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Crise humanitária na amazônia: seca já é a mais grave em 121 anos

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Nesta segunda-feira (23.10) o nível do Rio Negro, principal afluente do Solimões, atingiu a marca de 12,89 metros, o nível mais baixo já registrado na história. A seca extrema deste ano é considerada a mais severa desde o início das medições, em 1902.

A situação é considerada uma crise ambiental, sanitária e humanitária, afetando comunidades isoladas e levando à necessidade de assistência imediata.

A escassez de chuvas, combinada com a seca, tem alterado drasticamente o ecossistema natural da Amazônia. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nos meses de junho, julho e agosto, o volume de chuva em toda a região da Amazônia ficou abaixo da média. Em Manaus, foram registrados apenas 130,9 milímetros de chuva, em comparação com uma média de 202,2 milímetros.

Embora a seca seja um fenômeno esperado durante o “verão amazônico” nos meses de agosto, setembro e outubro, este ano a situação se agravou. O fenômeno El Niño e o aquecimento anormal das águas do Atlântico norte aceleraram a estiagem e intensificaram a seca, resultando em impactos significativos na fauna e flora amazônicas.

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De acordo com o geógrafo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, William Passos, a seca histórica está causando uma mortalidade acima da média entre as espécies animais e vegetais, afetando a rica biodiversidade da região.

Um exemplo é a morte de botos e tucuxis no lago Tefé, que está relacionada às condições extremas de temperatura causadas pelas águas quentes e à seca histórica. Além disso, a seca tem contribuído para o aumento das queimadas, agravando ainda mais a mortalidade da fauna e flora locais.

O engenheiro ambiental, hidrólogo e pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Ayan Fleischmann, destaca que a baixa nos níveis dos rios amazônicos, aliada às queimadas e ao aumento da temperatura da água, está prejudicando o ecossistema aquático e os animais que o habitam. Isso afeta não apenas a biodiversidade, mas também as comunidades ribeirinhas que dependem desses recursos.

No primeiro semestre de outubro, o Amazonas registrou 3.060 focos de incêndio, com as cidades de Lábrea e Boca do Acre liderando em número de focos. O aumento significativo de casos em comparação com o ano anterior tem preocupado as autoridades.

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As secas e as queimadas estão afetando as áreas urbanas, como evidenciado pela nuvem de fumaça que cobriu a cidade de Manaus em 11 de outubro, causando uma das piores qualidades do ar do mundo.

Além de medidas de combate às queimadas, as autoridades estão concentradas em ações para prevenir futuros desastres e recuperar a capacidade de navegação nos rios da região, além de apoiar as comunidades mais afetadas por essa crise.

Com informações do Correio Brasiliense

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Inverno começa com massa de ar polar e até possibilidade de neve

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O inverno começou oficialmente no Brasil neste domingo (21.06), marcado pela atuação de uma intensa massa de ar de origem polar que avança sobre o Centro-Sul e deve provocar queda acentuada nas temperaturas, além de condições atmosféricas que podem favorecer a ocorrência de neve em áreas mais elevadas do Sul do país.

Segundo os meteorologistas o pico do frio deve ocorrer entre quarta-feira (24.06) e sexta-feira, período em que a massa de ar frio atinge maior intensidade. Em regiões serranas do Sul, onde o relevo e a combinação de umidade e temperatura favorecem fenômenos invernais, não está descartada a ocorrência de neve ou precipitação invernal, como chuva congelada.

Embora esses eventos sejam mais restritos a áreas de maior altitude, o sistema de ar polar terá alcance amplo e deve influenciar o clima em diversos estados brasileiros, incluindo Mato Grosso.

Em Cuiabá, a chegada da massa de ar polar deve provocar o fenômeno conhecido como friagem, com queda mais acentuada das temperaturas entre quarta (24) e sexta-feira (26).

As mínimas podem variar em torno de 16°C a 18°C, enquanto as máximas devem recuar para valores entre 22°C e 27°C, bem abaixo da média típica do período, que costuma ultrapassar os 30°C. A mudança mais perceptível será nas manhãs e no início da noite, quando a sensação de frio tende a ser mais intensa para os padrões da capital mato-grossense.

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Em municípios do sul e oeste de Mato Grosso, a influência da friagem pode ser ainda mais evidente, com madrugadas mais frias e temperaturas amenas ao longo do dia. Em Cuiabá, o cenário esperado é de manhãs mais geladas, com possibilidade de temperaturas próximas ou abaixo dos 15°C em alguns períodos, dependendo da intensidade da massa de ar polar.

Este é o primeiro grande ingresso de ar frio do inverno de 2026 e marca o início de uma sequência de incursões de massas polares típicas da estação.

A tendência é de que o frio perca força gradualmente a partir do fim da semana, mas ainda pode manter temperaturas abaixo da média em parte do Centro-Sul do país nos dias seguintes.

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