POLÍTICA NACIONAL

Covid-19: Bolsonaro compartilha desinformação e crítica a Mandetta

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Bolsonaro exibe uma caixa de cloroquina


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) compartilhou um vídeo no Twitter no qual o colunista Milton Cardoso replica desinformações sobre o tratamento da covid-19 (Sars-cov-2) com hidroxicloroquina e azitromicina, além de criticar a gestão do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. 


Não há comprovação científica sobre a eficácia da hidroxicloroquina e a OMS (Organização Mundial da Saúde) não recomenda o uso desse medicamento, derivados e coquetéis.

No vídeo compartilhado pelo presidene, o colunista diz que “tiraram os poderes do chefe da nação” e que a “vontade do presidente” de fazer o isolamento vertical foi barrada pelo STF que concedeu autonomia aos estados e município no combate ao novo coronavírus. A decisão do Supremo não impediu o governo federal de agir e tomar as ações que julgasse necessárias durante a pandemia, mas deu poderes aos governadores e prefeitos para adotar medidas compativeis com a realidade local.

O colunista também criticou a gestão Mandetta, que foi chamada de marqueteiro . No início da pandemia, Mandetta recomendou que as pessoas só procurassem hospitais em caso de falta de ar combinada com outros sintomas, lembrou o colunista. A recomendação do ex-ministro foi feita para evitar o colapso do  SUS (Sistema Único de Saúde) com uma onda crescente de pacientes procurando aparelhos de saúde de uma só vez, também para evitar a contaminação nos hospitais e postos de saúde. 


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POLÍTICA NACIONAL

FHC evita comparar Lula e Bolsonaro e diz estar disposto à união pela democracia

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FHC
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Em entrevista, FHC comentou a conjuntura política brasileira.

Durante sua participação na edição do Roda Viva desta segunda-feira (28), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) evitou comparar o ex-presidente Lula (PT) com Jair Bolsonaro (sem partido). Além disso, o ex-mandatário disse estar disposto à união pela democracia.

Lula e Bolsonaro 

Ao ser perguntado sobre comparações as comparações entre Lula e Bolsonaro, FHC disse que não compara os dois líderes, citando que eles têm “temperamentos” diferentes e que ambos os políticos simbolizam coisas diferentes. 

“O Lula simboliza a inclusão de grupos e de trabalhadores que não estavam na vida social integradas e na vida política”, disse FHC, que continuou:” O Bolsonaro não precisou trazer ninguém. Ele me parece que pertence mais ao grupo que tem mais restrições do que o Lula. O Lula é mais maleável. Mas eu não to comparando um ao outro”, afirmou o ex-presidente.

União pela democracia

Logo depois, o presidente de honra do PSDB disse que, se for para fortalecer a democracia, ele não tem restrições em se aliar a outros políticos, partidos ou movimentos.

“Eu não to aqui fazendo previsão de que vamos precisar de uma frente única, ampla democrática. Tomara que não. Mas, se for, contem comigo. Não tenho nenhum problema em me juntar com quem quer que seja com um propósito que seja um propósito institucional para melhorar o Brasil, e não um propósito pessoal”, disse FHC.

Autocrítica do PSDB

O ex-presidente disse ainda que, na sua visão, o PSDB deveria passar por um período de reflexão e autocrítica. “Não dá mais para o PSDB fechar os olhos. Não vou personalizar, algumas são injustas outras são justas. Você não pode tapar o sol com a peneira”, argumentou o ex-presidente, que continuou: “No fundo, eu acho que de tempos em tempos, convém um balanço do que eles (partidos) fizeram”. 

FHC também explicou que, na sua visão, os partidos políticos brasileiros têm seus pilares e forças em suas lideranças. “Os partidos nascem e morrem. Eu espero que o PSDB não morra. Quando que eles não morrem, no caso brasileiro? Quando eles tem liderança. Enquanto houver vozes capazes de falar pelos partidos, eles seguem”, concluiu. 

O programa

O ex-presidente foi o convidado da edição especial de 34 anos do programa. Participaram do programa os ex-apresentadores Heródoto Barbeiro, Rodolpho Gamberini, Matinas Suzuki, Daniela Lima e Paulo Markun, que participou remotamente de Portugal.

Além de ter sido presidente do Brasil entre 1995 e 2002, FHC é sociólogo e cientista política e foi ministro da Fazenda e das Relações Exteriores do governo de Itamar Franco.

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