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Cuidado! Cafeteira de graça na Black Friday é golpe para roubar dados

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Golpe virtual circula nesta Black Friday

Circula nas redes socias uma suposta promoção de Black Friday que estaria dando cafeteiras de graça. A oferta, porém, é falsa, e o objetivo dos criminosos é roubar dados das vítimas, como descobriu a empresa de cibersegurança Kaspersky.

Na divulgação, a promoção falsa diz que “respondeu, ganhou”, incentivando os internautas a responderem um questionário para receberam uma cafeteira de graça . O produto, porém, não é enviado, e os dados que a vítima insere no questionário – nome, e-mail, data de nascimento e telefone – são roubados. Além da cafeteira, o site promete também um vale-presente de R$ 2 mil.

“Não é possível mensurar quantas pessoas já caíram, mas imagino que sejam muitas, pois a mensagem está circulando massivamente, e coloca condições muito simples para o consumidor: pede dados que ele normalmente não se importa em compartilhar e, mesmo aqueles que desconfiam, podem acabar ‘pagando para ver’, uma vez que imaginam que não têm nada a perder com isso”, diz Fabio Assolini, analista de segurança sênior da Kaspersky no Brasil.

De acordo com o especialista, por mais que as pessoas não se importem, os dados roubados no  golpe conhecido como phishing podem ser usados para cometer fraudes financeiras e clonagem do WhatsApp , por exemplo. 

No caso da promoção falsa da cafeteira, algun indícios deixam claro que se trata de um golpe – e são alertas para que os usuários fiquem de olho em toda promoção que receberem nas redes sociais.

“Já começa com a URL encontrada, que é um domínio hospedado em site estrangeiro. Isso é feito pelos criminosos para dificultar sua remoção, devido às diferenças na língua e no fuso horário. Outro indício é o fato de, logo no início do questionário, os organizadores pedirem que o participante compartilhe a oferta com os amigos nas redes sociais. Isso permite que não apenas a mensagem seja disseminada, como aqueles que recebam tenham mais confiança, pois irão receber de um contato próximo, um amigo ou um familiar”, explica Fabio.

Algumas dicas para se proteger são desconfiar de promoções boas demais, se atentar ao endereço do site e entrar nos sites oficiais das lojas. Na dúvida, não compartilhe seus dados com terceiros.

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Parler quer que juíza force Amazon a colocar rede social no ar; entenda

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Parler processa Amazon

Em uma audiência em uma corte federal em Seattle, nos EUA, nesta quinta-feira (14) um advogado da Parler solicitou à juíza federal Barbara Rothstein que ordene que a Amazon restaure seus serviços. David Groesbeck disse que a Parler sofrerá “dano irreparável” se for forçada a fechar, e que mantê-la em funcionamento serve ao interesse público. As informações são da Reuters.

“Milhões de norte-americanos que cumprem a lei tiveram suas vozes silenciadas”, disse Groesbeck. “Não há evidência, além de referências anedóticas na imprensa, de que a Parler esteve envolvida na incitação do tumulto”, referindo-se ao ataque ao Capitólio , em Washington, em 6 de janeiro.

Mas segundo Ambika Doran, advogada que representa a Amazon , a Parler violou seu contrato ao permitir conteúdo incentivando a violência, e não demonstrou ser capaz de moderá-lo de forma eficaz. “A Amazon fez a única escolha real que tinha, que era suspender a conta”, disse.

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A empresa afirma que o conteúdo da Parler incluía pedidos para o assassinato da líder democrata da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, do líder democrata do senado, Chuck Schumer, dos CEOs da Amazon e Facebook (Jeff Bezos e Mark Zuckerberg) e de membros da imprensa.

Este conteúdo teria sido comunicado à Parler “várias vezes”. A inabilidade da rede em moderar esse discurso de ódio foi o mesmo argumento usado pela Apple e Google para remover o aplicativo da Parler de suas lojas .

O advogado da Parler diz que a Amazon censurou a rede por motivos políticos e para beneficiar um de seus grandes clientes, o Twitter , que não censurou conteúdo violento contra políticos conservadores. Em resposta, a Amazon reafirma que a suspensão da Parler não tem “nada a ver com política”.

A juíza Barbara Rothstein prometeu uma decisão “rápida”, mas não estabeleceu uma data limite para isto.

Provas do crime

O argumento da Parler de que seus usuários são cidadãos de bem que não tiveram participação no ataque ao capitólio pode cair por terra se o caso for a julgamento. Isso porque, antes da Amazon retirar os servidores da Parler do ar, uma hacker conseguiu arquivar 99,9% do conteúdo postado na rede, incluindo milhares de fotos e vídeos. 

Muitos dos posts contém ameaças a empresários e governantes, ou menções ao evento em 6 de janeiro que antecedeu o ataque. Além disso, muitos usuários postaram na rede fotos e vídeos feitos durante o ataque, alguns deles dentro do Capitólio, que podem servir ao FBI como provas de sua participação. Várias figuras de destaque no ataque já foram presas.

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