AGRO & NEGÓCIO

Dario Grattapaglia está entre os 100 mil cientistas mais influentes do mundo

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Este é o segundo ano consecutivo que ele tem o nome no ranking dos melhores 

 

     A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) tem mais um excelente motivo para comemorar seus 46 anos de criação em 22/11 (domingo): o pesquisador Dario Grattapaglia, pelo segundo ano consecutivo, está  no ranking dos 100 mil cientistas mais influentes no mundo. A lista com a nominata dos melhores é resultado de um estudo da  equipe do Meta-Research Innovation Center, do Departamento de Medicina da Universidade de Stanford (Estados Unidos), liderada por John Ioannidis. 
   Os nomes e a métrica utilizada para fazer o ranqueamento dos cientistas foram  divulgados recentemente em um artigo do Journal PLOS Biology, com a descrição detalhada do impacto do trabalho desses homens e mulheres de diferentes partes do mundos em todas as áreas científicas, com base no banco de dados de Stanford (disponível ao público). 

   “Esse banco de dados visa fornecer informações padronizadas sobre o número de citações, índice H (métrica amplamente utilizada em todo o mundo para quantificar a produtividade e o impacto de cientistas baseando-se nos seus artigos mais citados), índice H ajustado para coautoria, citações de artigos em diferentes posições de autoria e um indicador composto de impacto que leva em consideração todas estas métricas, procurando assim remover alguns dos vieses associados com elas”, explica Grattapaglia.
   Dessa forma, o grupo de Stanford apresenta a lista dos 100 mil cientistas de maior impacto – seja ao longo da carreira, com data inicial em 1996 até o ano de 2019, bem como no único ano de 2019. Os pesquisadores são classificados em 22 áreas científicas e 176 subáreas.  São fornecidas métricas com e sem autocitações e proporção de citações para artigos citados. Além disso, há também uma lista expandida de 159.683 nomes, ou seja, incluindo outros  59.983 nomes de cientistas que não entraram na lista dos 100 mil, mas que estão nos 2% do topo mundial de sua respectiva área. “O interessante deste estudo é que levam em consideração vários aspectos para o ranqueamento e isso é um exemplo para os jovens cientistas quanto a importância de referências quantitativas e qualitativas”, diz o pesquisador ao enfatizar que deve haver atenção à contribuição científica dos impactos gerados pela pesquisa à sociedade. 

   Dos cientistas que aparecem na lista de toda a carreira (considerando os últimos 24 anos, ou de 1996 a 2019), há cinco nomes da Embrapa entre os 100 mil: Nand Kumar Fageria, Robert Michael Boddey, Johanna Döbereiner (in memoria), Dario  Grattapaglia e Henriette Monteiro Cordeiro.
   

Reconhecimento
   Dario Grattapaglia é responsável pelo sequenciamento do genoma do eucalipto, um dos resultados de grande impacto da sua produção científica à sociedade, além de outros trabalhos com reconhecimento nacional e internacional. Na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia desde 1994, ele atua nos campos da genética, genômica e melhoramento de plantas, com particular ênfase em espécies perenes florestais e frutíferas. Além disso, trabalha no desenvolvimento e aplicações de tecnologias genômicas na solução de problemas no melhoramento e conservação de recursos genéticos de plantas e animais. “É um orgulho para a Embrapa e para o nosso Centro ter um pesquisador como Dario”, diz a chefe geral da Unidade, Cléria Inglis.

      Com forte atuação em diversos processos tecnológicos e conhecimentos nessas áreas, ele tem contribuído para o desenvolvimento no setor produtivo de base florestal do Brasil. Grattapaglia liderou um dos mais importantes trabalhos de pesquisa na área florestal: a co-liderança do projeto internacional do genoma completo do eucalipto (Eucalyptus grandis) em 2011, que resultou no genoma completo da árvore brasileira BRASUZ1 (Brazil Suzano S1) de Eucalyptus grandis publicado na revista Nature em 2014.
   O eucalipto é uma espécie de grande importância para a economia brasileira, base da indústria florestal de celulose, papel, aço e produtos de madeira. Graças à expertise obtida nessa pesquisa, foi possível chegar ao sequenciamento completo do genoma do eucalipto (2014). Nesse projeto participaram da liderança do projeto outros dois cientistas da África do Sul e Estados Unidos e outros 50 pesquisadores de mais de 18 países. 
   Engenheiro florestal pela Universidade de Brasília (UnB) em 1985, Grattapaglia foi contratado como pesquisador pela Bioplanta em Campinas onde trabalhou até 1990. Naquela empresa desenvolveu procedimentos de micropropagação e atuou em projetos de melhoramento. Ainda nos anos 1990 começou doutoramento na North Carolina State University com uma bolsa CAPES. Titulou-se Ph.D em genética com dupla titulação em ciências florestais (1994) com nota máxima (Grade Point Average 4.0) e foi convidado para a sociedade de honra acadêmica Phi Kappa Phi.
Ao retornar ao Brasil ele ingressou na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia onde atua até hoje. 

 

 
Fonte: Embrapa

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Hamilton Mourão confirma presença no Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja 2021

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O vice-presidente da República Hamilton Mourão confirmou presença na abertura do IX Congresso Brasileiro de Soja (IX CBSoja) e do Mercosoja 2021, a serem promovidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Soja), de 28 de junho a 1 de julho de 2021, em Foz do Iguaçu (PR). A confirmação foi dada ao presidente da Embrapa Celso Moretti, ao chefe-geral da Embrapa Soja Alexandre Nepomuceno, ao presidente dos eventos Adilson Oliveira Jr e ao gerente de comunicação estratégica da Embrapa, Jorge Duarte, durante reunião realizada, no Palácio do Planalto em Brasília (DF). 

O chefe da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, apresentou o evento para o vice-presidente Mourão e explicou que, apesar das dificuldades recentes por causa da pandemia, “o interesse pelo evento é enorme. O setor está bem mobilizado”, ressaltou. Nepomuceno revelou que o evento técnico-científico está com 80% das cotas de patrocínio já comercializadas. E disse que gostaria de contar com a presença do vice-presidente na abertura dos eventos. “Apresentamos para o vice-presidente que o Congresso vai enfatizar muito a agricultura de baixo carbono, que é como é feita a agricultura brasileira, ou seja, com a adoção de tecnologias como o plantio direto, a fixação biológica do nitrogênio, o manejo integrado de pragas e doenças, por exemplo”, ressaltou.

Adilson Oliveira explicou sobre as características e a dimensão da  programação, chamando a atenção para o alto nível técnico. Ele contou que o CBSoja deverá reunir cerca de dois mil participantes do Brasil e do exterior, e será o maior fórum técnico-científico sobre a cultura da soja realizado no Mercosul. O vice-presidente Mourão mostrou entusiasmo e disse estar honrado com o convite, agradeceu e disse que vai buscar uma forma de comparecer. 

Soja e sustentabilidade

A cultura da soja que é um dos alicerces do agronegócio brasileiro e a programação técnica dos eventos está pautada no tema central Desafios para produção sustentável no Mercosul. Nepomuceno explica que objetivo dos eventos é debater os principais desafios tecnológicos para a cadeia produtiva da soja e apresentar soluções sustentáveis para a melhoria da eficiência e da rentabilidade no campo. A programação técnica-científica está sendo elaborada para abordar aspectos relacionados ao momento atual da cultura da soja assim como, trazer uma visão de futuro”, afirma. “Nesse sentido, serão discutidos temas como as tecnologias sustentáveis de produção, genética avançada, oportunidades de mercado, bioeconomia e agricultura 5.0 entre outros. A temática será apresentada pelos mais renomados especialistas de cada área técnica. 

Além da ampla programação técnico-científica, haverá a feira tecnológica, em que os expositores apresentam as mais recentes tecnologias desenvolvidas para a cadeia de produção de soja e possibilita a interação entre os participantes resultando em uma excelente oportunidade de networking, negócios e articulação de agendas de trabalho.

O presidente dos eventos Adilson Oliveira Jr diz que uma das novidades desta edição será a Arena da Inovação. “Neste ambiente haverá integração do ecossistema de inovação, desde startups a empresas de agricultura 5.0, além de apresentar as mais recentes aplicações emergentes e disruptivas para a cadeia produtiva da soja. O Pavilhão do Expositor pretende ainda congregar informações importantes de mercado, como a apresentação de equipamentos e serviços que estão impactando positivamente no campo”, destaca. 

Soja – Na safra 2019/20, o Brasil produziu 257 milhões de toneladas de grãos, dos quais mais de 120 milhões foram de soja. A cultura da soja representa 23% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O Brasil se tornou o maior produtor mundial de soja e a cultura hoje tem reflexos importantes na economia, impactando na realização de negócios, na  geração de emprego e renda e trazendo melhorias para a qualidade de vida de toda a população.

A soja é a principal fonte de proteína, em nível mundial, sendo usada em produtos industrializados e também em ração animal. A cadeia produtiva da soja no Mercosul está centrada na sustentabilidade e no uso de tecnologias como o desenvolvimento de cultivares adaptadas, o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas, o uso de biotecnologia pelo melhoramento genético, assim como técnicas de manejo e conservação de solo. A Fixação Biológica de Nitrogênio, via bactérias fixadoras de nitrogênio, por exemplo, dispensa o uso de adubos nitrogenados e, somente em 2019, trouxe uma economia de 14 bilhões de dólares ao Brasil. Com abordagens diferenciadas, a programação dos eventos debaterá os desafios atuais e tecnologias inovadoras para manter a competitividade e sustentabilidade da soja brasileira.

Fonte: Embrapa

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