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Cuidado! Lixo tóxico acumulado em casa pode afetar a saúde das crianças

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Talvez você não saiba, mas pode estar armazenando em casa lixo tóxico, como baterias e  pilhas que é altamente nocivo à saúde, principalmente das crianças. , As baterias atuais, do tamanho de botões ou moedas, utilizadas em jogos eletrônicos, controles remotos, relógios e outros dispositivos comuns são atraentes para as crianças pequenas e podem causar lesões graves se engolidas.

Além de engasgar as pilhas possuem contaminantes como chumbo, mercúrio, Níquel-Cádmio, manganês, cobre, lítio, cromo, zinco etc que são extremamente nocivos à saúde, principalmente das crianças. A ingestão acidental pode causar lesões significativas e permanentes, e levar até mesmo à morte.

QUE FAZER – O que fazer se o seu filho engolir uma pilha – Procure imediatamente ajuda médica, não deixar a criança comer, beber e não estimule o vômito, os sintomas podem ser similares aos de outras doenças, como tosse, produção de saliva, e desconforto. Como as crianças conseguem respirar normalmente, o diagnóstico pode ser difícil, por isso oriente o profissional de saúde sobre o ocorrido.

Pequenas baterias, que podem ter o tamanho de um botão ou de uma moeda, podem alojar-se na garganta de uma criança, onde a saliva imediatamente desencadeia uma corrente elétrica, causando uma reação química que provoca queimaduras severas no esôfago, em menos de duas horas. A gravidade da queimadura pode piorar, mesmo depois de a bateria ter sido removida. O tratamento pode envolver alimentação, uso de tubos de respiração e cirurgias.

Além da atenção às crianças, o descarte de pilhas e baterias deve ser feito de forma correta para se evitar complicações que vão desde contaminação do solo e da água até doenças que podem afetar quem entrar em contato com um local onde esses materiais foram descartados incorretamente.

DOENÇAS – Confira a seguir seis doenças graves que você pode contrair por causa da poluição por pilhas e baterias.

1. Perda de memória – A ingestão de mercúrio por meio, por exemplo, de peixes contaminados, debilita as funções cerebrais causando perda de memória e outros distúrbios psíquicos.

2. Insuficiência renal crônica – A ingestão de cádmio, que pode acontecer por meio de água e alimentos contaminados, causa graves problemas aos rins, isso ocorre porque o cádmio tem vida biológica longa (10 a 30 anos) e demora muito a ser eliminado pelo organismo humano.

3. Inflamações dos pulmões – Já a inalação do cádmio, por meio da fumaça proveniente da sua queima, pode causar pneumonite edema pulmonar.

4. Insuficiência Cardíaca – A Intoxicação por lítio pode causar um distúrbio em uma estrutura anatômica chamada nó sinusal. Essa estrutura que tem função de um marca-passo natural enviando estímulos elétricos dos quais dependem o funcionamento do coração, pode ser gravemente afetada pelo elemento alcalino.

5. Distúrbios digestivos – Tanto o chumbo quanto o cádmio podem arruinar seu sistema digestivo. Além de sentindo dores provenientes de patologias que podem ser irreversíveis, imagine-se sem controle de suas funções fisiológicas…

6. Danos nas articulações – A contaminação do organismo humano por chumbo pode deixar as articulações do corpo todo paralisadas. As primeiras a serem afetadas são as dos dedos e do pulso.

DESCARTE CORRETO – O perigo no descarte das pilhas e baterias está no fato de que, se descartadas incorretamente, elas podem ser amassadas, ou estourarem, deixando vazar o líquido tóxico de seus interiores. Essa substância se acumula na natureza e, por não ser biodegradável, – o que significa que ele não se decompõe – pode contaminar o solo.

Algumas práticas podem ajudar a aumentar a vida útil das pilhas. Uma delas é nunca guardá-las em locais expostos ao calor e à umidade. Isso evita o vazamento de seu conteúdo. Além disso, é preferível a utilização de pilhas e baterias recarregáveis, pois têm maior durabilidade. É importante também retirar as pilhas do equipamento se ele for permanecer muito tempo sem uso.

A responsabilidade por recolher e encaminhar adequadamente as pilhas após o uso é do fabricante. Portanto, os materiais usados devem ser entregues aos estabelecimentos que comercializam ou às assistências técnicas autorizadas, para que eles repassem os resíduos aos fabricantes ou importadoras. As pilhas e baterias podem ser recicladas, reutilizadas, ou podem passar por algum tipo de tratamento que possibilite um descarte não nocivo ao meio ambiente.

Outro cuidado que deve ser tomado é com relação às pilhas “piratas”. De procedência duvidosa, elas podem conter materiais muito mais tóxicos do que as regularizadas. É importante também observar a rotulagem do produto. Veja se na embalagem consta que a pilha pode ser descartada no lixo comum. As pilhas do tipo alcalinas não contém metais pesados em sua composição. Já as pilhas comuns, como as recarregáveis, possuem mercúrio, cádmio e chumbo, e devem ser devolvidas ao fabricante.

 

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Pesquisa faz mapeamento genético de crianças com Apraxia; Saiba identificar se seu filho tem o problema

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Um estudo inédito no Brasil desenvolvido pela USP (Universidade de São Paulo) fez o mapeamento genético de 100 crianças com apraxia de fala na infância, a AFI, para identificar as alterações genéticas que levam ao transtorno —ainda pouco conhecido no país. A intenção é auxiliar em novas opções de tratamento no futuro.

 

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A AFI é um transtorno que interfere na reprodução dos sons da fala — disfunção neurológica que atinge o planejamento e a programação das sequências de movimentos necessários para produzir a fala que também é pouco conhecida no Brasil.

Devido à falta de estudos no Brasil, não se sabe quantas crianças enfrentam o problema no país, mas duas a cada mil crianças têm o transtorno no mundo.

A pesquisa é uma iniciativa da Abrapraxia, entidade criada a partir da união de três mães que têm filhos diagnosticados com o transtorno e criaram uma rede de apoio, em 2016.

Desde lá, a entidade já capacitou mais de 15 mil pessoas, entre fonoaudiólogos, terapeutas, pais e familiares, além de oferecer cursos regulares. Dados da entidade indicam que o transtorno, pouco debatido no Brasil, atinge duas a cada mil crianças. O financiamento do estudo é da Abrapraxia, mas tem contrapartida da USP, que presta os atendimentos gratuitos.

Saiba identificar se seu filho tem o problema:

– Bebês são considerados “quietos”; vocalizam e balbuciam pouco;

– Repertório limitado de vogais (dificuldade em produzir as vogais) e de consoantes;

– Variabilidade de erros (a criança pode apresentar diferentes “trocas na fala”). Fala de difícil compreensão;

– Maior número de erros quanto maior a complexidade silábica ou discursiva (quanto mais extensa a palavra, maior será a dificuldade);

– Instabilidade na produção da fala (tem dia que a fala está pior, ou melhor);

– Alteração prosódica (melodia da fala é diferente/”estranha”). Fala pode ser monótona;

– Déficits no tempo de duração dos fonemas, pausas (podem apresentar prolongamentos, hesitações). “Lentidão” para falar.

– Procura do ponto articulatório (a criança fica procurando o ponto articulatório, por exemplo, ao falar “pato”, pode falar “bato” “cato” “lato”…até chegar no “pato”.

– Pobre inventário fonético: pobre domínio dos sons da fala. Os pais têm a impressão de que a criança não sabe o que fazer com a boca, parece desconhecer os movimentos necessários para a fala (não movimenta adequadamente a língua);

– Atraso no aparecimento das primeiras palavras (os pais relatam que demorou a começar a falar);

– Alterações em outros aspectos da linguagem oral (como por exemplo, vocabulário pobre, dificuldade para produzir frases mais elaboradas, para relatar fatos, etc);

– Pode apresentar além da dificuldade motora na fala, outras dificuldades, como na coordenação motora fina, para se alimentar, mastigar, se vestir, para andar de bicicleta (os pais podem perceber uma inabilidade motora geral).

Uma forma importante de ajudar  é entender que apraxia não é falta de estímulos, muito menos, preguiça. A criança tem uma dificuldade. Evitar pressão para falar ou repetir a fala já é uma forma importante de ajudar. Importante falar mais devagar, dar mais tempo para a criança organizar sua fala, além de ter uma rotina e organização em casa.

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