Saúde

Covid em crianças: os sintomas incomuns que podem levar a erros de diagnóstico

Publicados

em


source

BBC News Brasil

Covid em crianças: os sintomas incomuns que podem levar a erros fatais de diagnóstico
Mônica Vasconcelos – Da BBC Brasil em Londres

Covid em crianças: os sintomas incomuns que podem levar a erros fatais de diagnóstico

Autópsias feitas em cinco crianças que morreram de covid-19 no Hospital das Clínicas, em São Paulo, ajudam a explicar por que a doença continua escapando aos diagnósticos dos pediatras.

Os pesquisadores do departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) descrevem quatro apresentações, ou seja, quatro “caras” diferentes da doença.

Uma é um quadro de doença pulmonar, bem típico da covid e de fácil diagnóstico, que acometeu duas das crianças.

Já as outras três crianças tinham quadros que ilustram o caráter “camaleônico” do vírus Sars-CoV-2.

Uma foi internado com convulsões. Outra, com suspeita de apendicite (inflamação no intestino). Uma terceira criança – em caso já descrito em estudo anterior da mesma equipe e detalhado em reportagem da BBC Brasil – faleceu por miocardite, uma inflamação no coração.

Com base no estudo, os patologistas fazem um alerta à comunidade médica: “A criança chega no hospital com manifestações que fazem você pensar em outro diagnóstico, mas a nossa mensagem é que, nesse momento, no meio da pandemia, se a criança chega com essas apresentações, a covid tem que ser considerada”, diz à BBC Brasil a médica patologista e professora da FMUSP Marisa Dolhnikoff, coordenadora do estudo.

Os casos são relatados em um estudo publicado na semana passada na revista científica EClinicalMedicine, uma publicação de acesso livre da revista Lancet.

A seguir, Dolhnikoff e o autor principal do estudo, o patologista e infectologista da FMUSP e do Instituto Adolfo Lutz dr. Amaro Duarte, explicam o que as autópsias revelam sobre a covid infantil e como elas podem influenciar o entendimento da comunidade científica internacional sobre os mecanismos por trás das mortes dessas crianças.

A equipe explica também como os cientistas lidam com o desafio de identificar e descrever um vírus que nunca foi visto antes.

SIM-P, a c ovid infantil atípica que continua fugindo ao diagnóstico

Crianças, para a pediatria, são pacientes com até 18 anos de idade.

Desde abril do ano passado, os especialistas sabem que quando a covid nessa faixa etária é sintomática, ela se apresenta de duas maneiras:

A forma mais “clássica”, caracterizada pela doença pulmonar (como acontece com os adultos), tende a afetar crianças com comorbidades. Isso se confirmou em dois casos investigados no novo estudo.

Marisa Dolhnikoff

Laura D. Jardanovski
A médica patologista e professora da FMUSP Marisa Dolhnikoff (foto) e o patologista Paulo Saldiva lideram os estudos em autópsia de óbitos da covid no Hospital das Clínicas

Um deles foi o de uma adolescente que tinha câncer. “É um caso complexo, onde fica difícil determinar se a causa da morte foi o câncer ou a covid”, diz Dolhnikoff, que lidera, ao lado do patologista Paulo Saldiva, os estudos em autópsia de óbitos pela covid no Hospital das Clínicas da FMUSP.

A outra criança, com idade entre zero e dois anos, havia nascido prematuramente e tinha malformações congênitas. (A pedido da equipe, para evitar ferir os sentimentos da família, omitimos a idade exata da criança.)

Os outros três casos de covid-19 descritos no estudo têm características comuns a uma manifestação atípica de covid-19 infantil que os especialistas batizaram de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P). E é essa síndrome que tem confundido médicos na hora do diagnóstico. A BBC Brasil traz um depoimento de uma mãe que perdeu seu filho pela SIM-P nesse link .

“A febre alta e contínua é um dos critérios para você dar um diagnóstico de SIM-P”, diz Dolhnikoff.

Mas por razões que os pesquisadores desconhecem, junto com a febre, as crianças podem apresentar quadros iniciais muito distintos.

“A criança chega ao hospital com muita dor na barriga, febre, vômito, podendo ou não ter diarreia, você aperta a barriga, a barriga dói. Você vai pensar na apendicite como um dos diagnósticos possíveis”, explica Dolhnikoff.

“Uma das criancas no estudo foi operada por apendicite. Os médicos tiraram o apêndice, mas era covid.”

Amaro Duarte

Amaro Duarte
O patologista e infectologista da FMUSP e do Instituto Adolfo Lutz Amaro Duarte, autor principal do estudo

Uma outra criança, com idade entre oito e dez anos, foi admitida com dores de cabeça, confusão mental e convulsões.

“A criança era normal, começou a ter convulsões de mal epilético. Foi tratada com um anticonvulsivante, mas não conseguiam tirá-la daquele quadro. Era um quadro cerebral.”

A terceira criança com covid atípica estudada (um caso já descrito em artigo na revista Lancet Child and Adolescent Health) chegou ao pronto socorro com sintomas cardíacos graves. Ela também tinha dores abdominais e falta de ar, entre outros sintomas.

Dolhnikoff explica que, embora as crianças tenham entrado no hospital com quadros distintos, quando morreram tinham inflamação generalizada, com vários órgãos comprometidos – uma característica da SIM-P.

Preocupada em evitar que o estudo gere alarme na população, Dolhnikoff coloca os casos em contexto:

“Felizmente, a morte é um evento raro. A maioria das criancas com SIM-P responde bem ao tratamento hospitalar de suporte e se recupera”, ela diz. “Há várias intervenções possíveis, por isso é tão importante fazer o diagnóstico antes de que o caso fique grave demais.”

Por que as crianças morrem? – A hipótese da USP

A SIM-P permanece misteriosa e sobre ela os especialistas divergem.

Muitos na comunidade científica defendem que ela seja, na verdade, uma resposta imunológica anormal, somente de algumas crianças, possivelmente por predisposição genética, após a covid.

Mas para os patologistas da FMUSP, as autópsias contam uma história um pouco diferente.

“Muitos estão sugerindo que essas crianças que têm a covid grave podem ter tido a infecção, o vírus estava só no nariz e na boca da criança mas gerou uma resposta completamente descontrolada do sistema imune dessa criança. Isso é o que se propõe”, diz Dolhnikoff.

“Mas nós estamos dizendo que não, não é apenas isso. Não é que o vírus passou lá e foi embora.”

Você viu?

Dolhnikoff e a equipe acham muito possível que as crianças afetadas tenham, sim, alguma característica genética que as torne mais vulneráveis, “caso contrário, muito mais crianças estariam morrendo de covid”.

“Mas as autópsias estão mostrando claramente que, nessas crianças com quadro grave, o vírus foi muito invasivo e agressivo, se espalhou pelos tecidos e lesou esses tecidos.”

“Esses dois fatores, a agressividade do vírus e a resposta imune, levaram essas crianças à morte.”

O estudo também veio comprovar que as tromboses, fenômeno associado à covid em adultos, estão também presentes nas crianças com SIM-P, diz Dolhnikoff.

“Essa constatação é importante porque influi nos possíveis tratamentos.”

Conhecendo um inimigo novo – como cientistas identificaram o Sars-CoV-2

A equipe da FMUSP é a única no mundo fazendo estudos em autópsia com foco nessa faixa etária, daí a relevância desse estudo. Os patologistas podem literalmente “enxergar” o Sars-CoV-2 em ação no corpo das crianças.

Mas como sabem que o que estão vendo ali é mesmo o novo coronavírus? Amaro Duarte, autor principal do estudo, explica:

“Nós, patologistas mundo afora trabalhando com autópsias, estamos descrevendo um agente infeccioso que não tinha sido descrito anteriormente. Quando você faz isso, precisa se cercar de que aquilo que você está vendo ali é realmente aquele agente, no caso o Sars-CoV-2.”

Para eliminar qualquer dúvida, a equipe da USP baseou seus resultados em três métodos de investigação.

Um deles foram exames de RT-PCR (sigla para Reverse-Transcription Polymerase Chain Reaction), também usados para diagnóstico de covid-19 na população.

“Esse método usa biologia molecular para detectar elementos genéticos, nesse caso, o RNA do vírus, no tecido coletado na autópsia”, diz Duarte.

O segundo método é a microscopia eletrônica, que aumenta dezenas de milhares de vezes o tamanho da amostra de tecido – como na imagem abaixo, feita pela bióloga e professora da FMUSP Elia Caldini, outra integrante da equipe.

Imagem de microscopia eletrônica colorida artificialmente mostrando dois vírus Sars-Cov-2

Elia Caldini
Imagem de microscopia eletrônica colorida artificialmente mostrando dois vírus Sars-Cov-2 (setas) marcados com partículas de ouro (bolinhas escuras). ‘A técnica imunoeletrônica demonstra de maneira inequívoca a presença do vírus na parede do capilar sanguíneo no cérebro da criança’, escreve a autora da imagem, Dra. Elia Caldini.

“Por esse método, a gente mostra as partículas virais no coração, cérebro, pulmão e na parede intestinal das crianças”, diz Duarte.

“E nós introduzimos uma metodologia nova, que é a microscopia imunoeletrônica, em que a gente usa um anticorpo acoplado a uma partícula de ouro para marcar a partícula viral. Então, a gente vê a partícula de ouro sobre a partícula viral, comprovando que aquilo ali é mesmo o vírus.”

“Nossa colega Elia Caldini levou meses desenvolvendo essa metodologia e tivemos um resultado muito bom, com imagens muito boas.”

Para reforçar ainda mais seus resultados, a equipe lançou mão de uma terceira técnica, a imuno-histoquímica.

Intestino com inflamação pela Covid-19

Elia Caldini
Intestino com inflamação pela covid-19, observado pelo microscópio comum. A coloração vermelha (seta) marca a infecção de célula intestinal pelo vírus SARS-CoV-2.
Coração de criança com miocardite pela Covid-19

Elia Caldini
Coração de criança com miocardite pela covid-19, observado pelo microscópio comum. A coloração vermelha marca a infecção pelo vírus SARS-CoV-2. No quadrado pontilhado em verde (e no detalhe): célula de vaso sanguíneo. Na seta verde: célula de músculo cardíaco.

“A técnica imuno-histoquímica é largamente usada em patologia para detectar antígenos – proteínas de um tumor, de uma bactéria, de um vírus ou de um parasita – nos tecidos”, diz Duarte.

“E para não ficar nenhuma dúvida, a gente utilizou dois anticorpos diferentes para detectar duas proteínas do Sars-CoV-2 nos tecidos.”

“Esse anticorpo vai estar ligado a uma substância que produz cor ao entrar em contato com o antígeno – a cor vermelha que você vê nas fotos. Padronizamos a técnica no Adolfo Lutz para a detecção de antígenos do Sars-CoV-2.”

Ferido em batalha e as lições do estudo para a comunidade médica

O estudo publicado na EClinicalMedicine – cujo título é “An autopsy study of the spectrum of severe COVID-19 in Children” (em tradução livre, Um estudo em autópsia do espectro de COVID-19 grave em crianças” – é o culminar de meses de trabalho da equipe da FMUSP.

Para Duarte, foi um período particularmente difícil.

Por ser também infectologista, o médico acabou tendo seu próprio encontro com o coronavírus: contraiu a covid-19 no pronto socorro do Instituto do Coração, o Incor, em junho do ano passado. Não precisou ser internado, conta, mas foram dias de muita ansiedade.

“É muito bom que casos graves em crianças sejam raros. Imagine se a criança fosse acometida em larga escala, como acontece com pessoas de meia idade? Teríamos gerações inteiras comprometidas.”

Ainda assim, ele diz, o estudo traz lições importantes para a comunidade médica.


“Faça o teste duas vezes para ter certeza”, recomenda. “É importante insistir nessa pesquisa antes de que o caso fique muito grave.”

“E se a criança está apresentando quadro de gravidade que necessite de hospitalização, que fuja da curva do que é esperado para aquela faixa etária, insista o máximo possível para chegar a um diagnóstico, seja do Sars-CoV-2 ou de outras doenças virais.”

Para as famílias com crianças, Duarte lembra que embora óbitos sejam proporcionalmente raros nessa faixa etária, elas também precisam ser protegidas do contato com o vírus.

“É importante ensinar a criança a seguir as medidas de prevenção, como usar máscaras, lavar as mãos e evitar aglomerações.”

Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 1 de abril de 2020 e 13 de março de 2021 foram notificados no Brasil 813 casos confirmados de SIM-P em crianças com até 19 anos de idade. Destes, 51 resultaram em óbitos.

Com base nessa reportagem, conclui-se que haja grandes chances de subnotificação.

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Propaganda

Saúde

Covid-19: como a crise na Índia põe em risco vacinação nos países mais pobres

Publicados

em


source

BBC News Brasil

Covid-19: como a crise na Índia põe em risco vacinação nos países mais pobres do mundo
Tulip Mazumdar – Repórter de saúde

Covid-19: como a crise na Índia põe em risco vacinação nos países mais pobres do mundo

O programa internacional para garantir acesso igualitário às vacinas contra a covid-19 está com um déficit de 140 milhões de doses por causa da crise de covid-19 na Índia.

O Instituto Serum, na Índia, maior fornecedor do Covax, não entregou nenhuma das doses planejadas desde que as exportações foram suspensas em março.

O Covax é o consórcio formado para distribuir vacinas para países de renda média e baixa que não conseguiram fazer acordos para comprar um número suficiente de imunizantes. O Unicef, fundo das Nações Unidas para a infância, é quem distribui as vacinas do consórcio.

O fundo está pedindo aos líderes das nações do G7 e dos Estados da União Europeia que compartilhem suas doses. Eles devem se encontrar no Reino Unido no mês que vem.

O Unicef afirma que juntos, esse grupo de países poderia doar cerca de 153 milhões de doses, ao mesmo tempo em que poderiam cumprir seus compromissos de vacinar suas próprias populações.

‘Uma grande preocupação’

O Instituto Serum deveria fornecer cerca de metade dos dois bilhões de vacinas encomendadas para o Covax este ano, mas não houve remessas para março, abril ou maio. O déficit deve aumentar para 190 milhões de doses até o final de junho.

“Infelizmente, simplesmente não sabemos quando o próximo conjunto de doses vai se materializar”, disse Gian Gandhi, coordenador de suprimentos do Unicef no Covax.

“Nossa esperança é que as coisas voltem aos trilhos, mas a situação na Índia é incerta… e há uma grande preocupação.”

O Unicef está convocando os países do G7 – Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, bem como a União Europeia – a doarem seus suprimentos excedentes com urgência.

Alguns países, como o Reino Unido, os Estados Unidos e o Canadá, já compraram o suficiente para vacinar sua população várias vezes.

Em fevereiro, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu doar a maior parte do excedente do Reino Unido aos países mais pobres, mas até agora não deu um prazo específico. A situação é semelhante nos Estados Unidos. Até o momento, a França é o único país do G7 que doou doses diante da crise na Índia.

O Unicef ​​disse que os países ricos do G7 podem reduzir o déficit de vacinas para os países mais pobres, doando 20% de seus suprimentos em junho, julho e agosto. Isso liberaria cerca de 153 milhões de doses para o Covax.

A França prometeu meio milhão de doses até meados de junho. A Bélgica, por sua vez, prometeu 100 mil de seu suprimento doméstico nas próximas semanas.

Espanha, Suécia e Emirados Árabes Unidos são alguns dos poucos outros que prometeram compartilhar seus suprimentos agora.

Há sérias preocupações de que o que aconteceu na Índia possa ocorrer também em outros países – tanto próximos quanto distantes da região.

Você viu?

“Os casos estão explodindo e os sistemas de saúde estão em uma situação difícil em países como Nepal, Sri Lanka e Maldivas… e também na Argentina e no Brasil”, disse a diretora do Unicef, Henrietta Fore. “O custo para crianças e famílias será incalculável.”

Distribuição de doses da Covax no Nepal

Unicef/Panday
Distribuição de doses do Covax no Nepal

Dilema da vacina

Os países da África são alguns dos mais dependentes das doses do esquema Covax.

Mas, como em muitas partes do mundo, também tem havido hesitação em relação ao recebimento da vacina entre algumas comunidades. Outro grande desafio é colocar fisicamente as doses nos braços das pessoas – tudo isso requer que os profissionais de saúde sejam especialmente treinados e os frascos sejam transportados para partes distantes de países onde a infraestrutura pode ser limitada.

Algumas nações estão agora enfrentando a perspectiva de decidir se darão uma segunda dose aos mais vulneráveis ​​que já receberam uma vacina ou se continuarão vacinando mais pessoas conforme planejado, na esperança de que os próximos carregamentos cheguem em breve.

“Estamos em uma situação em que os profissionais de saúde e profissionais de linha de frente em muitos países da África ainda não foram vacinados”, disse Gian Gandhi. “E, ainda assim, os países de renda mais alta estão vacinando populações de baixo risco, como adolescentes.”

Nações como Ruanda, Senegal e Gana já estão usando algumas de suas últimas doses restantes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).


Covax na África

  • Sete países da África usaram quase 100% de suas doses de Covax, como Botswana, Gana, Ruanda e Senegal
  • Quênia e Malaui usaram quase 90% de suas doses de Covax
  • Cabo Verde e Gâmbia usaram 60% das doses de Covax
  • 1,3 milhão de doses foram redistribuídas da República Democrática do Congo para outras partes da África porque o país não poderá usar todas antes de sua data de validade em junho

Fonte: OMS


“Nos sensibilizamos com a situação na Índia”, diz Richard Mihigo, que chefia o programa de vacinação e desenvolvimento de vacinas da OMS na África.

“A maioria de nossas [18 milhões] doses de Covax até agora veio da Índia.”

“Acho que é muito importante [manter] a promessa global de solidariedade dos países que têm vacinas suficientes – distribuí-las e compartilhá-las porque, a menos que interrompamos a transmissão em todos os lugares, será muito difícil acabar com esta pandemia, mesmo em lugares onde as pessoas foram totalmente vacinadas.”


O que é Covax?

  • O objetivo é distribuir dois bilhões de doses da vacina contra a covid-19 até o final de 2021
  • Nenhum país receberá vacinas para mais de 20% de sua população antes que todos os países tenham vacinado pelo menos 20% da população
  • O consórcio já despachou cerca de 60 milhões de doses para 122 participantes
  • É uma associação pública-privada entre a OMS, a Aliança de Vacinas (Gavi) e a Coalizão para as Inovações no Preparo para Epidemias (Cepi)
  • O Unicef ​​é o principal parceiro de entrega

Novos acordos com diferentes fornecedores e fabricantes de vacinas estão em andamento para tentar colocar o esquema do Covax de volta no rumo, mas nenhum desses acordos ajudará a preencher o déficit da Índia nas próximas semanas.

A única maneira de preencher o vazio para os países mais pobres agora é a doação de parte dos suprimentos pelos países mais ricos.

“Temos emitido repetidas advertências sobre os riscos de baixar a guarda e deixar países de baixa e média renda sem acesso equitativo a vacinas, testes e medicamentos”, disse Fore.

“Estamos preocupados que o aumento das mortes na Índia seja um precursor do que acontecerá se esses avisos permanecerem ignorados. Quanto mais tempo o vírus continua a se espalhar sem controle, maior o risco de surgirem variantes mais letais ou contagiosas.”


Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube ? Inscreva-se no nosso canal!

Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana