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CVC (CVCB3) cogita devolver bônus de executivos por erros contábeis

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CVC (CVCB3) cogita devolver bônus de executivos por erros contábeis
Redação 1Bilhão Educação Financeira

CVC (CVCB3) cogita devolver bônus de executivos por erros contábeis

A CVC Brasil (CVCB3) irá votar em Assembleia Geral Extraordinária, marcada para 27 de abril, um possível pedido de ressarcimento de ex-diretores, que pode incluir a devolução parcial de bônus e ações recebidas em plano de opções, por erros contábeis na empresa, informou a companhia em edital de convocação.

Segundo o documento, a AGE também deve votar a rerratificação do montante da remuneração anual e global dos administradores no exercício social de 2020.

A companhia pretende incluir quatro ex-executivos, entre eles Luis Eduardo Falco, ex-CEO e ex-presidente do conselho.

CVC (CVCB3) cogita devolver bônus de executivos por erros contábeis

CVC

A CVC (CVCB3) reportou lucro líquido de R$ 82,3 milhões no quarto trimestre de 2020, revertendo prejuízo de R$ 144,8 milhões em igual período de 2019, conforme relatório encaminhado ao mercado.

De acordo com o documento, no acumulado do ano as perdas cresceram de R$ 12,9 milhões, em 2019, para R4 387,3 milhões no ano passado.

Entre outubro e dezembro, a receita líquida da CVC somou R$ 162,8 milhões, uma queda de 48,9% sobre 12 meses antes.

Já o Ebitda ajustado, importante referência para a geração de caixa, piorou, com saldo negativo de R$ 171,7 milhões, ante perdas de R$ 58,3 milhões na mesma comparação.

Com isso, a margem Ebitda sofreu uma forte deterioração de 87,2 pontos percentuais, passando de -18,3% para -105,5%.

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A CVC encerrou dezembro com uma dívida líquida de R$ 728 milhões, bem inferior ao R$ 1,744 bilhão de um ano antes, mas acima dos R$ 508 milhões devidos em setembro do ano passado.

Operadora

A administração da operadora de turismo CVC pode tomar uma ação rara na história corporativa brasileira: pedir um ressarcimento de ex-diretores, que inclua devolução parcial de bônus e ações recebidas em plano de opções. Com a conclusão das investigações sobre erros contábeis, a empresa recomendou na sexta-feira à noite aos acionistas que aprovem uma arbitragem para pedir ressarcimentos – o que será votado em assembleia extraordinária em 27 de abril.

Empresas nacionais costumam evitar confrontos, mesmo que entendam que possa ter havido perda por falta de diligência. Na potencial arbitragem, a CVC pretende incluir quatro ex-executivos, entre eles Luis Eduardo Falco, ex-CEO e ex-presidente do conselho.

“Cabe aos acionistas definirem sobre a proposição do conselho porque, em última instância, são os donos da companhia que teriam sido afetados. Não tenho avaliação sobre o assunto porque cheguei após os fatos e não participei da investigação, meu olhar é para a gestão da empresa”, disse Leonel Andrade, presidente da CVC.

Uma fonte que efetivamente acompanhou as investigações disse que não foi possível encontrar prova de dolo na conduta dos executivos, mas diz que é “inquestionável” que os erros contábeis melhoravam artificialmente os resultados da CVC, o que se traduzia em bônus. “Os sistemas de controle eram manuais, mas nunca erravam para menos”, afirmou.

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Crescimento do PIB em 2021 pode ser de 5,8% com aceleração das vacinas

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Vacinas ditarão o ritmo do crescimento nacional, dizem especialistas
Fernanda Capelli

Vacinas ditarão o ritmo do crescimento nacional, dizem especialistas

A melhora da atividade econômica e o avanço da campanha de vacinação contra a Covid-19 têm levado analistas a revisarem para cima as projeções de crescimento da economia para este ano. O otimismo com a retomada é baseado na premissa de que a maior oferta de imunizantes possibilitará o cumprimento das expectativas de que toda a população adulta esteja vacinada no início do quarto trimestre.

O resultado previsto deverá ser o retorno mais rápido que o esperado anteriormente das atividades presenciais, como as do setor de serviços prestados às famílias, muito afetados pelas restrições de mobilidade necessárias para conter a pandemia. A expectativa, contudo, ainda é modulada por uma série de incertezas.

O possível impacto da crise hídrica na atividade, os custos de produção ainda elevados, além de inflação e desemprego em patamares altos, podem dificultar a retomada.

Entre as mais otimistas, a Genial Investimentos revisou sua previsão de crescimento do PIB neste ano de 4,3% para 5,8%. José Márcio Camargo, economista-chefe da corretora, lembra que, além do aumento da taxa de investimentos, que impulsionou a alta da atividade no primeiro trimestre e pode indicar uma retomada mais sustentável da economia ao torná-la atraente ao capital privado, o setor de serviços tende a se recuperar de forma mais robusta com a aceleração do ritmo de vacinação.

“Era esperado um aumento na oferta de vacinas quando os Estados Unidos, principalmente, já tivessem grande parte da população vacinada, permitindo que o processo de imunização avançasse em outros países. A hora que o setor de serviços voltar a funcionar a pleno vapor, a demanda será muito rápida e forte, e o desemprego deve começar a cair, com a geração de postos de trabalho informais”, afirma o economista.

Alta até o fim do ano

Para ele, neste ano, a crise hídrica deve afetar somente o custo da energia e as expectativas de inflação. Já em 2022, há um risco de racionamento que não pode ser descartado.

“Se continuarmos com o problema hídrico e tivermos racionamento no ano que vem, isso reduzirá o crescimento do PIB. Vamos ter que olhar com muito cuidado”, diz Camargo, que prevê crescimento de 2,5% em 2022.

Julia Gottlieb, economista do Itaú Unibanco, explica que a projeção de crescimento da economia foi revisada de 5% para 5,5% após a alta de 1,2% do PIB no primeiro trimestre. Entre os fatores, estão o avanço da vacinação, a normalização da taxa de poupança (beneficiando o consumo) e o contínuo processo de crescimento da economia global:

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“O PIB continuará crescendo no segundo, terceiro e quarto trimestres. Alguns setores, em particular os mais sensíveis às restrições, como bares, restaurantes, hotéis e também os serviços de administração e educação pública, ainda estão em níveis deprimidos. Eles são cerca de 30% do PIB e tendem a se recuperar nos próximos trimestres, à medida em que a vacinação permitir maior mobilidade.”

A projeção da XP Investimentos para o PIB também foi revisada para cima, passando de 4,1% para 5,2% para este ano. Caio Megale, economista-chefe da corretora, explica que já considerava a aceleração da vacinação no segundo semestre, mas o ganho de robustez neste processo pode levar a uma retomada mais rápida dos serviços, setor que mais emprega na economia:

“A antecipação do calendário ajuda um pouco, porque tem setores que ainda estão fechados. Nos Estados Unidos, onde a população já está mais vacinada, os estádios estão cheios e os restaurantes, com dificuldades de contratar. Este fim de semana houve excesso de demanda por voos domésticos, e as empresas colocariam mais voos, só que não tinham pessoal para trabalhar.”

Impulso ao consumo

Megale acredita que o mesmo acontecerá no Brasil:

“O crescimento do segundo semestre será mais puxado pelo setor de serviços e vamos ver uma melhora do desemprego, sendo um impulso adicional para o consumo.”

A gestora Armor Capital também revisou a projeção de PIB para 2021, de 4,5% para 5,5%. Andrea Damico, economista-chefe da empresa, explica que a resiliência da atividade econômica foi o que mais influenciou a revisão, já que o avanço do calendário de vacinação é ainda recente para pesar nas estimativas:

“Pode até ajudar um pouco, mas vejo que o principal fator foi a resiliência da economia diante da segunda onda (de Covid-19) e da ausência do auxílio no primeiro trimestre.”

Por outro lado, alguns riscos importantes permanecem no radar, afirma Andrea:

“Sem dúvida, a crise hídrica ainda é um risco grande. Por ora, vemos mais impacto sobre os preços, mas há o risco de racionamento. Além disso, há os problemas das cadeias produtivas com a falta de insumos, que é uma questão global.”

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