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Covid-19: Brasil passa a Rússia e se torna o segundo país com mais casos

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Molécula do coronavírus
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Desde início da pandemia, novo coronavírus já sofreu ao menos 30 mutações

O Brasil passou a Rússia no número de casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) nesta sexta-feira (22) e se tornou o segundo país do mundo a ser mais atingido pela Covid-19 , ficando atrás apenas dos Estados Unidos (EUA).

Segundo as informações de hoje do Ministério da Saúde , o Brasil agora soma mais de 330 mil casos do novo coronavírus e tem 21.048 mil mortes. Com isso, só os norte-americanos têm dados mais negativos, com 1,56 milhão de infectados e quase 95 mil óbitos.

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Quando esteve nos EUA há pouco mais de um ano, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) adaptou o bordão que utilizava para exaltar o país para incluir os norte-americanos: “Brasil e EUA acima de tudo”.

A Rússia, que caiu para o terceiro lugar, chegou a 326 mil casos confirmados e acompanha tendência de leve queda nos últimos dias. Após somar 11 dias seguidos com mais de 10 mil novos casos, o país estabilizou na faixa dos 9 mil. O valor representa quase a metade do crescimento diário brasileiro, que se intensificou nesta semana e chegou a bater a casa de mais de 19 mil em 24 horas.

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Na sequência, aparecem o Reino Unido, Espanha, Itália, França e Alemanha, todos ultrapassados pelo Brasil neste mês de maio e que também já começam a sentir a desaceleração da Covid-19  implementando, inclusive, algumas medidas de flexibilização das regras de isolamento social.

Alta deve seguir

A curva em ascensão traz grande preocupação para o futuro. Os pesquisadores que realizam previsões são categóricos ao dizer que, no caso do Brasil, ainda não é possível vislumbrar sinais de queda no horizonte.

“Há muita incerteza do ponto de vista das previsões. No entanto, todos os modelos com os quais a gente vêm trabalhando apontam que, de uma forma geral, ainda temos um período de atividade da Covid-19 significativo. Ou seja, não se espera que essa atividade decaia nas próximas semanas”, projeta Fernando Bozza, chefe do Laboratório de Medicina Intensiva do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, e coordenador de pesquisa do Instituto D’Or.

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Bozza alerta para o fato de que, ao contrário da maioria dos países que ocupam o topo da lista dos mais afetados pela Covid-19, o Brasil passará por uma situação inédita: entrará no período de temperaturas mais baixas com o vírus em alta performance. Na Europa e nos Estados Unidos, a pandemia teve início no fim do inverno.

“De uma forma geral, doenças respiratórias têm uma maior transmissão durante o inverno. A questão é que, no caso da Covid-19, a gente ainda não teve isso. Vai começar agora no hemisfério sul. Nenhum país passou por esse comportamento, de atravessar o período do inverno com a atividade da doença já em alta. Se a contaminação vai aumentar ou não, não há como afirmar. O hemisfério norte estava saindo do inverno e entrando no verão. Então, é mais um fator de incerteza, o que dificulta previsões confortáveis”, afirmou.


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“Este governo não tem medo de retroceder”, diz secretária sobre reabertura em SP

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patrícia ellen
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Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, participou de coletiva de imprensa nesta terça-feira

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patrícia Ellen, afirmou nesta terça-feira que, caso os dados apontem problemas no controle da pandemia , o estado pode voltar atrás com as medidas de retomada econômica. “Só vamos manter a situação se os protocolos forem bem implementados, se o uso de máscaras continuar aderente (…), se isso não acontecer, os dados vão mudar. Se os dados mostrarem, nós temos os protocolos necessários para retroceder. Este governo não tem medo de retroceder”, disse a secretária, reforçando que há consenso entre os comitês de saúde e economia do estado.

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“Eu acho esse ponto muito importante para dar conforto às pessoas. Nós não passamos esses dois meses, nos sacrifícios que nós fizemos, para colocar tudo isso a perder”, continuou Patrícia Ellen. A representante do governo também reforçou que o momento pede rigor e colaboração no cumprimento das medidas de isolamento social e protocolos de segurança.

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Nesta segunda-feira o estado de São Paulo registra 7.994 mortes causadas pelo Covid-19 . O total de casos confirmados é de 118.295 mil. De acordo com a secretaria de saúde do estado, cerca de 40% das cidades já possuem registro de óbitos pela doença. Além disso, existem pelo menos um caso em 526 cidades.

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