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Covid: Nível de zinco no sangue de pacientes pode significar um prognóstico pior

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Depois de fazer os ajustes por idade e sexo, os pesquisadores descobriram que 1 em cada 5 pacientes com baixos níveis de zinco morreu
Foto: Olhar Digital

Depois de fazer os ajustes por idade e sexo, os pesquisadores descobriram que 1 em cada 5 pacientes com baixos níveis de zinco morreu

Pesquisadores do Hospital del Mar e da Universidade Pompeu Fabra (UPF), em Barcelona, na Espanha, apontam que o nível de zinco no sangue de pacientes infectados pelo coronavírus pode desempenhar um papel importante no prognóstico.

O estudo foi feito com 249 pacientes com idade média de 65 anos e mostra que aqueles em situações mais graves da doença possuíam níveis de zinco mais baixos.

A pesquisa aponta ainda que o nível de mortalidade do grupo estudado foi de 21%, em comparação com os 5% de pacientes com altas taxas de zinco. O estudo foi publicado pela revista científica Nutrients e abre possibilidade de uma análise para uso de suplementos desse mineral como parte da recuperação dos pacientes infectados.

Há anos existem pesquisas sobre a funcionalidade do zinco no tratamento de resfriados. O mineral é adquirido por alimentos e ajuda no desenvolvimento de algumas enzimas do organismo, especialmente no sistema imunológico. Uma pesquisa feita 35 anos atrás já apontava que o uso de comprimidos de zinco diminuía a duração média de resfriados.

“Já havia uma base fisiopatológica e logo descobrimos que ter zinco baixo [abaixo de 50 microgramas por decilitro de sangue] era sinônimo de piora: mais inflamação, mais internações em UTI e mais tempo de recuperação”, destacou o infectologista e autor do estudo, Roberto Güerri

Depois de fazer os ajustes por idade e sexo, os pesquisadores descobriram que 1 em cada 5 pacientes com baixos níveis de zinco morreu. A deficiência de zinco é uma afecção comum em idosos e pessoas com doenças crônicas, dois dos grupos mais vulneráveis à Covid-19.

Güerri informou que os pesquisadores da UPF, Juana Díez e Rubén Vicente, cultivaram células com diferentes níveis de zinco e as infectaram com coronavírus. O resultado apontou que, onde havia baixos níveis de zinco, o vírus crescia muito, enquanto nas células com altos níveis de zinco o vírus se replicava menos.

Via: El País

Fonte: IG SAÚDE

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Covid-19: Pela 1ª vez desde março, SP possui menos de 10 mil internados na UTI

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 Covid-19: SP registra menos de 10 mil internados na UTI pela 1ª vez desde março
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Covid-19: SP registra menos de 10 mil internados na UTI pela 1ª vez desde março

O estado de São Paulo registrou neste domingo, pela primeira vez desde março, um número de internados em UTIs com Covid-19 abaixo de 10 mil . Atualmente, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, são 9.944 pessoas em unidades de terapia intensiva, além de outras 11.354 em leitos de enfermaria, com casos menos graves da doença.

O patamar de 10 mil ou mais internações simultâneas em UTIs foi atingido em 14 de março e, desde então, embora a tendência tenha sido de queda nas últimas semanas, ainda se mantinha no sistema de saúde paulista.

Em comparação, em 14 de março, na primeira vez que o estado de São Paulo registrou mais de 10 mil pessoas internadas em UTI com coronavírus desde o começo da pandemia, a crise sanitária estava em ampla expansão. De acordo com comunicado da secretaria de saúde à época, naquele dia havia 10.244 internados em UTIs e 13.382 em enfermaria. As taxas de ocupação dos leitos de UTI eram de 90% na Grande São Paulo e de 88,4% no estado como um todo.

Neste domingo, as taxas estão em 78,6% no estado e em 76,7% na Grande São Paulo, com uma margem maior devida à abertura de diversas vagas em hospitais de campanha e em unidades tradicionais.

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Desde então o estado passou pela fase mais crítica da pandemia. Em 14 de março, eram 2,202 milhões de casos e 64.123 mortes. Hoje, em contraste, são 3,003 milhões de casos e 100.799 óbitos (a marca de 100 mil casos foi superada neste sábado).


Ou seja, em oito semanas o total de casos subiu em mais de 800 mil, ou 36%. Já o número de mortos pela doença registrou um incremento de 36.676, ou alta de 57,2% nessas oito semanas.

Fonte: IG SAÚDE

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