamento de novo, como aconteceu no governo Fernando Henrique Cardoso? Não dá para cravar isso. O sistema antes era diferente. Naquela época, não havia usinas térmicas ou eólicas, a vento. Também não havia um sistema de transmissão tão robusto como o que existe hoje. De qualquer maneira, mesmo que não tenhamos um racionamento naqueles moldes, existe um risco de apagão. Isso acontece quando é preciso cortar a carga, porque não é possível atender aos picos de demanda de eletricidade. Os apagões, sim, têm chances reais de acontecer. Daqui em diante, nós teremos três meses decisivos, com grandes emoções: agosto, setembro e outubro. Nesse período, o reservatório vai continuar secando. Mesmo se chover bastante, como o nível do reservatório vai estar baixo, o problema deve continuar.


O Brasil tem eleições presidenciais marcadas para o ano que vem… Acredito que a crise energética poderá ter um impacto eleitoral em 2022. A última vez que faltou energia elétrica no Brasil foi no Amapá, no ano passado. Josiel Alcolumbre, irmão do então presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do DEM, perdeu a eleição para a prefeitura de Macapá. As pesquisas diziam que ele ganharia no primeiro turno, mas depois do apagão suas chances diminuíram. Na crise de 2001 e 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, o racionamento foi um dos fatores que ajudou Lula, que era opositor, a vencer a eleição.

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Bolsonaro tem sido muito diferente de Dilma Rousseff ao lidar com a questão energética? A grande diferença entre Dilma e Bolsonaro é que ela fez populismo tarifário. Com a medida provisória 579, ela baixou o preço da energia elétrica na marra, em 20%. Para cumprir a promessa, em 2013, Dilma passou a esvaziar demais os reservatórios de água, que ela dizia ser a energia mais barata. Nós estamos pagando a conta disso até hoje, porque o regime de chuvas tem sido muito ruim desde então. Bolsonaro, por enquanto, não está sendo populista. Ele tem tentado equilibrar a oferta e a demanda, com tarifas muito altas. Até quando vai ser assim, eu não sei. É importante ter em mente que, em 2014, Dilma quase quebrou a Eletrobras e a Petrobras para ter luz e gasolina baratas. Foi com isso que ela se reelegeu.

A culpa da crise de energia é do aquecimento global? O problema é a falta de planejamento estatal. Estamos há vinte anos vivendo de sobressaltos e pesadelos no setor de energia elétrica, porque nossa matriz energética continua muito refém do clima. E, com o aquecimento global, a meteorologia ficou mais imprevisível. A protagonista de todas as crises que tivemos no setor energético é a água, ou melhor, a falta dela. No passado, quem dava confiabilidade à operação de energia eram as usinas com grandes reservatórios. Bastava ampliar a geração nas hidrelétricas que o problema estava resolvido. No governo de Lula, a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, proibiu a construção de usinas assim. Ela só permitiu aquelas que são de fio d’água, que não exigem uma grande represa. Mas essas usinas, como a de Jirau, Santo Antonio e Belo Monte, só geram energia quando chove, o que pode ser seis meses por ano. As usinas eólicas só funcionam quando venta. As solares, quando faz sol. Só não tivemos um apagão e racionamento no governo de Dilma Rousseff porque, nos últimos dez anos, o Brasil tem crescido pouco ao ano. E o consumo de energia está atrelado às variações do PIB.

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