Saúde

Covid-19: MS concluirá plano de vacinação após registro de imunizantes

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A conclusão do plano nacional de vacinação contra a covid-19 no país depende do registro das vacinas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A informação foi dada nesta terça-feira (1) pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros.

“É fundamental pensarmos que esse plano operacional para a vacinação da covid-19 só ficará definitivamente pronto, fechado, quando tivermos uma vacina, ou mais de uma, que esteja registrada na Anvisa. Para isso, ela [vacina] precisa mostrar seus dados de segurança e eficácia para a população brasileira”, afirmou o secretário.

Segundo o Ministério da Saúde, uma das características importantes para o registro da vacina contra a covid-19 é que ser termoestável. “Desejamos que a vacina seja fundamentalmente termoestável por longos períodos, em temperaturas de 2 a 8 graus, porque a nossa rede de frios é montada e estabelecida com essa temperatura”, lembrou. Redes de frios são os refrigeradores que armazenam as vacinas pelos municípios brasileiros.

Também estão entre os critérios para liberação da vacina segurança, proteção contra doença grave e moderada, eficácia, indução de memória imunológica, possibilidade de uso em todas as faixas etárias e grupos populacionais, proteção com dose única e que ela acrescente tecnologia com baixo custo de produção.

Ainda durante entrevista coletiva nesta terça-feira, Armando Medeiros lembrou os dez eixos prioritários que vão guiar a campanha de vacinação dos brasileiros. O objetivo é imunizar, tão logo uma vacina segura seja disponibilizada, os grupos com maior risco de desenvolver complicações e óbitos pela doença e as populações mais expostas ao vírus.

O público-alvo será detalhado apenas após a conclusão dos estudos de Fase 3 dos imunizantes testados. “Só assim conseguiremos avaliar em quais grupos [a vacina] teve maior eficácia”, afirmou.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

“Não tenham medo, é a chance que temos de salvar vidas”, diz enfermeira vacinada

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Enfermeira Mônica Calazans%2C do hospital Emílio Ribas
Reprodução/Youtube

Enfermeira Mônica Calazans, do hospital Emílio Ribas

“Não tenham medo. É a grande chance que a gente tem de salvar mais vidas.” Foi assim que a enfermeira Mônica Calazans , do hospital Emílio Ribas , encerrou seu discurso para pedir que a população não deixe tomar vacinas contra a Covid-19 . A profissional da saúde recebeu a primeira dose da CoronaVac neste domingo (17) e se tornou a primeira brasileira a ser imunizada contra a doença.

Peço que a população acredite na vacina. Estou falando como mulher e como negra. Temos que pensar em quantas pessoas nós perdemos, quantos pais, mães, irmãos. Diante disso que eu tomei coragem”, disse Mônica.

A enfermeira falou ainda sobre as brincadeiras que ela ouviu que se voluntariou para fazer parte da fase de testes do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech.

“No início eu fui muito crtiticada. Eu recebia piadinhas, memes. Falaram que eu era cobaia de uma pesquisa de vacina, mas eu aprendi que eu não sou cobaia, mas sim participante de pesquisa. E estou muito orgulhosa de mim por isso. Meu nome agora está aí, no mundo inteiro. Mônica Calazans, 54 anos, negra, participante da pesquisa e fui a primeira a ser vacinada”, afirmou.

“É disso que nós estamos precisando. É isso que a gente estava esperando. Para gente poder voltar à vida normal, com abraço, com aperto de mão. Quanta gente não está fazendo isso hoje? Quantas pessoas tem receio de chegar próximas às outras? Eu sou uma pessoa que toma ônibus todo dia, tomo metrô. E você percebe que as pessoas têm receio de chegar perto de você. Porque ela não sabe, porque a gente está lidando com o invisível. Não tenham medo. Eu sou uma pessoa comum, profissional da saúde e estou na pandemia desde o início. Há dez meses trabalhando incansavelmente em dois hospitais. Por isso falo com segurança e propriedade. Não tenham medo. É a grande chance que a gente tem de salvar mais vidas”, finalizou Mônica.

Fonte: IG SAÚDE

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