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Cultivo de tomate protegido sem solo: menos defensivos, mais produtividade

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No cultivo sem solo do tomateiro, as plantas desenvolvem-se em vasos ou sacos de cultivo contendo um substrato. Suas necessidades hídricas e nutricionais são providas por meio de uma solução nutritiva. Podem ser usados como substratos materiais como fibra da casca de coco (ideal para a região Nordeste), areia, vermiculita, casca de arroz carbonizada, casca de pinus e outros. Nas próximas quinta e sexta, dias 28 e 29 de abril, a Embrapa Agroindústria Tropical e a Estufa Timbaúba promovem um dia de campo sobre o assunto no município de Guaraciaba do Norte (CE).
Conforme o pesquisador Fábio Miranda, da Embrapa Agroindústria Tropical, os benefícios esperados com a adoção de tal medida são: melhor controle da irrigação e da nutrição, resultando em maior produtividade da cultura; redução do uso de defensivos agrícolas (herbicidas, nematicidas, fungicidas e inseticidas); maior eficiência do uso da água e de fertilizantes; obtenção de frutos mais uniformes, com maior qualidade e maior valor comercial; e redução de custos com mão de obra em virtude da eliminação ou redução de práticas culturais como capinas e pulverizações. 
Além disso, o cultivo pode ser feito em qualquer época do ano e em locais com solos salinizados ou afetados por patógenos de solo, como nematoides, fungos ou bactérias. Na região da Serra da Ibiapaba, no Ceará, as colheitas de tomate tipo salada ou cereja produzido em substrato de fibra de coco iniciam de 55 a 60 dias após o transplantio das mudas para os vasos ou sacos. Dependendo dos tratos culturais, estendem-se até 160 a 180 dias após o transplantio, podendo ser feitos até dois plantios por ano. A produtividade média obtida, em dois plantios consecutivos, varia de 80 toneladas por hectare de tomate cereja a 140 toneladas por hectare de tomate tipo salada por ciclo. 
Ainda de acordo com o pesquisador, a produção comercial obtida em dois plantios consecutivos em uma estufa de 2.500 m² pode alcançar cerca de 40 mil quilos de tomate cereja por ano ou 70 mil quilos de tomate salada por ano. No cultivo em estufa e sem solo, o uso de nematicidas e herbicidas é desnecessário, fazendo com que o uso de fungicidas seja reduzido em mais de 90% em relação ao cultivo em campo aberto.
O produtor de tomate e proprietário da Estufa Timbaúba, Julião Soares, faz um balanço do experimento em sua propriedade: “Nós plantávamos antes, em campo aberto, mas em grande quantidade de terra, com pouca produtividade. Vimos, a partir da visita a feiras do setor, que seria possível plantar em um espaço mais compacto com maior produtividade. Isso nos chamou atenção. Apostamos e deu certo”.  

Serviço
Dia de campo cultivo protegido e sem solo de tomate
Data: 28 de abril de 2022 
Horário: 8 horas
Local: Sítio Timbaúba, Guaraciaba do Norte (CE).

Fonte: Embrapa

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Operação fiscaliza produção de fertilizantes no estado de São Paulo

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De 08 e 12 de agosto, uma equipe do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou uma operação de fiscalização da produção de fertilizantes no estado de São Paulo. O estado é o maior em número de estabelecimentos produtores de fertilizantes do país.

Na operação foram apreendidos 100 mil litros de produtos fluidos e 412 toneladas de fertilizantes sólidos. Além disso, 34 empresas da região de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Barretos foram fiscalizadas e 26 coletas de produtos para análises fiscais, as amostras de inoculantes representam o equivalente a 260 mil doses de produto. A ação tinha como objetivo auditar os processos de produção e os procedimentos de controle de qualidade de fertilizantes.

No total, foram emitidos 22 autos de infração e oito empresas foram embargadas cautelarmente para a realização de adequações. A principal irregularidade constatada foi a ausência ou insuficiência de análises de controle de qualidade das matérias-primas e produtos acabados. 

Ainda foram constatados que diversas empresas produtoras de fertilizantes fluidos estão produzindo adjuvantes. 

Participaram da ação 16 auditores fiscais federais agropecuários, com apoio logístico das Unidades Técnicas Regionais e da Superintendência Federal de Agricultura no Estado de São Paulo (SFA-SP).

Fonte: AgroPlus

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