POLÍTICA NACIONAL

Dados da Pfizer apresentados à CPI da Covid geram disputa entre deputados

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Hélia Scheppa/SEI-PE
Saúde - coronavírus - vacina - vacinação - Pernambuco recebe primeiro lote de vacinas da Pfizer
Primeiro lote de vacinas da Pfizer chegou ao Brasil no início de maio

Em discursos no Plenário da Câmara, deputados da base governista e de oposição se posicionaram sobre os dados apresentados pelo executivo da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid do Senado Federal. O empresário afirmou nesta quinta-feira (13) que o governo brasileiro ignorou três ofertas para aquisição de vacinas em agosto do ano passado, o que levou à perda de 18,5 milhões de doses a serem enviadas ao Brasil em dezembro do ano passado.

O deputado Gervásio Maia (PSB-PB) acusou o governo Bolsonaro de agir com “irresponsabilidade”. “Nós tomamos conhecimento de que 700 mil pessoas poderiam ter sido vacinadas com a vacina da Pfizer no mês de dezembro. Quantas dessas pessoas, caso estivessem vacinadas, teriam sobrevivido?”, lamentou.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) afirmou que o depoimento confirma “mais um dos crimes de responsabilidade” do presidente da República. “Milhões de brasileiros não foram vacinados pelo crime de responsabilidade de Bolsonaro, que orientou o governo a não buscar vacinas, a não comprar vacinas”, disse.

O deputado Neucimar Fraga (PSD-ES) minimizou as críticas. “Eu assisti ao depoimento do representante da Pfizer, e entendi algo totalmente diferente do que eles entenderam”, afirmou. Fraga disse que a compra só poderia ser realizada após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “É mentirosa a narrativa da oposição de que o governo não quis comprar as vacinas da Pfizer, tanto que o governo comprou as vacinas, a partir do momento em que a Anvisa autorizou”, afirmou.

Fontana rebateu o parlamentar. “As negociações com a Pfizer iniciaram em maio de 2020. Enquanto isso, o presidente Bolsonaro preferia organizar lives para fazer propaganda de cloroquina”, ressaltou. Ele também cobrou dos governistas explicações sobre o cancelamento de compra da Coronavac por disputas com a China.

Quem saiu em defesa do governo foi o deputado Aroldo Martins (Republicanos-PR). Ele afirmou que há uma politização do assunto. “O que se vê hoje é uma politização do assunto, e isso tem sido utilizado para bombardear e crivar o governo do presidente Bolsonaro simplesmente pelo fato de que o ano que vem é ano de eleição”, opinou.

Números
Os deputados também disputaram sobre os números da vacinação no Brasil. Neucimar Fraga afirmou que o Brasil é o quarto país do mundo que mais vacina. “Gostaríamos de ser o primeiro, mas nós não fabricamos a nossa própria vacina. Gostaríamos de ter vacinado toda a população, mas está faltando vacina no mundo”, disse. Ele afirmou que o Brasil está à frente de países ricos como Alemanha, Inglaterra, Itália e Espanha.

Já o deputado Henrique Fontana apresentou outras estatísticas, que colocam o Brasil em 58º lugar em vacinação. “Israel, Chile, Estados Unidos, Reino Unido, Hungria, Uruguai, Canadá, Espanha, Dinamarca, Alemanha, Itália, França. Todos esses países têm um percentual de população vacinada maior do que o Brasil”, declarou.

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

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POLÍTICA NACIONAL

TSE abre inquérito para apurar ataques à legitimidade das eleições

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu hoje (2) um inquérito administrativo para apurar ataques ao sistema eletrônico de votação e à legitimidade das Eleições de 2022.

A investigação vai apurar fatos que podem configurar abuso de poder econômico e político, propaganda eleitoral antecipada, uso indevido dos meios de comunicação, fraude e condutas vedadas a agentes públicos.

Além disso, o plenário aprovou documento assinado pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, e encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma queixa-crime contra o presidente Jair Bolsonaro.

No documento, que foi endereçado ao ministro Alexandre de Moraes, Barroso pede a apuração de “possível conduta criminosa” relacionada à live transmitida pelo presidente na semana passada. Moraes é relator do inquérito que apura divulgação de informações falsas e ataques ao STF.

Na transmissão, foram apresentados vídeos de eleitores que foram às urnas em eleições anteriores apontando supostos indícios de fraudes na utilização da urna eletrônica.

TSE

Mais cedo, todos os 15 ex-presidentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde a promulgação da Constituição de 1988 assinaram nota em que defendem a lisura e a segurança do atual formato das eleições no Brasil, realizado por meio da urna eletrônica. O documento é assinado também pelo atual presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, e por dois futuros presidentes, os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes.

Edição: Aline Leal

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