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Cuidado: febre pode levar a convulsões e outros problemas, principalmente em crianças

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Ontem falamos sobre a temperatura média do corpo humano e as aferições que se tornaram comuns durante a pandemia de Covid-19, hoje vamos tratar da febre, que é quanto a temperatura se altera para cima e quais suas consequências.

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A febre, em linhas gerais, é uma resposta natural do corpo para combater invasores, como vírus, infecções, parasitas, bactérias ou outros agentes nocivos a nossa saúde. Basicamente é um sinal de alerta de que algo em nosso organismo não vai bem.

Isso quer dizer que, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a febre é benigna. Porque é uma grande aliada do nosso sistema imunológico, serve de alerta para que nosso corpo comece a combater o que está causando o problema e, nos dá o sinal para quem também ajudemos nesse combate, seja tomando um remédio, indo ao médico etc. E mais: permite saber, sem quaisquer exames, a gravidade do problema. Porque dependendo de como a febre sobre, da pra saber se é um problema grave ou não.

Como vimos ontem, a temperatura normal do corpo varia entre 36 e 37 graus. Geralmente, ela é mais baixa pela manhã e mais alta no fim da tarde ou à noite. Também varia entre homens e mulheres – nas mulheres, por exemplo, ocorre um aumento da temperatura após a ovulação e também no primeiro trimestre da gravidez e por aí vai.

Numa febre comum, a temperatura fica acima de 37,5 graus, e é acompanhada de outros sintomas, como por exemplo, sensação de calor, suor frio, calafrios ou arrepios ao longo do dia, mal-estar, dor de cabeça, cansaço e falta de energia.

 

Quer rever a matéria de ontem?  Clique aqui

 

CRIANÇAS – O cuidado especial que se deve ter é com as crianças. Em bebês com menos de 3 meses, é preciso prestar muita atenção a qualquer aumento da temperatura. Como o organismo das crianças é frágil, é imprescindível que os pais aprendam a identificar possíveis causas e como tratar a febre infantil, para não ter que ficar indo ao pediatra a toda hora.

Às vezes um sorvetinho, ou a criança ficou andando descalça num dia mais frio, qualquer coisa assim e a noite, lá vem a febre. Como regra geral, a orientação é: se o termômetro mostrar valor acima de 37,5 graus, e você não encontrar causa aparente, procure um médico. Mas às vezes um banho morno, umas gotinhas daquele medicamento que o médico receitou para essas ocasiões e tudo se resolve, sem desespero.

Agora, se a febre se elevar muito rapidamente e a temperatura passar de 39 graus, corre! Porque isso pode indicar uma infecção grave.

Os sintomas mais comuns que surgem associados à febre e que indicam um problema grave são: dor de cabeça forte e persistente, alta sensibilidade à luz, dor de garganta que impede o ato de engolir, vermelhidão na pele, nuca endurecida e dolorosa ao curvar a cabeça, confusão mental, vômitos repetitivos, dificuldade para respirar ou dor no peito, irritabilidade, apatia ou sonolência exageradas, dores abdominais, dor ao urinar ou vontade frequente de ir banheiro, e urina em pequena quantidade.

Quando a febre é muito alta, existe o risco de convulsões febris, especialmente em crianças abaixo dos 5 anos. Mas, calma: seu filho ter uma convulsão é uma cena bastante assustadora, mas convulsões febris não costumam trazer complicações sérias.

No caso de uma convulsão (com ou sem febre), mantenha a calma, deixe a pessoa deitada de lado para que não se afogue com a própria saliva ou vômito e mantenha a pessoa protegida de se chocar contra qualquer móvel ou objeto que esteja por perto. Normalmente, essas convulsões ocasionadas por febre são de curta duração (menos de 15 minutos) e, se não se repetirem em menos de 24 horas, não são casos de maior preocupação.

FEBRE POR DENTRO – Não existe. É muito comum as pessoas falara: “ah, ta com febre por dentro”, mas isso não passa de um mito: não existe febre interna.

O que as pessoas chamam de “febre por dentro” interna é quando você sente os sintomas de uma febre (sensação de calor, suor frio, calafrios ou arrepios ao longo do dia, mal-estar, dor de cabeça, cansaço e falta de energia), mas o termômetro não mostra aumento real da temperatura.

Numa febre comum, a temperatura fica acima de 37,5 graus (veja na matéria de ontem, aquelas variações que podem afetar isso).

Essa “febre por dentro” – arrepios e tremedeira e sintomas parecidos, sem aumento de temperatura -, pode ser causada por estresse, crise de ansiedade etc (que tem sido muito comum hoje em dia, por conta da pandemia, do caos político em que está o país etc).

Se esses sintomas vierem seguidos de aumento de temperatura, aí então é febre, mas isso pode ser controlado com medicamentos antitérmicos, banhos e compressas frias. O ideal é usar os medicamentosos e em seguida os banhos e compressas para abaixar a temperatura. Se a febre não ceder ou voltar, corra pra Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima de sua casa.

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Saiba aqui o que é o “colesterol ruim” e como ele te mata silenciosamente

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Você sabia que é possível que você tenha taxas altas de colesterol, suas veias estejam entupidas a ponto de matá-lo e nem saiba?

8 de agosto é o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, então vamos explicar que bicho é esse e como ele te mata silenciosamente, sem dor, nem avisos prévios.

 

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O colesterol é uma espécie de combustível utilizado pelas nossas células para a produção das membranas e de alguns hormônios. Ele é essencial para o funcionamento adequado do nosso organismo e sem ele nossa sobrevivência não seria possível. O problema é que, além da alimentação (ovo, carne e leite), todas as nossas células podem sintetizar o colesterol – apesar dele ser produzido mais no fígado e intestino – e em excesso ele pode provoca doenças graves, como a arteriosclerose.

Vamos entender isso: as células fazem seu colesterol e ainda por cima você come coisas que tenham colesterol. Nosso organismo pega essa gordura toda e para fazer seu transporte pelo corpo (a função do sangue é carregar “alimentos” para as células) quebra ele em 3 partes: HDL, LDL e VLDL.

LDL – Lipoproteínas de baixa densidade que chamamos de colesterol “ruim” – pode prender-se nas paredes das artérias formando placas de gordura. Com o passar do tempo, essas placas dificultem ou impedem a passagem do sangue provocando dor no peito ou até mesmo um infarto (ataque cardíaco). Quanto mais elevado o nível de LDL, maior é o risco de desenvolver uma doença cardíaca. Para a maioria das pessoas, o ideal é que a taxa de LDL fique abaixo de 130 mg/dl.

HDL – Lipoproteínas de alta densidade  ou colesterol “bom” – que ajuda a remover o excesso de colesterol do sangue. Quanto mais elevados os níveis de HDL, menores são os riscos de desenvolver uma doença cardíaca. O ideal é que a taxa de HDL seja superior a 40 mg/dl.

VLDL – Lipoproteína de densidade muito baixa – é um tipo de colesterol que transporta mais triglicérides, outro tipo de gordura presente no sangue, do que colesterol. Os níveis mais altos de VLDL também podem causar acúmulo de gordura nas artérias, o que aumenta os riscos de doenças cardíacas.

Na verdade, o low density lipoprotein, ou LDL, é tão prejudicial às nossas artérias, porque nem é exatamente um colesterol. Ele é a proteína usada para levar essa gordura que o organismo não consegue diluir – porque gordura não ser solvível em água.

Como aquilo não derrete, o organismos faz essas proteína para conseguir carregar as partículas de colesterol do fígado e de outros locais para as artérias, para que as células a utilize. As células, por sua vez, que já fazem a sua própria “alimentação saudável”, não tem o que fazer com essa gordura e deixa ela circulando no sangue.

É como se o organismo não soubesse o que fazer com aquela gordura em excesso, não tem como transportar, não tem como diluir, então pega sacolinhas formada por LDL, enche com esse rejeito e põe na veia pra ver se em algum lugar alguma célula acha uma utilidade praquilo.

Ao longo dos anos a gente continua comendo alimentos gordurosos, cheios de colesterol e nosso sistema continua enchendo as sacolinhas e despejando na veia… Como se fosse um rio poluído, cheio de sacolinhas de plástico lotadas de gordura.

Até que chega um ponto em que tem tanto lixo correndo pelas veias que ele começa a se acumular nas curvas, em vasos menores (as veias capilares), nas extremidades do corpo, no coração por onde toda esse sangue poluído passa o tempo todo, enfim. Veja um exemplo nesta imagem: de um lado uma veia limpa e do outro uma cheia de sacolinhas de LDL acumulada.  Isso causa doenças chamadas de  aterosclerose e arteriosclerose, que apesar de nomes parecidos, são diferentes.

Explico: a aterosclerose é o acúmulo de placas de gordura nas veias e artérias. Já a arteriosclerose provoca a perda de elasticidade e aumento de sua espessura da veia. As duas juntas causam entupimento, espessamento e endurecimento da parede das veias, e são hoje as principais causa de morte no mundo ocidental.

A questão é que esse acúmulo de sujeira aí, não causa dor, não causa desconforto, nada. Você vai ficando entupidinho e numa boa… Dá-lhe churrasco com muita gordura, dá-lhe cervejada, e dá-lhe festa… Quando começam a aparecer os sintomas (e em muitas pessoas isso nunca acontece – morrem de AVC ou ataque cardíaco terem sentido nada) já pode ser tarde.

Os estudos mostram que as pessoas que têm maior possibilidade de desenvolver aterosclerose. São os chamados fatores de risco:

Idade: a partir de 50 anos – mais cedo ou mais tarde dependendo da dieta que teve na vida;
Sexo: Ocorre mais no sexo masculino, porém as mulheres depois da menopausa têm o mesmo risco;
Cigarro: pessoas que fumam têm um risco 9 vezes maior de desenvolver a aterosclerose do que as que não fumam;
Pressão alta: a hipertensão provoca alterações na superfície interna das artérias que facilitam o acumulo de gordura;
Falta de atividade física;
Hereditariedade: Parentes com o mesmo problema;
Pessoas com diabetes.

O QUE FAZER – Tratar adequadamente a hipertensão e o diabetes, ter uma alimentação saudável, sobretudo com baixo teor de gorduras saturadas, parar de fumar, perder peso para pessoas com sobrepeso ou obesidade e praticar atividade física regular ajuda a reduzir o risco.

Para as pessoas que não conseguem diminuir suas taxas de gordura no sangue com as medidas acima, a solução é usar medicamentos. Procure um médico.

Observação: Alguns médicos podem torcer o nariz para minha explicação, que reconheço é bastante simplista, mas é que é muito difícil explicar o colesterol tecnicamente para uma pessoa leiga. A função do jornalista é explicar qualquer coisa de uma forma que a dona Maria do cafezinho possa entender.

De qualquer forma, o espaço está aberto, caso você tenha uma forma melhor de exemplificar.

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