Rondonópolis

Cultura alerta para prazos de prestação de contas da Lei Aldir Blanc

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A Secretaria Municipal de Cultura orienta aos beneficiários da Lei Aldir Blanc sobre a necessidade da prestação de contas da utilização dos valores recebidos. Os prazos foram estipulados de acordo com o edital no qual o agente cultural está inserido. A prestação de contas é obrigatória e deve ser feita dentro do prazo e de forma correta para evitar sanções.

Caso haja dúvida por parte do agente cultural, as informações sobre os procedimentos para as prestações de contas também podem ser obtidas na sede da Secretaria Municipal de Cultura no Casario.

Para o edital 001/2020 que incluem as propostas para premiação de projetos culturais artísticos culturais, as prestações de contas devem ser feitas até 30 dias após a execução do projeto, conforme cronograma aprovado. No caso do Edital 002/2020, que incluem as propostas para premiação para apresentações culturais virtuais artísticas, formativas e documentais, a prestação de contas deve ser realizada em até 30 dias após o recebimento do recurso em conta bancária.

Já os artistas que integram o edital 003/2020, relativo as propostas para premiação de murais de artes urbanas, devem prestar contas em até 45 dias demonstrando a execução do projeto. Para o edital 004/2020, com propostas para premiação de incentivo a publicação de livros e monografias, a prestação de contas deve ser feita até 10 dias após o recebimento do prêmio em conta bancária.

No caso do edital 005/2020, que incluem as propostas para premiar pontos de cultura, o relatório de prestação de contas deve ser feito até 90 dias após o recebimento do recurso em conta bancária. Para o edital 006/2020, que é composto por propostas de premiação de incentivo à produção em artes visuais e digitais, o prazo de prestação de contas é de 45 dias após recebimento do prêmio.

O edital 007/2020, que inclui as propostas de premiação para obras literárias de escritores do município, a prestação de contas deve ser realizada até 30 dias após o recebimento do recurso em conta bancária. E, para o edital 008/2020, que são os subsídios mensais para manutenção de espaços artísticos, microempresas, pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições e organizações culturais comunitárias, as prestações de contas devem ser feitas todo final do mês.

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Rondonópolis

Cultura toma conta das ruas de Rondonópolis por meio da Lei Aldir Blanc

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Tomar fôlego nesse momento de pandemia arejando a mente com pinturas de artistas locais em muros da cidade é um dos benefícios que o edital três da Lei Aldir Blanc proporciona aos que passam pelas ruas de Rondonópolis. A proposta, que teve início no ano passado, com a elaboração dos oito editais pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult), os quais contemplaram diversas modalidades artísticas, coroou os trabalhos de artes visuais concernentes ao edital três nesta sexta-feira (26), com a entrega de alguns muros já impregnados com a produção plástica dos vencedores, referente à contrapartida desses profissionais premiados no quesito “muralismo”.

Na cerimônia, que ocorreu em vários pontos da cidade onde os murais gravados se localizavam, estavam presentes o secretário interino de Cultura, Rafael Mandracio Arenhardt, o ex-secretário de Cultura, Humberto de Campos – que deu início aos trâmites, em 2020, para que o município pudesse receber os recursos da lei federal –, além da equipe de profissionais da Secult e dos respectivos artistas responsáveis por imprimirem nos espaços públicos seus discursos gráficos com estética e plasticidade.

“Nós recebemos os recursos da Lei Aldir Blanc conforme a legislação estabelecia para os municípios e os estados. Então, conversamos com os diversos setoriais da cultura de Rondonópolis para saber o tipo de edital que eles gostariam que nós publicássemos. E um dos editais de artes visuais era esse, do muralismo. Então, uma comissão composta por membros do Conselho Municipal de Políticas Culturais selecionou esses artistas”, explica o técnico de assuntos culturais da Secult e fiscal do edital três, José Roberto Souza.

Ele ainda ressalta que um dos critérios exigidos no edital era que o tema estampado no painel fosse pertinente ao imaginário rondonopolitano. “Pedimos que fosse abordada a iconografia do estado e do município de Rondonópolis”, lembra.

Um dos muralistas que apresentou seu grafiti hoje foi Lucas Caranzoni de Araújo. “Eu e meu parceiro, o Bruno, trabalhamos cerca de sete horas por dia durante 15 dias. E foi muito bacana ver a população que passava falando: ‘Que massa! O que só tinha em outros estados agora existe aqui no nosso bairro’”, conta o artista sobre a experiência, ressaltando que aproveitou a oportunidade para fazer um alerta: “Eu quis mostrar nosso bioma, o cerrado, que é bonito, mas precisamos cuidar dele. Então, foi mais um grito pedindo atenção a ele, que está bem ameaçado. Estamos vendo muitas queimadas e falta organização para defendê-lo”.

Uma obra interativa que faz com que as pessoas meditem e dialoguem com ela. Na gravura de Bruno Martins Moura, que retrata o contraste do casal dançando alegre no meio do da imagem de desmatamento, o que pensar? A pergunta é devolvida pelo artista, que diz ter buscado instigar o público, estimular sua sensibilidade e provocar um novo olhar sobre a relação do homem com a natureza, trazendo à tona questionamentos que levem a adoção de novas posturas.

“Eu quis incitar a nós mesmos que nos defrontamos com a obra. Minha intenção era de causar uma sensibilização nas pessoas que vão encontrar com a obra e, a partir disso, elas refletirem, se mobilizarem e se posicionarem. Então, eu trago uma união de símbolos e as pessoas trazem seus significados e compõem comigo a obra. Por isso, quanto mais devolutiva eu tiver do meu trabalho melhor ainda porque eu vou ter mais pontos de vista”, comenta o muralista sobre a intenção que imprimiu em seu estêncil.

Ao todo, 16 artistas vão entregar seu mural deixando sua digital nos muros espalhados pela cidade por meio do edital três do projeto viabilizado pela Lei Aldir Blanc. 

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