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Deboche de Eduardo Bolsonaro à tortura de Míriam Leitão é repudiado

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Deputado Eduardo Bolsonaro
Cleia Viana/Câmara dos Deputados – 20.03.2020

Deputado Eduardo Bolsonaro

Uma publicação em rede social do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) , debochando da tortura sofrida pela jornalista Míriam Leitão, colunista do GLOBO, durante a ditadura militar, provocou uma onda de repúdio. O comentário foi feito em sua conta no Twitter, na tarde deste domingo, em resposta a uma postagem em que a jornalista afirmou que Jair Bolsonaro (PL) é um inimigo confesso da democracia. O filho do presidente escreveu: “Ainda com pena da cobra”, numa referência a um dos métodos empregados pelos torturadores da jornalista.

O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) considerou o comentário covarde e asqueroso e “reflete o que essa família é”. O também senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) escreveu que o ataque grosseiro contra a jornalista visa desviar a atenção de problemas como fome, miséria e casos de corrupção. “A estratégia dos Bolsonaros é clara: usar falas polêmicas para desviar a atenção”, afirmou o parlamentar.

O deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) classificou o deputado como um “monstro”. A ex-deputada Manuela D’Ávila afirmou “que ele debocha do Brasil e de nossas instituições”.

Professora Dayane Pimentel, deputada federal (União Brasil-BA), escreveu que Míriam Leitão pode ter escolhas políticas diferentes das suas, mas isso é democracia.

“Mas Eduardo Bolsonaro ameaçar, xingar e desrespeitar a mim, a ela ou a qualquer outra mulher só mostra o vil que é. Família Bolsonaro é perseguidora de quem não se curva”, escreveu a parlamentar.

Jornalistas dos mais diferentes veículos e economistas também se pronunciaram a respeito da agressão do filho do presidente.

“Durante a ditadura militar, usaram uma cobra para torturar a Míriam Leitão, que estava grávida. Hoje, essa figura nojenta publicou isso”, protestou o economista Sérgio Goldenstein.

A jornalista Míriam Leitão relatou que, dois dias depois de ter sido presa no quartel do Exército em Vila Velha, no Espírito Santo, em dezembro de 1972, ela foi retirada de sua cela e levada para o pátio. Depois de levar chutes e tapas, teve que ficar nua na frente de dez soldados. Também foi trancada numa sala escura com uma jiboia. Míriam era militante do PCdoB.

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“Vi minha sombra projetada cercada de cães e fuzis, e pensei: “Eu sou muito nova para morrer. Quero viver”, contou Míriam Leitão em depoimento ao GLOBO.

Leia o editorial publicado pelo GLOBO na noite deste domingo:

“Repugnante e inaceitável

FOI REPUGNANTE, ofensiva e absolutamente inaceitável a manifestação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que fez referência à tortura sofrida pela jornalista Míriam Leitão, colunista do GLOBO, durante a ditadura militar.

EM POST publicado numa rede social contestando uma crítica feita por Míriam ao presidente Jair Bolsonaro — ela o chamara de “inimigo confesso da democracia” —, o filho Zero Três zombou de um dos episódios mais dramáticos e cruéis da vida dela, a tortura a que foi submetida nos porões da ditadura enquanto estava grávida.

A MANIFESTAÇÃO do deputado deve ser repudiada com toda a veemência. É incompatível não apenas com o que se espera de um detentor de mandato popular, mas sobretudo com a decência e o respeito humanos. Merece, além do repúdio firme, providências das instituições obrigadas constitucionalmente a zelar pelo Estado de Direito”

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Texas: mais de 40 corpos são encontrados dentro de caminhão abandonado

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Local onde vários corpos foram encontrados no Texas
Reprodução – 28.06.2022

Local onde vários corpos foram encontrados no Texas

Quarenta e seis pessoas foram encontradas mortas em uma carreta de um caminhão perto da cidade de San Antonio, no Texas, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira. A hipótese inicial é que as vítimas sejam imigrantes, que entraram no país de forma ilegal.

Além dos cadáveres, outras 16 pessoas foram encontrados vivas e levadas a hospitais da região, segundo o governo local. O Departamento de Segurança Interna dos EUA assumiu a investigação.

Acredita-se que todas as vítimas tenham cruzado ilegalmente a fronteira com os Estados Unidos. A passagem mais próxima fica a cerca de 225 km dali.

San Antonio é um importante ponto de trânsito para os migrantes que vão do Texas para outros pontos dos EUA. Dezenas de milhares de migrantes passaram pela cidade nos últimos meses, segundo ativistas defensores dos imigrantes.

Oficiais do Departamento de Polícia de San Antonio estão agora procurando o motorista do veículo, que parecia ter sido abandonado em uma área remota perto de trilhos de trem e de um terreno com outros carros. O chefe de polícia de San Antonio, William McManus, disse que três pessoas estão sob custódia.

“Essas mortes estão na conta de [Joe] Biden”, disse no Twitter o governador do Texas, Greg Abbott, um republicano. “Eles são resultado de suas políticas mortais de fronteira. Eles mostram as consequências mortais de sua recusa em fazer cumprir a lei.”

Houve um número recorde de travessias de migrantes na fronteira com o México nos últimos meses, o que provocou críticas às políticas de imigração do presidente.

O chanceler do México, Marcelo Ebrard, afirmou que o cônsul mexicano está indo para o local e que a nacionalidade das vítimas ainda é desconhecida.

A área era um local conhecido pelos moradores como um “ponto de desembarque” para imigrantes, disse ao New York Times Ruby Chavez, 53, uma dona de casa que mora a cerca de 1,6 km dali.

“Você pode dizer que eles acabaram de chegar aqui. Nós os vemos com mochilas ou pedindo comida ou dinheiro”, disse Chavez. “É triste. E agora estou ouvindo que há crianças.”

Além disso, as temperaturas chegaram a 40º nesta segunda-feira e uma onda de calor também vem batendo recordes na região. À medida que as temperaturas sobem, os migrantes perto da fronteira mexicana ficam mais vulneráveis ​​a insolação, desidratação e morte.

No último dia da Cúpula das Américas, o governo dos EUA apresentou uma declaração com compromissos regionais para conter a imigração irregular, um dos principais temas da agenda política do presidente. Antes do início da Cúpula, Biden anunciou um pacote de investimentos de US$ 1,9 bilhão, destinado à criação de empregos em nações que tradicionalmente são o ponto de partida para muitos dos que tentam cruzar a fronteira dos EUA.

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Fonte: IG Mundo

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