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Datafolha: 62% defendem que policiais tenham o direito de ir a atos políticos

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Maioria da população defende ida de policiais a atos políticos
Governo do Estado de São Paulo

Maioria da população defende ida de policiais a atos políticos

Para 62% dos brasileiros, policiais militares deveriam ter o direito de participar de manifestações políticas, de acordo com uma  pesquida Datafolha divulgada neste sábado. O envolvimento de PMs em atos de cunho político-partidário é vedado pelos estatutos das corporações.

Cerca de um terço das pessoas (35%), por outro lado, afirmaram que os policiais não deveriam participar dessas manifestações, e 3% disseram não saber opinar. Os pesquisadores informaram aos respondentes sobre a proibição desse tipo de atitude.

A pesquisa ouviu presencialmente 3.667 pessoas com mais de 16 anos em 190 cidades do país, entre 13 e 15 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Foi a primeira vez que o Datafolha incluiu essa pergunta em seus levantamentos, portanto, não há base para comparação histórica.

O apoio à participação de PMs em protestos políticos é maior entre as mulheres (64%) do que entre os homens (60%), e também entre os mais jovens. Segundo o Datafolha, 69% das pessoas entre 16 e 34 anos apoiam esse comportamento, contra 59% no grupo de faixa etária entre 45 e 59 anos e 51% entre quem tem 60 anos ou mais.

Brasileiros de maior escolaridade são geralmente mais contrários a esse envolvimento político-partidário de PMs. O apoio é de 68% entre quem tem ensino médio, de 59% entre quem tem ensino fundamental e de 55% entre os que fizeram curso superior.

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Entre os respondentes que declararam intenção de votar em Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, o índice salta para 78%. Aqueles que pretendem votar no ex-presidente Lula somam 55%. Para aqueles que consideram o governo Bolsonaro como ótimo ou bom, a taxa é de 77%, bem superior àquela registrada entre aqueles que consideram a gestão ruim ou péssima (52%).

O debate sobre a participação de policiais da ativa em manifestações políticas foi reaceso nas semanas que antecederam o 7 de Setembro. Havia um receio por parte de especialistas e de governadores de que policiais da ativa, tradicional base eleitoral de Jair Bolsonaro, integrassem os eventos que vinham sendo convocados pelo presidente naquela data.

Em São Paulo, o coronel da PM Aleksander Lacerda foi afastado pelo governador João Doria (PSDB) após se tornarem públicas mensagens compartilhadas por ele nas redes sociais. Além de endossar o convite para seus amigos participarem das manifestações pró-Bolsonado no Dia da Independência, Lacerda fazia vários ataques ao governador e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O estatuto da Polícia Militar, no entanto, veta esse tipo de comportamento, sendo passível de punição. Embora cada estado tenha sua própria Polícia Militar, que, por sua vez, tem seu próprio estatuto, todos os documentos compartilham o entendimento de que agentes de segurança do Estado não devem se envolver político e partidariamemte.

Uma pesquisa divulgada pelo GLOBO nas vésperas do 7 de Setembro, elaborada pelo Insituto Atlas, no entanto, mostrava que três em cada dez policiais pretendiam ir às ruas no ato pró-Bolsonaro. O jornal também consultou todos os 27 governadores para perguntar o que fariam caso seus policiais desobedecessem o regulamento disciplinar e se somassem aos bolsonaristas na manifestação. Oito deles responderam que aplicariam punições nesse caso.

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Chanceler diz que busca resolver pendências em acordo Mercosul-UE

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O Itamaraty está trabalhando para resolver as pendências que impedem a formalização do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, disse hoje (26) o ministro das Relações Exteriores, Carlos França. Segundo ele, a ampliação de acordos comerciais é uma prioridade do governo.

O chanceler fez a declaração no lançamento da agenda legislativa da Frente Parlamentar do Comércio Internacional e Investimentos (FrenComex), no Palácio do Itamaraty. Assinado em 2019, o acordo Mercosul–UE precisa ser aprovado pelos parlamentos dos países dos dois blocos para entrar em vigor. No entanto, questões ambientais e climáticas têm travado as votações.

“Os desafios são complexos, mas a diplomacia brasileira está e permanecerá atenta”, disse França. Segundo o ministro, o Oriente Médio e os países do sul e do leste asiático são prioridades do Brasil na busca de acordos comerciais.

O ministro das Relações Exteriores defendeu a modernização do Estado brasileiro por meio do ingresso do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela agenda de privatizações. Na avaliação dele, existe espaço para que o Brasil diversifique as exportações, sem deixar de lado as commodities (bens primários com cotação internacional).

“Há espaço para diversificação da pauta exportadora sem negligenciar nossa estratégia de exportação de commodities, ampliando exportação de serviços e bens industrializados”, comentou.

Agressividade

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também esteve presente ao evento e defendeu que o Brasil seja mais agressivo nas negociações comerciais, como a redução da tarifa externa comum do Mercosul e o afrouxamento das regras que permitem a cada país do bloco negociar individualmente acordos tarifários bilaterais.

“Parabenizo [o chanceler Carlos] França por avançar na agenda de tornar o Itamaraty mais agressivo. Ele é o good guy [sujeito bom], eu sou o bad guy [sujeito mau]. Acho que o Itamaraty devia ter muito mais agressividade. Nos Estados Unidos, os embaixadores são quase homens de negócio”, disse Guedes. Ele pediu mais aproximação entre os Ministérios da Economia e das Relações Exteriores.

Eixos

Ao lançar a agenda da FrenComex pelos próximos dois anos, o presidente da frente parlamentar, deputado federal Evair de Melo (PP-ES), disse que o Brasil está fortalecendo suas relações comerciais e que o país sairá “maior do que entrou” da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-26). O encontro ocorrerá de 1º a 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia.

Em nota, a FrenComex informou que a agenda da frente parlamentar pelos próximos dois anos tem cinco eixos: facilitação do ambiente de negócios para o investidor estrangeiro, negociação e assinatura de acordos comerciais, melhoria da infraestrutura logística para exportação, simplificação e desburocratização das operações de comércio exterior e políticas de fomento à exportação.

Edição: Aline Leal

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