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Coronavírus: é possível pegar covid-19 ao ar livre?

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BBC News Brasil

Coronavírus: é possível pegar covid-19 ao ar livre?
David Shukman – Editor de Ciência de BBC

Coronavírus: é possível pegar covid-19 ao ar livre?

Já sabemos que o risco de contrair covid-19 em locais fechados é elevado. Mas e do lado de fora?

Quais são as chances de ser infectado quando você sai para passear com um amigo?

Você pode pegar o coronavírus de uma pessoa que passa correndo por você ou de outra que se refugia em um ponto de ônibus para escapar da chuva?

O que torna o ambiente externo mais seguro?

Os cientistas dizem que o contágio pode ocorrer ao ar livre, mas as chances são muito reduzidas.

Isso porque o ar livre dispersa e dilui o vírus.

Também ajuda a evaporar as gotículas de líquido em que é transportado, que são expelidos por alguém infectado quando tosse, espirra ou mesmo quando fala.

A luz solar ultravioleta, por sua vez, geralmente mata o vírus quando exposto à luz do sol.

Mesmo assim, há casos em que se acredita que as infecções ocorreram em ambientes externos.

Pessoas com máscara em Londres

Reuters
Ar livre dispersa e dilui o vírus

Um estudo na China identificou que havia possibilidade de dispersão do vírus quando, por exemplo, duas pessoas falavam cara a cara por 15 minutos consecutivos.

Os riscos são baixos, mas não zero. Quais são eles?

Proximidade

Se alguém for infectado, talvez inadvertidamente por não apresentar sintomas, ele liberará o vírus ao respirar, especialmente se tossir.

O vírus será transportado em gotículas, a maioria das quais cairá rapidamente no chão, mas pode alcançar seus olhos, nariz ou boca se você estiver a dois metros de distância do infectado.

Portanto, a recomendação é que se evite ficar cara a cara se estiver tão perto – inclusive em áreas abertas.

A pessoa infectada também libera partículas menores chamadas aerossóis.

Em ambientes fechados, podem acumular-se no ar e ser um perigo; em ambientes externos, dispersam-se rapidamente.

Companhia prolongada

Andar perto de alguém na rua ou ser ultrapassado por um corredor significa que vocês dois ficarão juntos por no máximo alguns segundos.

É improvável que encontros rápidos sejam longos o suficiente para que o vírus chegue até você.

“Não queremos que as pessoas tenham medo de se cruzar na rua”, diz Cath Noakes, professor e especialista em infecções transmitidas pelo ar.

Ela diz que o contágio dependeria de uma combinação de fatores: alguém precisaria tossir diante do seu rosto e você, inalar as partículas na hora errada.

Ela alerta, entretanto, que conhecidos que passam muito tempo juntos ao ar livre e pensam que estão completamente seguros não deveriam se sentir tão confortáveis

Correr com alguém e acompanhá-lo de perto por 20 minutos ou mais e respirar atrás dele pode ser um problema, afirma.

“A triste realidade é que o maior risco vem das pessoas que você conhece.”

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Realmente ao ar livre?

Gráfico de transmissão do vírus por gotículas ou aerossóis

BBC

Os cientistas concordam que os riscos de contágio são baixos em grandes espaços abertos.

Mas eles estão preocupados com áreas que não estão apenas lotadas, mas parcialmente fechadas, como barracas de mercado ou pontos de ônibus.

Sempre que o ar está parado, ele pode estagnar e ser contaminado.

É em locais como caminhos estreitos ou filas com muitas pessoas que os especialistas dizem que o uso de máscara pode ser necessário.

Você pode contrair o vírus tocando em um banco de parque (ou outras superfícies)?

Se uma pessoa infectada tossir na mão e depois limpar a superfície, o vírus pode sobreviver ali por horas.

Pesquisadores nos EUA encontraram o vírus nas alças de latas de lixo e botões nos semáforos.

Eles acreditam que isso pode ter causado infecções, embora em um nível relativamente baixo em comparação com outras formas de propagação do vírus.

No inverno, o vírus pode durar mais ao ar livre.

O coronavírus sobrevive em baixas temperaturas e esse pode ser um dos motivos pelos quais ocorreram surtos em frigoríficos.

Somado a isso, no hemisfério norte é a estação em que o nariz tende a escorrer por causa do frio, e uma reação comum é enxugá-lo com a mão. Isso pode aumentar as chances de contaminação das superfícies.

Duas mulheres correm em Bristol, no Reino Unido

PA Media
Você precisa medir os riscos de se exercitar ao ar livre

No entanto, muitos cientistas agora acham que a quantidade de vírus que provavelmente permaneceria em uma superfície dessa forma seria mínima e se dissiparia em uma ou duas horas.

“A possibilidade de transmissão através de superfícies inanimadas é muito baixa”, diz Emmanuel Goldman, professor de microbiologia na Universidade Rutgers, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Onde estão os maiores riscos?

Todas as evidências indicam que a grande maioria das infecções por covid-19 ocorre em ambientes fechados.

O vírus é transmitido por meio da interação humana, principalmente quando as pessoas ficam juntas por um longo período de tempo.

Isso significa que o vírus pode se espalhar de várias maneiras diferentes.

Pessoas fazendo exercício em Londres

EPA
Estar ao ar livre não garante que você esteja livre da infecção por covid-19

Gotículas infectadas podem cair em pessoas próximas ou contaminar superfícies que outros tocam.

E, se os ambientes estiverem cheios de gente, pequenas partículas de vírus podem se acumular no ar e ser inaladas.

É em casa onde tudo isso tem mais probabilidade de acontecer.


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Sociedade de Infectologia diz que Plano SP é ‘insuficiente’ para conter a Covid

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O estado de São Paulo atingiu nesta segunda-feira (1°) a taxa de 73,2% de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI)
Foto: Prefeitura do Recife

O estado de São Paulo atingiu nesta segunda-feira (1°) a taxa de 73,2% de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI)

A Sociedade Paulista de Infectologia (SPI) divulgou uma  carta com críticas ao  Plano São Paulo , estratégia do governo do estado para vencer a Covid-19. A entidade classificou o plano como “insuficiente para reduzir a transmissão do vírus”.

Por meio de nota, a SPI cobra políticas públicas mais rígidas no distanciamento social, com lockdown em regiões “próximas ao colapso assistencial.”  Já em locais menos atingidos pela pandemia, a SPI pede que o governo implemente “restrições maiores” aos serviços não essenciais, além de toque de recolher pelo menos a partir das 20h.

A Sociedade Paulista de Infectologia pede ainda a ampliação da testagem e velocidade na vacinação. “Uma uma vacinação lenta, em recortes populacionais, está fadada a não resultar em proteção efetiva em tempo oportuno”, diz a carta.

A SPI aconselha as pessoas a permanecerem em casa o maior tempo possível. “À população, recomendamos o distanciamento (pelo menos 1,5 metros de uma pessoa a outra), uso correto e contínuo de máscaras bem ajustadas na face, higiene das mãos e – sobretudo – que se permaneça em casa o maior tempo possível. Cada medida isoladamente (e especialmente o conjunto de todas) impacta a cadeia de transmissão ou controle. É responsabilidade de cada cidadão cumprir as normas para proteger-se e proteger as demais pessoas. Cabe ao estado fiscalizar e prover condições cientificamente embasadas para o cumprimento dessas ações de prevenção”, diz comunicado. 

A carta pontua, ainda, que não existem terapias eficazes contra a Covid-19 e que a taxa de morte ou sequelas em pacientes graves é alta mesmo com os “melhores recursos assistenciais.”

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Leitos em São Paulo

O estado de São Paulo atingiu nesta segunda-feira (1°) a taxa de 73,2% de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI), com 7.173 pacientes internados com Covid-19, informou o governo estadual em boletim diário. Na Grande São Paulo, a taxa de ocupação de UTI é de 74,3%.

Ainda de acordo com os dados da Secretaria de Saúde, ao todo, no estado, 15.740 pessoas estão internadas em decorrência da doença, sendo 8.567 em leitos de enfermaria. 

O número é 14,7% maior que o pico observado na 1ª onda da pandemia, na 29º semana de julho do ano passado. Parte desse crescimento se dá porque o jovem sem comorbidades sai mais e, quando infectado, demora a procurar ajuda. “São pessoas que se sentem à vontade para sair, pensam que só vão perder paladar e olfato, mas perdem vida e vida das pessoas em torno”, afirmou Gorinchteyn.

Fonte: IG SAÚDE

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