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Deputados visitam Embrapa Gado de Leite para fomento de políticas públicas para o setor

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Nesta sexta-feira,11 de junho, a presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Social, da Câmara dos Deputados, deputada Aline Sleutjes (PSL), os deputados Domingos Sávio (PSDB), Charlles Evangelista (PSL) e Benes Leocádio (Republicanos) visitaram as instalações da Embrapa Gado de Leite, em Coronel Pacheco e Juiz de Fora, para avaliar as oportunidades para que o produtor reduza os custos de produção e maximize a rentabilidade.

De acordo com a deputada, a meta é disponibilizar para os produtores do Brasil possibilidades de redução de custo de produção, que hoje é muto alto, através da transferência de tecnologias comprovadamente exitosas..  Muitas queixas e dificuldades dos produtores foram identificadas pela comissão, Portanto, a busca de soluções, através de visitas técnicas (a primeira foi na Embrapa Gado de Leite e acontecerá, ainda, no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Espírito Santo), foi a medida mais certeira para definir alternativas de suporte ao setor.

“Aqui na Embrapa queremos ver as opções. Vamos fazer a leitura de todos os conhecimentos, as oportunidades, as pesquisas, o que está sendo desenvolvido na questão da alimentação, da energia elétrica… A utilização da energia fotovoltaica, se o gado fica no pasto aberto ou confinado, enfim, vamos anotar todas as possibilidades para encontrar o melhor para a economia do produtor. Estamos falando de 20 milhões de brasileiros, direta e indiretamente, no setor leiteiro. Então, temos que achar alternativas para que eles se mantenham no campo e com qualidade”, pontua Aline.

Durante a visita, os deputados puderam conhecer o Compost Barn, onde 217 vacas ficam confinadas e cuidadas. O pesquisador da Embrapa, Pedro Arcuri, explicou como funciona o sistema, que monitora o rebanho, priorizando conforto e limpeza. As vacas ficam com uma espécie de coleira que transmite os dados para o sistema, como, por exemplo, informações sobre a parte reprodutiva, se alguma apresenta doença, dentre outras, o que melhora, e muito, a produtividade do rebanho. Pedro Arcuri ressaltou, ainda, que o modelo é viável, inclusive, para o pequeno produtor, através do aluguel mensal do equipamento. 

Em seguida, o grupo se inteirou de o outro método utilizado pela Embrapa, através do pasto aberto. A produção é chamada de leite verde, pois os animais usam o pasto como base da alimentação. Neste caso, a temperatura, irradiação solar, umidade e locomoção impactam na capacidade de produção do leite. A raça mais adequada é o Girolando, que tem maior resistência ao calor e ao carrapato, por exemplo.  A comissão também pôde conhecer a vitrine de forrageiras, onde há cerca de 60 exemplos de cultivares, entre elas, o BRS Capiaçu e o BRS Kurumi.

O chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, enfatiza que a visita é uma forma de se buscar soluções para o setor: “Os deputados puderam perceber que existem várias saídas para os problemas que os produtores enfrentam. Tecnologia existe, mas temos que pensar em ter mais, pois buscar novas tecnologias não tem fim. Os problemas novos surgem e precisamos ter soluções novas. É preciso investir e encontrar maneiras eficientes para que o produtor tenha acesso ao que já existe. Além disso, a pesquisa se faz, necessariamente, com recursos públicos e com parceria privada. Quando o governo federal aporta recursos, a gente tem condições de trabalhar com mais eficiência e tranquilidade”, completa.

Leite é o quarto maior faturamento no ranking do agronegócio

De acordo com a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o valor bruto de produção (VBP) no segmento pecuário, em 2019, alcançou R$ 250,8 bilhões. Só do setor leiteiro, foram mais de R$ 50 bilhões, ocupando o quarto lugar do ranking dos maiores faturamentos, atrás, apenas, da soja, da carne bovina e do milho. Mas, se for considerada a geração de riqueza até no varejo, o faturamento anual da cadeia chega a R$ 100 bilhões. O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges, analisou o cenário brasileiro. De acordo com ele, que também estava presente na visita, o setor leiteiro vem passando por mudanças nas últimas quatro décadas de desenvolvimento, produção e de aumento de produtividade.

“O Brasil é o terceiro produtor de leite no mundo. É fundamental que na Câmara dos Deputados exista um trabalho focado na cadeia produtiva láctea para que as políticas públicas possam ser bem elaboradas, as leis sejam bem trabalhadas, para que tragam melhorias para o setor: desburocratizar, fazer com que ele se desenvolva e seja competitivo. Por isso, é muito importante essa visita hoje, para que o trabalho lá na casa legislativa seja bem conduzido, bem trabalhado, dentro da realidade que nós, da cadeia produtiva do leite, precisamos”, destaca Geraldo. De acordo com ele, um dos problemas reais hoje é o custo de produção, que tira a competitividade com os maiores produtores e exportadores de lácteo do planeta.

Segundo dados do último Censo do IBGE, o Brasil tem 1.171.000 propriedades produtoras de leite e em 98% dos municípios tem o produto. Para o deputado Domingos Sávio, a Embrapa é fundamental para a pecuária leiteira. “Primeiro, porque o Brasil é um grande produtor de leite e derivados, que são componentes importantes na segurança alimentar. Segundo, porque não temos outras ações de pesquisa no leite, como temos em outras áreas de produção, como de grãos. A grande pesquisadora do produtor de leite no Brasil é a Embrapa Gado de Leite. Tenho um respeito muito grande por esses profissionais que se dedicam a pesquisar técnicas que melhorem a produtividade e otimizem a atividade do produtor”.

O deputado Benes Leocadio acrescentou que é fundamental esse olhar mais próximo ao setor: “Com as tecnologias, hoje usadas e demonstradas aqui para nós pela Embrapa, confirmamos que é um segmento que deve ser apoiado e cada vez mais fortalecido para termos a certeza e a garantia que é uma atividade que pode ser sustentável. Nas discussões que estamos tendo hoje, no conhecimento, nas várias experiências e ensinamentos que estamos tendo aqui in loco, podemos, através da Comissão de Agricultura, darmos um olhar mais próximo para essa cadeia, para desenvolvê-la e termos resultados lucrativos”.

Comissão visita sede para inauguração do estúdio de EAD da Embrapa

A comitiva chegou à sede e, antes da inauguração do estúdio, conheceu   o Laboratório de Qualidade do Leite (LQL) que, além de apoiar os projetos de pesquisa da instituição, presta serviço de análise de amostras do leite cru para clientes externos, como indústria, cooperativas e produtores rurais. A unidade integra a Rede Brasileira de Laboratórios de Controle de Qualidade de Leite (RBQL), criada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).

“Para a legislação brasileira, todo leite, para ser inspecionado, tem que ter necessariamente o aval de um laboratório da rede. Todos os laticínios têm, obrigatoriamente, que fazer a análise do leite e encaminhar uma vez por mês as amostras, para verificar a qualidade do produto. Além disso, é uma forma de subsidiar a tomada de decisão por parte dos produtores com o intuito de melhorar o produto”, explica o chefe-geral, Paulo Martins.

Em seguida, os deputados participaram da inauguração do estúdio onde acontecerá as produções para as aulas remotas. O ensino a distância (EAD), com foco na transferência de tecnologia e conhecimento com soluções para a cadeia do leite, foi a mola propulsora para a criação de uma estrutura com foco em Educação. O estúdio foi feito com verba de emenda parlamentar do Deputado Charlles Evangelista. Para ele, alocar recursos na Embrapa é ter a certeza que serão muito bem aplicados. “Fico muito feliz por poder contribuir com a emenda parlamentar, principalmente por tudo que vem sendo feito pela instituição em favor cadeia do leite, as pesquisas, novas tecnologias, a modernização da produção… São ações que tenho certeza que vai beneficiar todo o agronegócio no país”, ressalta Evangelista.

Link de acesso a live: cutt.ly/visitaembrapagadodeleite

Fonte: Embrapa

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Publicação traz análise estatística das folgas de produtividade do trigo em MG

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Um Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento publicado pela Embrapa Territorial apresenta o resultado de trabalho feito em conjunto com a Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (SIRE) da Empresa, para estimar folgas de produtividade nas lavouras de trigo em Minas Gerais. As análises de folgas de produtividade compreendem um conjunto de conceitos e técnicas para medir a “capacidade latente” de produção, ou seja, a diferença entre as médias de produtividades registradas em um determinado local e a produtividade potencial que poderia ser alcançada nesse mesmo lugar. A produtividade potencial é estabelecida pelos patamares máximos observados em locais de produção da mesma cultura e com condições de solo e clima similares.

O estudo revela “grande variabilidade nas folgas de produtividade”, o que “pode dificultar um diagnóstico preciso da situação capaz de informar o planejamento de pesquisas ou intervenções locais imediatas”. As maiores folgas estão nas microrregiões do Triângulo Mineiro / Alto Parnaíba (Uberlândia, Patrocínio, Patos de Minas, Uberaba e Araxá) e Sul / Sudoeste do estado (Passos, São Sebastião do Paraíso, Varginha, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí, São Lourenço e Andrelândia).

Foi calculada a perda virtual, ou seja, o que não foi produzido por conta das folgas. Considerando o volume que poderia ter sido obtido com a produtividade potencial, em 2018, os municípios analisados deixaram de colher 41% do total esperado. Em algumas microrregiões, a produção que deixou de ser gerada seria maior do que a efetivamente obtida.

O trabalho integra o projeto “Transferência de tecnologias para o desenvolvimento das culturas de cereais de inverno no Brasil”, liderado pela Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS). “Uma vez mensuradas essas folgas, podemos inferir algumas motivações para esses resultados, ou seja, se tem a ver com o sistema de produção adotado em um local e não em outro, com maior nível de assistência técnica, com alguma cultivar diferenciada, com nível de organização dos produtores, etc”, explica o analista André Farias, da Embrapa Territorial.

No caso da análise relatada no Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, não se buscaram as motivações, mas apenas a mensuração das folgas de produtividade em Minas Gerais. Para tanto, foi utilizado um método desenvolvido pelos pesquisadores Milena Ramos e Fernando Garagorry, ambos da SIRE e autores da publicação. No texto, eles explicam porque desenvolveram uma metodologia própria: “São raros aqueles (métodos) que exploram as estatísticas disponíveis e incluem ampla gama de produtos e detalhamento territorial, necessidades presentes para análises abrangentes da agricultura”.

Farias detalha que, ao mensurar as folgas de produtividade nas microrregiões produtoras de trigo de Minas Gerais, foi possível “detalhar sua trajetória recente, mostrando aqueles locais que reduziram a folga nos últimos anos, ou seja, melhoraram seu desempenho, aqueles que se mantiveram estáveis e aqueles que pioraram”. Farias e o analista Rafael Mingoti, também da Embrapa Territorial, completam o grupo de autores da publicação.

No projeto de pesquisa, o mesmo método está sendo aplicado para avaliar folgas de produtividade nas áreas de atuação da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. “Nesse caso, o trabalho envolve não apenas a mensuração das folgas, mas também consulta e validação junto aos técnicos e gestores das cooperativas para identificarmos os principais fatores relacionados à existência dessas folgas”, adiantou Farias.

Fonte: Embrapa

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