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Copom mantém Selic a 2% ao ano pela quinta vez consecutiva

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Aumento de casos e nova cepa da Covid-19 fizeram Banco Central recuar e manter taxa básica de juros

O Comitê de Políticas Monetárias do Banco Central (Copom) manteve, nesta quarta-feira (20), a taxa básica de juros em 2% ao ano. Essa é a quinta vez consecutiva que a Selic não sofre alterações . A última vez que houve mudanças na taxa foi em agosto, quando o Banco Central estipulou o índice em 2% devido à pandemia.

Mesmo com a alta na inflação, a  decisão já era esperada por especialistas após o aumento de casos de Covid-19 no Brasil e o atraso na vacinação . O possível retorno do auxílio emergencial também provocou a manutenção da Selic.

“Em outras palavras, estão optando por determinada estratégia que depende de como os eventos econômicos se sucedem. Assim, espera-se que haja manutenção da taxa de juros em 2%”, afirma Matheus Jaconeli, economista da Nova Futura Investimentos.

Em comunicado, os analistas informaram que a nova cepa do coronavírus encontra na Europa também preocupa, além do receio de uma repercussão negativa no mercado financeiro caso a taxa básica fosse reajustada.

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“Eles tentarão segurar este aumento até onde der para não mostrar uma sinalização ruim para o mercado financeiro. No entanto, se as reformas não andarem ao longo do ano, será inevitável a subida da Selic”, ressalta Fabrizio Gueratto, financista do Canal 1Bilhão Educação Financeira.

A reunião começou na última terça-feira (19) quando já havia a especulação do recuo do Banco Central em aumentar a taxa de juros. Na primeira parte do encontro, foram feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial, e o comportamento do mercado financeiro.

Meta de inflação

A Selic representa o principal instrumento do governo para controlar a inflação, garantindo que ela fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) . Para 2021, a meta está em 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior, 5,25%. Para 2022, a meta é 3,5%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Impacto no dia a dia

O Copom fixa a Selic em cima da meta da inflação para o ano vigente e influência diretamente na economia do país: quanto maior a taxa, menor será a alta nos preços .

A medida também afeta na oportunidade de créditos à população. Quando a taxa está alta, há grande possibilidade de aumento nas taxas bancárias e consequentemente intervêm nos ânimos das instituições em fornecer empréstimos. 

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Mais de 620 mil micro e pequenas empresas foram abertas em 2020; veja os setores

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Para o Sebrae, MEI foi uma
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Para o Sebrae, MEI foi uma “válvula de escape” na pandemia

Dados do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas ( Sebrae ) mostram que, em 2020, foram abertas 626.883 micro e pequenas empresas em todo o país. Desse total, 535.126 eram microempresas (85%) e 91.757 (15%) eram empresas de pequeno porte .

Os setores onde as microempresas abriram maior número de unidades em 2020 foram serviços combinados de:

  • Escritório e apoio administrativo (20.398 empresas)
  • Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (16.786)
  • Restaurantes e similares (13.124)

Já os setores onde as pequenas empresas abriram mais estabelecimentos foram:

  • Serviços combinados de escritório e apoio administrativo (3.108)
  • Construção de edifícios (2.617)
  • Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (2.469)

De acordo com o Sebrae Nacional, o resultado evidencia a força do empreendedorismo no Brasil.

Com base em dados do governo federal, apurou-se que, no ano passado, o país criou 3,4 milhões de novas empresas, alta de 6% em comparação a 2019, apesar da pandemia de covid-19. Ao final de 2020, o saldo positivo no país foi de 2,3 milhões de empresas abertas, com destaque para microempreendedores individuais (MEI).

De acordo com o Ministério da Economia, o registro de 2,6 milhões de MEI em 2020 representou expansão de 8,4% em relação ao ano anterior, levando essa categoria de empreendedores ao total de 11,2 milhões de negócios ativos no país. O MEI representa hoje 56,7% das empresas em atividade no Brasil e 79,3% das empresas abertas no ano passado.

Importância

Números divulgados pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro (Sebrae RJ) confirmam a importância do empreendedorismo para garantir a sobrevivência das empresas e a renda dos micro e pequenos empresários.

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Ao mesmo tempo em que a crise provocada pela pandemia de covid-19 causou o fechamento de 90,2 mil pequenos negócios no estado, foram abertos mais de 307,8 mil pequenos negócios, com destaque para o setor de serviços, com quase 160 mil novas empresas.

“Foi um dado que espantou bastante a gente”, comentou, em entrevista à Agência Brasil, o analista do Sebrae RJ, Felipe Antunes. “A pandemia causou impacto em todos os setores. Toda a economia sofreu. No nosso entendimento, porém, as pessoas precisam gerar renda, muitas foram demitidas e procuraram o empreendedorismo, abrindo empresas para ter geração de renda”.

Nesse processo, Antunes ressaltou que o microempreendedor individual (MEI) teve grande destaque. “Oitenta e oito por cento das empresas que abriram foram por meio desse regime do MEI, que oferece facilidade para a pessoa abrir um negócio. Por isso, há um percentual muito alto de MEI entre as empresas abertas”.

Receita

O levantamento do Sebrae Rio, elaborado com base nos dados da Receita Federal, revela que salão de beleza (cabeleireiro, manicure e pedicure) e fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar foram as principais atividades escolhidas pelos microempreendedores individuais. Para o analista, o MEI “foi uma válvula de escape” no cenário trazido pela pandemia. “O empresário, por necessidade, precisou continuar no mercado e viu o empreendedorismo como opção de gerar renda”, acrescentou.

Do total de novas empresas que surgiram no estado do Rio de Janeiro em 2020, o setor de serviços foi responsável pela abertura de 159,9 mil empresas, seguido pelo comércio (72,5 mil), a indústria (52,7 mil), economia criativa (10,5 mil), o turismo (9,9 mil) e a agropecuária (2,1 mil). Por atividade, o desempenho dos pequenos negócios foi liderado por serviço de escritório e apoio administrativo, comércio varejista de roupas, serviço médico-ambulatorial e restaurantes.

Fechamento

Durante o ano de 2020, o setor de serviços foi o que mais fechou empresas no estado do Rio (39,1 mil), seguido pelo comércio (28,8 mil), a indústria (14 mil), economia criativa (4,1 mil), o turismo (3,5 mil) e a agropecuária (470). “O setor de serviços precisa muito da presença de pessoas e a pandemia, ao interromper a circulação, prejudicou muito o setor de serviços, mas o setor de comércio também teve impacto”, comentou Felipe Antunes.

As atividades voltadas para o comércio varejista de roupas e restaurantes foram as que sofreram maior impacto por causa da pandemia. Das microempresas que fecharam, 42% eram do setor de comércio, mostra a pesquisa.

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