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Covid-19: nível de risco alto chega a 85% das 33 regiões do Rio de Janeiro

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Agência Brasil

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Fernando Duarte – BBC World Service

Covid-19: nível de risco alto chega a 85% das 33 regiões do Rio de Janeiro

O número de regiões administrativas da cidade do Rio de Janeiro consideradas de risco alto para a covid-19 aumentou de 18 para 28 em uma semana, segundo boletim epidemiológico divulgado hoje (15) pela Secretaria Municipal de Saúde. Com a piora do cenário, o nível de risco alto passa a valer para 85% das 33 regiões cariocas.

O risco alto é o segundo maior em uma escala que tem também os níveis moderado e muito alto. Cinco áreas da cidade estão em risco moderado e nenhuma em risco muito alto. Os níveis de risco obrigam estabelecimentos e cidadãos a cumprirem determinadas medidas de prevenção à covid-19 que se tornam mais restritivas conforme o alerta aumenta.

Risco muito alto

Estão em risco muito alto as seguintes regiões administrativas: Portuária, Centro, Rio Comprido, Botafogo, Copacabana, Lagoa, São Cristóvão, Tijuca, Vila Isabel, Ramos, Penha, Inhaúma, Méier, Irajá, Madureira, Jacarepaguá, Bangu, Campo Grande, Santa Cruz, Ilha do Governador, Ilha de Paquetá, Anchieta, Santa Teresa, Barra da Tijuca, Pavuna, Guaratiba, Vigário Geral e Cidade de Deus.

Já sob risco moderado estão: Rocinha, Jacarezinho, Complexo do Alemão, Maré e Realengo. O secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, esclareceu que, por conta da situação de pandemia, o critério não considera nenhuma região como de risco baixo.

As áreas que aparecem como de risco moderado esta semana, segundo o secretário, são locais que apresentaram incidência muito alta em meses anteriores e, entre as áreas de risco alto, a Ilha de Paquetá é a que corre o maior risco de ter sua classificação elevada para muito alto.

“O risco alto tem muitas restrições e essas restrições precisam ser aplicadas. É importante que as pessoas respeitem a regra do risco alto nas áreas de que saíram de moderado para alto. A partir de segunda-feira já valem as novas regras”, disse o secretário.

Restrições

O protocolo com medidas de prevenção para a covid-19 prevê restrições específicas para 22 grupos de estabelecimentos, que variam de acordo com os níveis moderado, alto e muito alto. A lista completa pode ser acessada na edição de 13 de janeiro do Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro.

Veja, a seguir, exemplos de restrições para o nível de risco alto: Shoppings, supermercados, farmácias e padarias: devem limitar o público a 2/3 da capacidade, priorizar entregas ou retirada na loja e ampliar horário de funcionamento.

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Boates: ficam proibidas de ter música ao vivo, devem limitar o público a 1/4 da capacidade, fechar pista de dança, posicionar os conjuntos de cadeiras e mesas com distância de dois metros e proibir o público de permanecer em pé.

Restaurantes, bares e lanchonetes: não podem ter música ao vivo, conjuntos de mesas e cadeiras devem ter 1,5 metro de distância e, no máximo, oito ocupantes, o público não pode ficar em pé entre as mesas e comidas e bebidas alcoólicas só podem ser vendidas a clientes sentados.

Além disso, devem priorizar atendimento por reserva, entregas e retirada na loja. Para self-services, é obrigatório disponibilizar álcool 70% para os clientes higienizarem as mãos antes de se servir e trocar utensílios de uso compartilhado a cada 30 minutos.

Academias, piscinas e centros de treinamento: devem limitar a capacidade de público a 50%, restringir aulas coletivas a seis participantes, ampliar horário de funcionamento e incentivar clientes a higienizar equipamentos de uso compartilhado com solução de hipoclorito.

Cerimônias religiosas em locais fechados: devem limitar capacidade de fiéis em 2/3 e adotar assentos intercalados.

Medidas permanentes

Além das medidas de prevenção que variam de acordo com o nível de risco, a prefeitura definiu cuidados que precisam ser tomados em todos os casos, por todos os cidadãos e estabelecimentos da cidade, obrigatoriamente.

Para os indivíduos, valem orientações como: uso correto de máscara; distanciamento social de dois metros ou um metro (quando ambos estiverem de máscara e em local aberto); limpeza das mãos com água e sabonete líquido ou álcool gel 70%; manter ambientes arejados; e limpar superfícies com álcool 70% ou produtos equivalentes.

Para os estabelecimentos, são obrigatórios: o controle de acesso aos ambientes de uso coletivo; disponibilizar equipamentos de proteção individual para funcionários; oferecer álcool 70% para clientes e trabalhadores; a limpeza do ambiente a cada três horas e de todas as superfícies de contato humano após o término do expediente; o fechamento do estabelecimento em casos de possíveis surtos; e afastar do serviço trabalhadores que tenham sintomas respiratórios ou outros sintomas sugestivos de covid-19.

A prefeitura do Rio também listou medidas recomendáveis para a proteção da população e se incluem nessa lista: evitar exposições desnecessárias e priorizar atividades ao ar livre e com distanciamento social; adoção do trabalho remoto sempre que possível; e preferir deslocamentos a pé ou de bicicleta sempre que for viável.

Fonte: IG SAÚDE

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Fiocruz: síndrome respiratória grave tende a aumentar em oito estados

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O número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) tende a aumentar em oito estados brasileiros, segundo análise de longo prazo do Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No Ceará, em Santa Catarina e em Tocantins, a probabilidade de alta é forte, pois passa dos 95%. 

A análise de longo prazo compreende seis semanas encerradas na semana epidemiológica 7 de 2021, que vai de 14 a 20 de fevereiro. Além dos três estados citados, tendem a um aumento de casos de SRAG a Bahia, o Espírito Santo, a Paraíba, Pernambuco e o Rio Grande do Sul. No caso desses estados, a probabilidade de aumento é menor, entre 75% e 95%. 

O Ceará e a Paraíba acumulam ao menos seis semanas consecutivas com sinal de crescimento, enquanto o Tocantins já está na quinta semana seguida de alta. 

No boletim divulgado hoje (25), o Amazonas apresentou forte tendência de queda nos casos de SRAG, com probabilidade maior que 95%, enquanto Minas Gerais, o Pará, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo têm tendência moderada de queda. 

Os demais estados e o Distrito Federal foram considerados com tendência de estabilidade, o que significa que há uma probabilidade menor que 75% tanto para alta quanto para queda de casos. Os pesquisadores responsáveis pelo boletim alertam que, apesar disso, Alagoas, Goiás, o Maranhão e Rondônia estabilizaram o patamar de casos após longo período de crescimento. 

Outra ponderação é que “a tendência registrada para Mato Grosso não é confiável, uma vez que se mantém a grande diferença entre os dados de SRAG do estado reportados no SIVEP-gripe, utilizados pelo InfoGripe, e aqueles notificados no sistema próprio do estado, com grande subnotificação no SIVEP-gripe”.

Capitais

Quando a análise se concentra nas capitais e suas regiões, seis das 27 apresentam tendência de alta nos casos, sendo João Pessoa a única com mais que que 95% de chances. Campo Grande, Fortaleza, Florianópolis, Palmas e Salvador também tendem a um aumento de casos, porém com probabilidade moderada.

A tendência de queda no número de casos de SRAG é mais que 95% provável em Belém, Belo Horizonte, Cuiabá e Manaus. Sobre a capital mato-grossense, os pesquisadores fazem a mesma ponderação que para o estado de Mato Grosso e consideram que a avaliação não é confiável. 

Boa Vista, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Vitória apresentam probabilidade moderada de queda nos casos de SRAG, enquanto as demais capitais estão na zona de estabilidade. 

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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