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Covid-19: Produção da ButanVac começa nesta semana, diz diretor do Butantan

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Covid-19: Produção da ButanVac começa nesta semana, diz diretor do Butantan
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Covid-19: Produção da ButanVac começa nesta semana, diz diretor do Butantan

O diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou na manhã desta terça-feira que o instituto deve começar a produzir o próprio imunizante, a ButanVac, nesta semana. A declaração foi feita em entrevista à rádio “CBN”.

O Butantan solicitou à Anvisa na sexta-feira passada o início dos testes em humanos. O instituto submeteu o protocolo para as fases 1 e 2 do estudo clínico do imunizante, compostas por estudos controlados com placebo que avaliarão a segurança e eficácia da vacina em 1,8 mil voluntários acima de 18 anos no Brasil.

Dimas Covas afirmou que já existe uma instalação pronta para começar a produzir a primeira vacina brasileira contra a Covid-19. O instituto deve começar a recrutar voluntários para os testes após a sinalização positiva da Anvisa.

“(A ButanVac) começa a ser produzida no Butantan em larga escala ainda neste mês de abril. Existe uma fábrica pronta para isso, com grande capacidade. Vamos produzir um grande volume de doses dessa vacina, aguardando os testes clínicos. E serão divulgados oportunamente os censos que farão o recrutamento (de voluntários) e quais são os critérios”, afirmou.

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Análise paa testas pela Anvisa já começou

A Anvisa informou na sexta passada ter recebido o protocolo de estudos da vacina ButanVac e que o prazo de análise é de 72 horas para pedidos de pesquisa clínica que tratem de Covid-19 e que estejam completos.

A documentação entregue, segundo a Anvisa, é parte do pedido de autorização de estudo da vacina, que ainda dependia de dados adicionais. No dia 29 de março, a Anvisa havia emitido um pedido de complementação dos dados e inclusão do protocolo de pesquisa. “A equipe técnica da Anvisa já iniciou a avaliação para dar seguimento à análise de autorização do estudo”, afirmou a agência.

O novo imunizante vai incorporar a eficácia já registrada em outras vacinas contra novas variantes do coronavírus, segundo o diretor. A ButanVac é uma vacina candidata contra a Covid-19 produzida por um consórcio internacional que pretende ampliar e baratear a produção desses imunizantes usando fábricas que trabalham com ovos de galinha como base para a criação das doses. O anúncio do projeto da ButanVac foi feito em 26 de março.

“A Butanvac é uma vacina de segunda geração, uma vacina já aperfeiçoada em relação à primeira geração de vacinas, da AstraZeneca, Pfizer, Moderna. Já incorpora conhecimento inclusive sobre as variantes”, disse.

O Butantan divulgou na semana passada que começaria a produção de 40 milhões de doses da nova vacina a partir desta semana. Elas devem ficar prontas até julho e, se tudo seguir como o planejado, o pedido para uso emergencial da vacina no país à Anvisa deverá ser feito em setembro.

Fonte: IG SAÚDE

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Quem faz festa de aniversário na pandemia têm 30% mais chances de contrair Covid

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Festa de aniversário aumenta chance de contrair Covid-19 em 30%, diz estudo
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Festa de aniversário aumenta chance de contrair Covid-19 em 30%, diz estudo

RIO — As pequenas festas de aniversário celebradas em casa apenas com pessoas próximas parecem inofensivas, mas, definitivamente, não são. Um estudo divulgado, nesta segunda-feira, por pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard e da RAND Corporation revelou que as comemorações estão diretamente relacionadas à alta propagação da Covid-19 durante os picos de contágio da doença.

A pesquisa foi desenvolvida nos Estados Unidos, e o resultado mostra que, em regiões com altas taxas de infecção pelo coronavírus, famílias que fizeram aniversários cerca de duas semanas antes de terem o diagnóstico positivo para a Covid-19 tinham 30% mais chances de contrair a doença, em comparação às dos mesmos locais sem aniversários. A análise teve duração de dez meses e foi realizada com mais de 6 milhões de pessoas de 2,9 milhões de domicílios do país.

Em separação por faixa etária, os pesquisadores concluíram que o risco variou de acordo com a idade do aniversariante. Em famílias nas quais uma criança fazia aniversário, houve um aumento nos casos de coronavírus de 15,8 por 10 mil pessoas nas duas semanas seguintes ao aniversário. Já em domicílios com aniversário de adulto, o aumento foi de 5,8 casos adicionais por 10 mil pessoas. Todos os dados foram comparados a residências nas mesmas condições, mas sem aniversariantes.

De acordo com o doutor em saúde pública e professor titular do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Mario Roberto Dal Poz, a alta de casos em aniversários de crianças pode ser explicada pela menor proteção entre os pequenos e pela maior circulação de pessoas que os acompanham nas celebrações.

— Crianças geralmente não ficam de máscara, ficam correndo, se juntam a outras pessoas e, com elas, têm os adultos que ficam por perto para cuidados, então a probabilidade de fato é maior. Nos encontros de adultos, já é possível ter mais consciência quanto a necessidade do uso de máscara e álcool em gel, por exemplo — explica o médico.

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No estudo, os pesquisadores deram ainda outro motivo para a alta dos casos entre crianças: o fato de famílias terem menos probabilidade de cancelar os planos do aniversário.

Entre os domicílios em cidades com baixa prevalência de casos de coronavírus, o estudo não encontrou nenhum aumento na taxa de infecção nas semanas seguintes aos aniversários. Além disso, o aumento de infecções por Covid-19 em famílias com aniversários também não foi maior em locais onde o presidente Donald Trump teve uma maior parcela de eleitores, em relação à candidata presidencial Hillary Clinton nas eleições americanas de 2016, sugerindo que as decisões dos indivíduos sobre medidas de higiene foram semelhantes, apesar das diferenças políticas em torno do combate à pandemia.

Contudo, a pesquisa apresenta limitações. Nas explicações sobre a metodologia adotada, foi ressaltado que a análise não foi feita com a contabilização de festas de aniversário reais, mas, sim, a partir do agrupamento das datas de nascimento nos domicílios, que provavelmente correspondem a reuniões sociais e comemorações. Com o cruzamento de dados obtidos através dos planos de saúde, foi possível definir com 95% de eficácia que picos de infecção pela Covid-19 entre famílias que aniversariam são mais frequentes.

Para o médico Mario Roberto Dal Poz, apesar de já ser sabido que mesmo pequenas aglomerações contribuem para a disseminação do vírus, esse estudo é essencial para formulação de políticas sanitárias que podem ajudar a conter a pandemia.

— Com a comprovação científica, a partir de estudos robustos com dados que sejam transparentes, replicáveis e representativos, conseguimos ter uma conclusão irrefutável para tomar decisões de políticas de saúde como aumento do isolamento social, lockdown, entre outras medidas que têm maiores chances de ter sucesso porque são baseadas em evidências sólidas — conclui o especialista.

Fonte: IG SAÚDE

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