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Cultura afro e indígena terá representante específico no Conselho Municipal de Política Cultural

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O Conselho Municipal de Política Cultural de Cuiabá ganha uma nova cadeira representativa neste processo eleitoral. O segmento de cultura afro e indígena brasileiras poderá eleger seu representante nestas eleições, que estão com inscrições abertas para delegados e conselheiros até o dia 31 de julho. Em razão da pandemia do novo coronavírus, tanto inscrições quanto as eleições de 2020 serão realizadas via internet.

“Nós tínhamos anteriormente, sete segmentos do Conselho, este ano, incorporamos um oitavo segmento, que é a cultura afro e indígena brasileira. É importante mobilizarmos todos os segmentos culturais, para que a gente possa compor o Conselho de maneira mais democrática e participativa”, explicou o secretário-adjunto de Cultura, Justino Astrevo.

Este ano, são oito os segmentos com cadeiras representativas, para mandato de dois anos. O processo será realizado de maneira direta e virtual. Cada voto é único e não será permitida composição oficial de chapa. Os segmentos podem realizar assembleias virtuais antes e pós-inscrições debater sobre a qualificação de seus representantes junto ao Conselho.

Na última terça-feira (21), cerca de 55 pessoas, dentre artistas e representantes da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer se reuniram por videoconferência para dialogar sobre o processo eleitoral do Conselho, sanar dúvidas e compartilhar opiniões sobre as novas diretrizes.

“É por meio dele que são definidas as diretrizes e aplicação dos recurso em nível municipal. A pandemia nos atrasou, tivemos que rever o cronograma e fazer mudanças na forma de trabalho e isso também aconteceu com todos que tiveram que adaptar suas atividades ao momento. Então, de forma inédita, virtual, faremos as eleições para o próximo biênio, acompanhando a tendência do momento”, pontuou o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Francisco Vuolo.

Para participar, os candidatos a Conselheiros e Delegados devem realizar suas inscrições até o dia 31 de julho. O delegado será a pessoa apta para votação dos conselheiros. Dentre os documentos exigidos para pleitear a possibilidade de votar, está currículo que comprove sua atividade artística e/ou cultural por no mínimo dois anos e também comprovação de residência em Cuiabá pelo mesmo período. Já para se inscrever como Conselheiro, é preciso comprovar atividade na área por no mínimo 4 anos e também residência na Capital pelo mesmo período.

O Conselho é um órgão deliberativo consultivo, que ajuda a definir a política cultural do município, como a política de aplicação de recursos do Fundo Municipal de Cultura. Em 2019, R$ 2,1 milhões foram investidos em políticas culturais em Cuiabá, por meio do edital FUNDO/2019. Foram 51 projetos aprovados e mais de 200 artistas envolvidos direta e indiretamente, com trabalho que continuam dando frutos.

Inscrições em: https://www.cuiaba.mt.gov.br/secretarias/cultura-esporte-e-turismo/conselho-municipal-de-politica-cultural-de-cuiaba/

 

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“Esqueça o que te disseram…” mistura ficção e opinião sobre relacionamentos

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Em pré-lançamento, o livro “Esqueça o que te disseram sobre amor & sexo”, do jornalista André Alves, é um convite a lançar novos olhares sobre os relacionamentos atuais. Reúne 16 textos, entre crônicas, crônicas-conto e artigos sobre novas formas de amar.

Publicado pela Editora Viseu, o jornalista bebeu das fontes das pesquisas sobre o tema que realiza desde 2016 em livros, filmes, documentários e pessoas com quem entrevistou ao longo dos anos. Os 16 textos que compõem o livro abordam de forma leve, mas não superficial, as vivências que estão em nosso dia-a-dia, mas muita gente prefere não ver.

Assim, ao questionar o tabu da traição ou mostrar a fragilidade do sexo masculino, o livro busca mostrar que muito do que nos foi ensinado – ou o que acreditamos – sobre sexualidade e relacionamentos não encontram consistências na vida prática.

Mas também mostra, logo em um dos primeiros textos, que o amor romântico tem lá seus problemas, mas não deixa de ser uma vertente da maioria. Mas que essa não é a única forma de amar. E que está tudo bem. Que cada um saiba viver sua sexualidade de forma plena.

Em um dos textos, André Alves revisita um filme de ação meio bobinho, Sr. e Sra. Smith, e aborda um possível subtexto da trama: a liberdade sexual feminina, os segredos que todos os casais carregam e como se livrar de certos dogmas morais pode ser muito bom para os relacionamentos.

Há espaços para temas mais atuais, como a não-monogamia, a homo, bi e transexualidade, a vida de uma profissional de sexo, mas a vida a dois também está lá.

“A opção por uma variedade de gêneros textuais e até certa hibridização deles (artigo, conto, crônica, crônica opinativa, artigo narrativo, conto-crônica) tem relação estreita com o tema abordado, já que todas as narrativas indicam que o velho hábito de “classificar” pessoas está obsoleto”, diz o jornalista que fez a primeira revisão e apresentação do livro, Edelson Santana.

A ideia de fazer o livro, de acordo com o escritor, foi o de mostrar que as formas de amar e de ver o sexo estão em constantes mudanças. Mas não era intuito fazer um livro com um viés jornalístico, nem tinha a audácia de querer entrar no terreno de sexólogos experientes como a brasileira Regina Navarro Lins ou a belga Esther Perel.

Misturar textos literários com opinativos foi a ideia de fazer uma abordagem diferente, ora ousada, ora inquieta.

 

Esqueça o que te disseram… na opinião de quem já leu

Antes da publicação atualizada e impressa pela Editora Viseu, o jornalista André Alves havia publicado uma versão em e-book do livro.

E abaixo seguem as opiniões de alguns leitores:

“Uma leitura que te prende desde o início, e não é pelo fato de ‘falar sobre sexo’ assunto que geralmente segura o leitor mesmo, mas sim por te abrir um leque de pensamentos, e reflexões sobre atitudes dadas como padrão em relacionamentos que você já viu ou está vivendo”.

 

Thanyelle Guedes, estudante e assessora jurídica.

“Enquanto muitos livros falam do amor e do sexo ideal, engessado, eventual, conservador, moralista, pudico; este fala do real, palpável, libertário, do cotidiano, das confusões, dos medos, da transição de corpo e mente, da fluidez do desejo. Enfim esse livro é prazeroso assim como o amor e o sexo devem ser.”

 

Watila Fernando, historiador

 “Descreve uma visão muito mais ampla sobre um amor simples, que não necessariamente precisa terminar em relacionamento, sobretudo que dure uma vida inteira. Mas um amor que basta ser vivido, sem expectativas depositadas no interlocutor, seja para viver uma história de algumas horas, de um dia, uma história platônica ou para viver junto.”

 

Natacha Wogel, jornalista

 “O livro “Esqueça o que te disseram sobre amor e sexo” tem uma linguagem direta, fluida e com grandes referências tanto no campo das Artes quanto Científica. O autor é provocativo e nos faz questionar em que medida nossos valores estão embasados no que a sociedade espera de nós e o de fato queremos.”

 

Emanuele Freitas, professora

 “A cada página conhecemos uma história com formatos, jeitos e experiências diferentes, passamos a ver que existem vários tipos de relações, que a diversidade existe também entre as quatro paredes, e por mais que seja óbvio, nossa cultura e nossa história sempre se opõem às relações mais livres, mais humanas.”

 

Pedro Lopes, publicitário

 Sobre o autor

Nascido no interior de São Paulo, mora em Cuiabá (MT). Jornalista com especialização em Antropologia, encontrou na literatura o elo que faltava para tratar sobre o amor e o sexo, temas tão inerentes ao ser humano, mas não falado da forma natural como deveria ser. Desde 2018, mantém o site Vamos Falar de Sexo. www.vamosfalardesexo.jor.br  

 

Serviço:

Livro: Esqueça o que te disseram sobre amor & sexo

Preço: R$ 29,90

Onde Comprar: Editora Viseu – www.eviseu.com/pt/livros/1487/esqueca-o-que-te-disseram-sobre-amor-e-sexo 

 

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