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Custo da greve

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A greve do Detran-MT não se encerrou. As portas estão abertas, mas os guichês não funcionam, em evidente “greve branca”, depois de 40 dias de paralisação. Os prejuízos, apresentados em planilha do setor de venda de veículos usados ao governador Pedro Taques na semana passada são de arrepiar. As perdas de vendas durante a greve caíram em 26,8% entre setembro e outubro. Na média as vendas caíram de 800 para 560 veículos por dia, reduzindo o volume comercializado de R$ 19,2 milhões para R$ 13.440 milhões. O faturamento diário médio é de 800 unidades em todo o estado. O setor gera 55 mil empregos diretos, sem contar a cadeia produtiva que envolve a manutenção, reparos, pintura, mecânica, despachantes, etc.


Está no site http://agenciautomt.blogspot.com.br/ todos os dados do setor, coletados pela associação Agência Auto, que representa o setor e foram entregues ao governador Pedro Taques durante reunião na semana passada. No conjunto, o faturamento mensal gira em torno de R$ 600 milhões, somando R$ 7,2 bilhões no ano. A comercialização anual é de 240 mil carros. O volume de financiamentos no setor alcança R$ 4,7 bilhões. A queda de 30% das vendas acontece porque a legalização dos veículos não pode ser feita. Só pra efeito de comparação: em 2004 Mato Grosso tinha 646.850 veículos emplacados e em dez anos saltou em 2014 para 1.696.945.

O serviço público, de certo modo parecido ao Detran-MT se constituiu numa casta no Brasil, com direito de fazer greves não importando os efeitos sobre a sociedade. Nesse caso, depois da longa greve dos prejuízos ao setor como descrito pelo setor, a greve branca não se intimida com as conseqüências sobre a sociedade.

Porém, ao escarafunchar a questão do Detran-MT, encontra-se um poderoso sistema de corrupção que reage às mudanças. Muito da greve vem daí. O restante dos objetivos serve de pano de fundo pra o boicote. Ou o governo de Mato Grosso põe a mão pesada sobre a greve, ou perde a autoridade porque a sociedade não pode pagar a irresponsabilidade do corporativismo funcional no órgão.

A corrupção dentro do Detran-MT, interna e a externa vinda de fora alcançou um limite intolerável, até que se criasse uma cultura considerada normal. Claro que nem todos os funcionários do Detran-MT são corruptos. Mas os cartéis internos estão usando os inocentes pra justificar seus ganhos. Os dossiês já levantados seriam o bastante para fechar o órgão e criar algum mais eficiente e menos distorcido.

Enquanto isso, a greve branca vai levando de barriga os proprietários de mais de 1 milhão e 600 mil do estado, até que alguma medida mais eficiente ponha ordem na casa.

 

 

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A hora da colheita

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Francisney Liberato

Francisney Liberato

Aquele que espera pelo que plantou nunca se decepcionará. Ainda que demore, o tempo certo para que todas as coisas se cumpram, não se atrasa.

 

Qual seria o momento ideal para uma colheita? Se você é um agricultor e planta o milho, quanto tempo é necessário para colhê-lo? O momento certo da colheita traz outros fatores indispensáveis para o sucesso do plantio.

 

Segundo especialistas do ramo, antes de começarmos a pensar na colheita, é relevante que se planeje o plantio. Você precisa analisar o solo adequado para se plantar o milho, avaliar se o solo precisa de correções para que a plantação seja bem-sucedida.

 

É importante deixar o espaçamento adequado para o plantio. A depender do tipo do milho, alguns podem necessitar de mais espaços, já outros tipos, não; saber escolher bem as sementes; cuidar para que as pragas não invadam e destruam a sua plantação; suprir com irrigação necessária; colocar a temperatura apropriada. O milho precisa de muita iluminação da luz solar. Guardadas as variações das espécies dos milhos, a colheita pode acontecer em cerca de três meses ou levar até dez meses.

 

Então, qual é o tempo necessário para colheita do milho? Conforme acima dito entre três e doze meses. De todo modo, o milho precisa de tempo, entre a sua preparação até chegar o momento da colheita.

 

Já temos debatidos em outros textos sobre o plantio e sempre dei ênfase, na lição de quem planta, colhe; quem não planta, não colhe. Quem planta banana, colherá banana. Quem planta melancia, colherá melancia. Não tem como ser diferente disso, é a lógica do plantio e da colheita.

 

Além dos fatores já mencionados, é importante frisarmos de que todo plantio depende de tempo para a sua maturidade.

Na nossa vida comportamental, muitos não plantam nada, e pretendem colher; outros plantam errado e desejam colher o certo. Além do mais, é necessário tempo para que o fruto esteja maduro. Ninguém em sã consciência planta a semente hoje e espera que o fruto nasça amanhã

Qual é o momento da colheita? Depende, pois assim como o milho, que existem de vários tipos e espécies, e cada qual com o seu tempo de maturidade, nós, como seres humanos não somos diferentes disso, pois, cada indivíduo tem a sua particularidade e o seu tempo para se tornar maduro. Contudo, infelizmente, alguns nunca conseguirão obter a maturidade e gozar da colheita correta.

 

Levando em consideração a criatura ímpar que é o ser humano, a variação de cada um, o solo em que ele está vivendo, o ambiente, os cuidados que têm com a sua plantação, o zelo para que a plantação dê resultados satisfatórios, é difícil o dizer o tempo exato da colheita.

 

O momento da colheita não sabemos quando será. Porém, de um cenário eu tenho certeza, quem planta, colhe, pode ser que a colheita demore um pouco, além do seu esperado, porém, no momento exato, você colherá os frutos desejados.

 

*Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

 

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