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Covid-19 pode induzir anticorpo que ataca o paciente em vez do vírus, diz estudo

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Redação Olhar Digital

Covid-19 pode induzir anticorpo que ataca o paciente em vez do vírus, diz estudo

A cada dia de pandemia, a ciência descobre novas informações que podem auxiliar no tratamento dos doentes de Covid-19. Agora, pesquisadores relataram uma condição autoimune que pode ser causada pela infecção, com a produção de anticorpos que atacam o próprio organismo em vez de protegê-lo do vírus.

O preprint divulgado na última semana, ainda sem revisão da comunidade científica, por pesquisadores da Universidade Emory, nos Estados Unidos, acompanhou 52 pacientes com Covid-19 em estado grave, que precisaram receber tratamento na UTI.

Nenhum deles tinha um histórico de doenças autoimunes, mas em mais da metade deles foi detectado a presença de autoanticorpos, que atacam o próprio corpo. Os pesquisadores acreditam que essa constatação indica que essa reação do organismo pode estar ligada às formas mais graves da doença, além de explicar por que algumas pessoas apresentam complicações por muito tempo, em vez de se curarem rapidamente.

O estudo defende que alguns dos pacientes podem se beneficiar de tratamentos contra outras doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide.Como explica o New York Times, esse tipo de reação causada por uma infecção viral não é tão incomum. Os vírus fazem as células morrerem, mas ocasionalmente elas acabam deixando um pedaço do DNA exposto.

Enquanto isso, anticorpos funcionam reconhecendo o RNA viral e ligando-se ao vírus para impedir que ele invada as células. Só que, em algumas situações, em vez de o sistema imunológico reconhecer o RNA, ele encontra o DNA do próprio corpo exposto e produz uma resposta contra ele, fazendo com que anticorpos comecem a atacar o organismo.

Essa é a causa de doenças como a lúpus, e parece estar acontecendo com alguns pacientes de Covid-19.Como relatam alguns dos cientistas consultados pelo NYT, alguns dos autoanticorpos identificados no estudo podem estar ligados com a alteração no fluxo sanguíneo.

Ann Marshak-Rothstein, imunologista e especialista em lúpus da Universidade de Massachusetts em Worchester, explica que, por causa desse detalhe, é possível que a reação imune do corpo esteja ligada aos coágulos que costumam atingir alguns dos pacientes de Covid-19.Também existe uma possibilidade de que esses autoanticorpos tenham vida longa no organismo, causando transtornos prolongados para o paciente, ou até mesmo permanentes aos sobreviventes, como acontece com a própria lúpus, que não tem cura, apesar de ser tratável.

Agora ficará a cargo da comunidade científica investigar essa possibilidade mais a fundo para validá-la ou reprová-la. Não é difícil realizar testes para detectar autoanticorpos, então não deve demorar para que outras equipes constatem se eles realmente são uma ameaça de alteração no sistema imunológico ou se trata de uma anomalia do estudo que não é a realidade dos pacientes.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Rio volta a ter fila por leitos de UTI para Covid-19 pela 1ª vez desde junho

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Paciente em leito hospitalar
Agência Brasil

Aumentos de internações em São Paulo e Rio de Janeiro apontam indícios de uma segunda onda da Covid-19

Pela primeira vez desde junho a rede SUS da cidade do Rio de Janeiro possui mais pessoas na fila por uma vaga de UTI para Covid-19 do que leitos disponíveis. Nesta terça-feira, segundo a secretaria municipal de Saúde, há 513 pacientes internados em leitos de terapia intensiva na rede pública da capital — que inclui leitos de unidades municipais, estaduais e federais, atingindo uma ocupação de 93%. Há, no entanto, 73 pessoas aguardando transferência para algumas das 39 vagas restantes.

Apesar de divulgar a taxa de ocupação e o número de pacientes internados na rede SUS o município não informou a quantidade de leitos totais de UTI, sugerindo procurar o governo do estado e o Ministério da Saúde sobre a quantidade de vagas que cada ente administra na capital

Ainda segundo a secretaria municipal de Saúde, a taxa de ocupação nos leitos SUS de enfermaria é de 70%. Já nas unidades geridas pela prefeitura, a ocupação na terapia intensiva é de 97% das 271 UTIs.

Pela quinta semana consecutiva, o estado apresentou uma alta no pedido de internações para pacientes com Covid-19. Um levantamento do jornal O Globo com dados da Secretaria estadual de Saúde mostra que, na última semana epidemiológica — entre os dias 15 e 21 de novembro — , as unidades de toda a rede SUS do Rio pediram vagas para 1.044 pessoas com suspeita ou caso confirmado de coronavírus.

A procura por leito na rede saltou 93% em quatro semanas: entre 18 e 24 de outubro, tinham sido requisitadas 540 vagas. O quadro constatado pelo jornal foi o que levou as autoridades federais, estaduais e municipais a deflagrarem nesta segunda-feira um plano de ação rápida, em que suspendem cirurgias eletivas — desde que não sejam oncológicas ou bariátricas, entre outras — e ofertam mais 214 vagas para pacientes com a doença.

RJ tem 8º dia de aumento na média móvel de casos e mortes

Estado do Rio registrou 113 mortes e 2.145 novos casos do novo coronavírus nesta terça-feira, de acordo com a última atualização feita pelo governo estadual. Com isso, a média móvel chega ao oitavo dia em alta, com tendência de aumento no contágio da doença.

O crescimento de 216% na média móvel de óbitos, na comparação com duas semanas atrás, é o maior índice desde o dia 20 de abril, auge da pandemia. Ao todo, são 340.833 infectados e 22.141 vidas perdidas em todo o território fluminense desde o início da pandemia, em março.

Nesta terça, a capital concentrou 75% das mortes (85) registradas e 45% dos casos (961). Ao todo, a cidade do Rio soma 132.349 infectados e 13.064 vítimas da doença desde março.

Com os dados atualizados, a média móvel passa a ser de 95 mortes e 1.537 casos. Em comparação com duas semanas atrás, há uma subida de 43% na média móvel de casos e de 216% na média móvel de mortes, o que, por estar bem acima de 15%, indica um cenário de aumento no contágio da doença, pelo oitavo dia seguido.

Nos dias 6, 8, 9 e 10 de novembro não houve atualização no número de mortes, de acordo com o governo, em função de um problema no sistema do Ministério da Saúde, já solucionado. Este fato ainda pode influenciar no cálculo da média móvel durante alguns dias. No entanto, mesmo que os números tivessem sido preenchidos naquelas datas, seguindo a tendência diária daquele momento, ainda assim, seria observado um aumento.

A análise dos dados foi feita a partir do levantamento do consórcio de veículos de imprensa, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde.

Anúncio de testagem em massa

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Claudio Castro, anunciou nesta terça-feira (24) a testagem em massa entre as ações de combate à Covid-19 no estado.

Segundo Castro, o governo estadual pretende divulgar nos próximos dias onde vão funcionar os postos de diagnóstico precoce, que vão contar com exames de imagem e os testes RT-PCR.

O governador em exercício também confirmou que vai se reunir com as prefeituras da Região Metropolitana para aumentar o número de vagas oferecidas nos hospitais.

Entre as justificativas para o aumento dos indicadores da doença no Rio, na última semana, Castro considerou que a realização do primeiro turno das eleições municipais, no último dia 15, pode ter influenciado na disseminação do novo coronavírus.

Fonte: IG SAÚDE

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