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Copom reajusta Selic em 1% e taxa de juros chega a 5,25% ao ano

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Banco Central reajusta Selic em 1% ao ano
Matheus Barros

Banco Central reajusta Selic em 1% ao ano

O Conselho de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou no fim da tarde desta quarta-feira (04) o reajuste em 1% da Selic, passando de 4,25% para 5,25% ao ano. Essa é a quarta vez consecutiva em que a equipe monetária aumenta a taxa básica de juros, com objetivo de equilibrar as metas fiscais do país.  

De acordo com especialistas, a decisão do Copom era previsível e reflete as dificuldades econômicas que o país enfrenta em decorrência da crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19. O BC já havia sinalizado nas últimas reuniões que estudava o aumento da Selic nos próximos encontros.

O sócio-fundador da Fatorial Investimentos, Jansen Costa, o aumento de um ponto percentual na taxa básica de juros era prevista por especialistas devido o temor da inflação nos últimos meses. Segundo Costa, o Banco Central busca um equilíbrio. 

“O mercado teme que a inflação não seja transitória e sim mais recorrente. E que isso traga para os preços uma alta significativa de preços em serviços e consumo. É importante destacar que se o BC não subir os juros a inflação pode virar mais permanente, o que não é bom para a economia brasileira”, afirma Costa.

No Boletim Focus divulgado na última segunda-feira (02), o Banco Central já havia dado indícios de forte alteração na taxa básica de juros e ressaltou a necessidade de atingir as metas inflacionárias para o ano. Atualmente, a inflação do país nos últimos 12 meses está em 8,35%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A previsão do BC é que o índice em 2021 gire em torno de 6,79%. 

“O atraso na subida dos juros pós pandemia foi proposital e claramente mencionado nos comunicados. O motivo foi — palavras do comunicado — manter os juros em níveis estimulativos. Agora, no último comunicado, a mensagem mudou. Os juros serão o de equilíbrio e, como se diz no mercado, a meta é buscar a meta de inflação”, explica o economista da BRA, João Beck.

A previsão é que a Selic encerre o ano entre 6,5% e 7,5%, as maiores taxas desde outubro de 2019. No entanto, os reajustes na taxa básica de juros vão depender da situação econômica do país nos próximos meses.

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Governo anuncia leilão para compra simplificada de energia em outubro

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Em meio a maior crise hídrica já registrada nos últimos 91 anos e considerando estudos sobre as condições de fornecimento nos próximos anos, em outubro haverá um leilão emergencial de energia para garantir o suprimento a partir de 2022. 

Segundo portaria normativa do Ministério de Minas e Energia (MME), publicada em edição extra do Diário Oficial da União de ontem (17), o objetivo é a contratação de forma simplificada. O edital está sendo elaborado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A medida atende recomendação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e foi aprovada pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg), órgão presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para tratar da crise hídrica.

O leilão emergencial vai contratar energia de reserva, na modalidade por quantidade para usinas termelétricas a biomassa, eólica e solar fotovoltaica, e na modalidade por disponibilidade para termelétricas a gás natural, óleo combustível e óleo diesel, sendo estas duas mais caras para o consumidor, ambas com suprimento entre 1º de maio de 2022 e 31 de dezembro de 2025.

Como será

Pelas regras, não poderão participar do leilão emergencial usinas que não estejam nos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul, hidrelétricas, além de empreendimentos com capacidade instalada menor ou igual a três megawatts (MW) para usinas a óleo diesel e cinco MW para as demais, e termelétricas com Custo Variável Unitário (CVU) superior a R$ 750 por megawatt-hora (MWh) para gás natural e R$ 1 mil por MWh para diesel e óleo combustível.

Também ficarão de fora térmicas a diesel, óleo combustível ou gás natural que não sejam despachadas centralizadamente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e térmicas a diesel cuja indisponibilidade programada seja diferente de zero, em ciclo combinado e a biomassa, além de eólica e solar cujo CVU seja diferente de zero.

Edição: Kleber Sampaio

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