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Covid-19: cinco capitais suspendem vacinação total ou parcialmente

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Capitais de cinco estados suspenderam total ou parcialmente a aplicação de vacinas contra a covid-19 entre ontem (21) e hoje (22). As restrições ou suspensões se devem à alta adesão da população, à dificuldade de reabastecimento das doses adquiridas pelo Ministério da Saúde e distribuídas pelas secretarias estaduais ou à criação de um calendário exclusivo para aplicação das doses de reforço.

Em Florianópolis (SC), a vacinação hoje está restrita à 2ª dose em pessoas com 67 anos ou mais. Também poderão se imunizar as pessoas que receberam a 1ª dose da AstraZeneca há mais de 90 dias ou da Coronavac há mais de 28 dias, mesmo que não tenham completado o calendário adequadamente.

As pessoas que se enquadram nesta categoria têm seis pontos fixos para procurar a vacinação. É preciso levar documento com foto e comprovante da aplicação da 1ª dose. As informações com os pontos de vacinação estão no site da prefeitura. Na capital catarinense foram vacinadas até hoje 220.807 pessoas.   

Em João Pessoa (PB), a imunização também foi limitada à 2ª dose para quem recebeu a 1ª dose da AstraZeneca há mais de 90 dias e para quem teve a aplicação da Coronavac há mais de 28 dias. Há 11 pontos para receber os imunizantes, divididos pelo tipo de vacina. Mais informações também disponíveis no site da prefeitura. Na capital paraibana foram imunizadas 405.667 pessoas.

Em Aracaju (SE), a aplicação da 1ª dose foi suspensa “em decorrência do quantitativo de pessoas vacinadas neste fim-de-semana acima da previsão estabelecida”. A cidade começaria a imunizar pessoas de 39 e 38 anos.

Na capital sergipana, a 2ª dose segue garantida. Quem possui essa dose da vacina da AstraZeneca agendada até o dia 30 de junho pode procurar um dos sete pontos da campanha de vacinação. Até agora, foram vacinados em Aracaju 252.145 pessoas, correspondente a 37,92% da população.   

Em Campo Grande (MS), a aplicação das doses também contemplou apenas a 2ª dose das marcas AstraZeneca e Coronavac. Poderão ser imunizadas as pessoas que receberam a 1ª dose da Coronavac até o dia 2 de junho ou que tiveram a aplicação da 1ª dose da AstraZeneca até o dia 22 de abril. A vacinação fez parte de um calendário exclusivo para aplicação das doses de reforço e a expectativa da secretaria é vacinar cerca de 5 mil pessoas.

Foram disponibilizados pontos no sistema drive-thru, em postos de saúde quanto em unidades de saúde da família. A relação com os locais onde é possível se vacinar foi publicada no site da prefeitura de Campo Grande ().

Em São Paulo, os estoques foram utilizados ontem com a alta adesão da população, tendo 90% dos cidadãos entre 50 e 59 anos recebido a 1ª dose. Amanhã deve haver o retorno da aplicação da 2ª dose na capital paulista.

A reportagem procurou as secretarias de estado de Saúde dos estados citados e o Ministério da Saúde e aguarda posicionamento.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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No Rio, atendimentos em UPAs estaduais sobem 429%, e capital fica sem vacina

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No Rio, atendimentos em UPAs estaduais sobem 429%, e capital fica sem vacina
Reprodução/Flickr

No Rio, atendimentos em UPAs estaduais sobem 429%, e capital fica sem vacina

Abatido, Alysson Patrick Gonçalves, de 21 anos, aguardava a consulta com um médico, ontem à tarde, deitado em frente à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Copacabana, na Zona Sul do  Rio. Morador de São João Meriti, o tatuador foi trazido de lá por sua ex-namorada Fernanda Sibral, também de 21 anos. Ela resolveu buscar ajuda para Alysson depois de percorrer outras unidades, como a própria UPA de São João de Meriti e as de Duque de Caxias, e vê-las abarrotadas, com filas se estendendo rua afora.

Mas o cenário encontrado em Copacabana não foi diferente. Ao longo do dia, pessoas tossindo e espirrando se aglomeravam dentro e fora da unidade. Algumas resolveram ir embora, queixando-se de desorganização. Quem resolveu (ou precisou) permanecer teve de enfrentar uma bateria de desafios, como o desconforto — muitos aguardavam a consulta em pé ou sentados no chão — e, claro, a longa espera, que em alguns casos chegava a seis horas.

“Nem dormimos, porque ele estava passando muito mal. Chegamos às 10h30 e até agora só passamos pela etapa de classificação de risco”, contou Fernanda ao GLOBO por volta das 13h. “Ele está com febre, dor de cabeça, tontura, enjoo, secreção e vertigem. Acreditamos que seja Influenza, porque ele já está vacinado com as duas doses contra a Covid-19, mas não contra a gripe”, completa a mulher, que também contraiu a Influenza, mas, ao contrário de Alysson, estava vacinada e acabou desenvolvendo sintomas leves.

Mil doentes por dia

A unidade de Copacabana compõe a rede estadual de UPAs, na qual foi registrado um aumento de 429% de casos de síndrome gripal nos últimos sete dias, de acordo com a Secretaria estadual de Saúde (SES). No período de 16 a 21 de novembro, a demanda de atendimentos diários teve uma média de 189 registros.

Na semana seguinte, o indicador subiu para mil atendimentos por dia, a maioria de adultos. Já a prefeitura do Rio informou que, na última semana, foram notificados 16 mil casos de gripe na rede municipal. Rocinha, Vila Kennedy, Barra da Tijuca, Complexo do Alemão, Ilha do Governador e Tijuca são os bairros com mais registros.

“Identificamos um surto de gripe no município do Rio, mas que já começa a se espalhar para outras cidades da Região Metropolitana. Cabe às pessoas redobrarem os cuidados de prevenção, uma vez que o vírus é transmitido da mesma forma que o da Covid. Não é motivo para pânico, mas é um momento de alerta”, disse o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe.

Segundo a SES, das quase 4,5 milhões de pessoas vacinadas contra a gripe em todo o estado pela atual campanha, apenas 58,4% fazem parte do público-alvo, mais vulnerável aos efeitos da Influenza. Apesar disso, frente ao surto que se alastra, a Gerência de Imunizações da SES resolveu abrir a força-tarefa de vacinação para todas as idades, independentemente do perfil clínico, até que os estoques se esgotem.

Na capital, isso já aconteceu. A campanha de imunização do município foi suspensa ontem por falta de doses. De acordo com a Secretaria municipal de Saúde (SMS), a situação deve ser regularizada até amanhã, com a chegada de novos frascos que foram doados à SES pelo governo do Espírito Santo. Nesse meio-tempo, alguns não vacinados foram aos postos tentar a sorte.

Pouco após o anúncio da interrupção na campanha, a fila no Centro Municipal de Saúde João Barros Barreto, em Copacabana, por exemplo, dava voltas. A unidade ainda distribuía algumas doses restantes, que foram disputadas. Apesar da pandemia de Covid-19, a maioria procurava se imunizar contra a gripe. Jaqueline Gomes, de 60 anos, foi atrás das duas vacinas:

“Fiquei apreensiva com esse surto. Acho que todo mundo tem que se cuidar. Soube da suspensão, mas resolvi tentar mesmo assim, até porque também preciso tomar a vacina da Covid”.

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O cenário das UPAs demonstra a súbita pressão que o surto de Influenza provocou na rede de saúde do Rio. A de Botafogo, que também é estadual, ficou tão lotada que a aferição de temperatura e de pressão arterial, feita na triagem dos pacientes, passou a ser realizada na parte externa da unidade. Enfermeiros tiveram de abrir mão da hora do almoço para atender à crescente demanda.

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“Tivemos que aguardar a etapa de classificação de risco por mais de uma hora e meia. Lá dentro está completamente lotado. Quando cheguei, as enfermeiras ainda não estavam do lado de fora, mas, desde então, a fila foi só foi crescendo”, conta a recepcionista Luciana de Oliveira, de 45 anos, que aguardava a filha Joyce, de 24, que está com sintomas persistentes de gripe.

Na Tijuca, no fim da tarde, ainda havia fila do lado de fora da unidade. A dona de casa Maria das Dores, de 45 anos, conta que precisou aguardar duas horas e meia até sua filha ser atendida pelo médico:

“A minha filha começou a ter febre na sexta-feira. De lá para cá, evoluiu para dor de garganta e muita tosse. Procuramos o médico, antes que piorasse”.

Colchonete na recepção

Na UPA de Copacabana, o tempo de espera era tamanho que um paciente se deitou num colchonete na recepção. A cena foi fotografada pela esteticista Jaqueline Soares, de 45 anos, que foi à unidade junto com uma amiga, ambas com sintomas gripais.

“Essa gripe está pegando todo mundo. Minha filha pegou, a namorada dela também. O marido da minha amiga também pegou”, conta a paciente, que chegou à unidade por volta das 11h30 e só saiu de lá às 18h20. “Pensei que fosse fazer o teste da Covid, o que não aconteceu”.

A orientação das autoridades, no entanto, tem sido fazer os testes de Covid em quem está com sintomas gripais. Tanto que na capital o número de exames aumentou de 9 mil para 12 mil semanais, por conta da preocupação com a gripe. Mas 99% deram negativos para o coronavírus.

Diante do aumento da procura nas UPAs, a SES informou que adotou um plano de contingência com 11 equipes monitorando todas as suas unidades.

“Estamos avaliando a necessidade de reforçar as equipes. Mas é importante que pessoas que tenham sintomas da doença procurem os serviços de saúde”, disse Chieppe.

Fonte: IG SAÚDE

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