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De olho na expansão do agronegócio, Prefeitura de Colíder atende produtores e investe na readequação de pontes e estradas rurais

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A atividade pecuária em Colíder representa a grandeza da economia do campo do município. Mas o agronegócio vem com tudo. Ocupa espaços nas propriedades. Dinamiza os meios de produção e movimenta riquezas nas comunidades do interior. O avanço da agricultura, com o plantio de soja e milho, é uma realidade de sucesso e desperta o interesse de muitos proprietários rurais, inclusive, de investidores de outras regiões.

Essa nova dinâmica está no radar do governo municipal. A atual gestão prepara investimentos para reestruturar estradas e reforçar pontes para viabilizar o transporte de grãos, que exige vias mais largas e resistentes à rodagem dos caminhões e de maquinário agrícola. Nesta quinta-feira (06.08), o prefeito Noboru Tomiyoshi, recebeu o produtor rural Júnior Simões, da comunidade São Sebastião do Bigode. Ele já realiza a transição da produção de parte da sua propriedade da pecuária para a agricultura.

Na reunião com o prefeito, Júnior apresentou sua principal demanda: investimentos urgentes nas vias que atendem a região onde está localizada a sua propriedade. “O município vai nos atender com a melhora das estradas e das pontes. Enlarguecer mais para melhorar o acesso e poder passar com as máquinas, plantadeiras, que agora não têm como passar. É importante para não ficar pagando [caminhão] prancha, que faz subir muito o custo para nós”, justifica.

Para o produtor de São Sebastião do Bigode, investimentos em estradas reforçam a economia rural e, consequentemente, da cidade. “Ajuda muito. Com certeza, cada dia vai ficar melhor. Colíder tem a tendência de crescer cada vez mais na agricultura. O prefeito garantiu para nós que fará essas benfeitorias. É uma parceria importante para atender os produtores. Isso é bom demais”, comemora Júnior Simões.

OLHAR ATENTO AO AGRONEGÓCIO

A produção de grãos em larga escala já é uma realidade lucrativa em Colíder, que já produz grãos em cerca de 15 mil hectares. Conforme Noboru Tomiyoshi, esse novo panorama rural exige um olhar mais atento e prioritário por parte da gestão municipal. “A expansão do agronegócio é a nossa grande preocupação”, afirma o prefeito. “Após a pandemia, nós queremos retomar o nosso crescimento econômico. Precisamos fortalecer a agricultura e a atividade dos produtores leiteiros, da agricultura familiar e, agora, com a chegada dessa nova etapa, com o plantio das culturas de soja e milho”, pontua.

Para Noboru, é importante que a Prefeitura de Colíder estabeleça novas estratégias para apoiar a produção em todas as áreas produtivas do campo, inclusive, o agronegócio. “Essas novas políticas precisam oferecer condições mínimas de trabalho ao produtor. Enlarguecer estradas e pontes é o mínimo que a prefeitura deve fazer para dar essa condição para o produtor poder produzir muito e, dessa forma, promover ainda mais o desenvolvimento econômico do nosso município”, enfatiza.

O prefeito de Colíder diz que o trabalho de manutenção de cerca de 2,7 mil quilômetros de estradas já conta com a atuação permanente das equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Obras e Urbanismo em todas as regiões do município. A ampliação da capacidade estrutural para viabilizar o tráfego de maquinário e caminhões é uma nova necessidade que a Prefeitura de Colíder passa a atender a partir deste ano. O governo municipal aproveitará o período de estiagem para alargar vias e ampliar pontes, principalmente, onde há a expansão do agronegócio.

“Essa será a nossa meta principal. Vamos dar condições para que o produtor consiga exercer sua atividade com tranquilidade, como é o caso do nosso amigo Junão, que investe na integração pecuária-lavoura”, afirma Noboru Tomiyoshi. “E, como ele, têm vários produtores que já investem no agronegócio e produzem com sucesso. Estão obtendo resultados financeiros com essa nova atividade. E nós temos que dar esse apoio para incentivar mais produtores de Colíder a investir no plantio de grãos, uma nova atividade que vai fortalecer a economia do município”, avalia o prefeito.

TRANSFORMAÇÃO NO CAMPO

Os vereadores Alencar Pereira e Beto Santos participaram da agenda de Júnior Simões com o prefeito Noboru Tomiyoshi. “E a gente fica muito feliz por sermos tão bem recebidos pelo prefeito, que deu o sim e informou que até dezembro o governo municipal vai fazer essa obra”, destaca Beto Santos. “É um investimento que levará muitas melhorias para todos os moradores daquela região do Bigode. Quero parabenizar o prefeito”, acrescenta o parlamentar.

Alencar Pereira comenta que o agronegócio cresce e começa a gerar grandes riquezas em todo o município. Para ele, os investimentos em infraestrutura de transporte são fundamentais para viabilizar o escoamento da produção de grãos. “O Júnior, por exemplo, é um filho de Colíder, que sempre foi agropecuarista, mas que, hoje, está investindo na agricultura. Planta em sua propriedade e arrenda áreas circunvizinhas para aumentar o volume de produção”, relata.

O vereador lembra que as estradas rurais foram abertas para atender a pecuária, cujo transporte pode ser realizado em vias mais apertadas. “Mas, hoje, com o agronegócio, nós temos que adequar isso, alargar e reforçar estradas e pontes. E o prefeito está voltado a isso. Tenho certeza que Colíder vai passar por uma transformação muito grande dentro de pouco tempo. Por isso, nós temos que readequar nossas estradas para atender esse pessoal que tem intenção de plantar”, justifica Alencar Pereira.

Fonte: AMM

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Presidente da AMM repudia retirada de recursos do Fundeb para atender programa social

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O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM, Neurilan Fraga, disse que é totalmente contra a retirada de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação-Fundeb para financiar em parte o programa Renda Cidadã, conforme proposta anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro na última segunda-feira (28).

Fraga lembra que os municípios demoraram muito para conquistar a aprovação do projeto que tramitou por muitos anos no Congresso Nacional. Segundo ele, os prefeitos, os governadores, os parlamentares federais as entidades de classe que representam a Educação, a sociedade em geral não vão aceitar a retirada de recursos de uma área tão essencial para o desenvolvimento do País.

“Retirar o recurso da educação de nossos jovens e crianças é provocar um colapso no futuro do Brasil. As nações mais desenvolvidas do mundo só conseguiram este patamar por causa dos investimentos na Educação em todos os níveis. Aprovar um projeto desta natureza é um ‘crime lesa Pátria’, disse ele.

Fraga ressalta que para a aprovação do Fundeb, que destina recursos para os municípios, foi feito um acordo de lideranças que mobilizou o Congresso Nacional, os governos estaduais, os municípios e outras entidades que defendem uma educação de qualidade para todos os cidadãos. “Foi uma votação histórica e muito comemorada pelos gestores municipais de todo o País. Não podemos aceitar agora o retrocesso desta conquista. Se isto persistir teremos de convocar os prefeitos de todo o Brasil para um movimento nacional de mobilização junto aos parlamentares para que não seja votado no Congresso.

Isto seria um golpe brutal no desenvolvimento da educação, principalmente nos municípios”, alertou, acrescentando que o movimento municipalista defende que o Governo Federal crie um programa de transferência de renda para atender as famílias mais vulneráveis de todas as regiões brasileiras, mas que os recursos são saiam da Educação.

No Congresso, o relator do Orçamento para 2021 e da PEC Emergencial (PEC 186/2019), na qual deve figurar o Renda Cidadã, senador Marcio Bittar, frisou que o  objetivo do programa é atender milhões de brasileiros que, a partir de janeiro de 2021, com o término do pagamento do Auxílio Emergencial, não terão uma renda. O parlamentar explicou que os recursos para esse novo programa também poderão vir de precatórios, além do Fundeb. 

O Brasil tem no Orçamento R$ 55 bilhões para pagar de precatórios. “Vamos utilizar o limite de 2% das receitas correntes líquidas, que é mais ou menos o que já fazem estados e municípios. A meta é estabelecer a mesma coisa para o Governo Federal. E o que sobrar desse recurso, juntando com o que tem no orçamento do Bolsa Família, vai criar e patrocinar o novo programa”, assegurou.

 

 

  

Fonte: AMM

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