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Contas de Ipiranga do Norte, Apiacás, Cocalinho e Comodoro recebem parecer favorável

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Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

Sob relatoria do conselheiro Waldir Julio Teis, as contas de governo dos municípios de Ipiranga do Norte, Apiacás, Cocalinho e Comodoro, referentes ao exercício de 2020, receberam parecer prévio favorável do Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).

Os balanços foram apreciados na sessão ordinária remota desta terça-feira (30).

Em seu voto, seguido por unanimidade, o relator destacou que os gestores de Ipiranga do Norte, Cocalinho e Comodoro cumpriram com todos os limites e percentuais constitucionais e legais.

Já em relação à Apiacás, destacou que foi investido 14,61% na saúde, abaixo dos 15% estipulados por lei, o que caracteriza irregularidade gravíssima. No entanto, dadas as circunstâncias do município, votou pela emissão de parecer favorável à aprovação.

“O município conta com 10,3 mil habitantes e teve 2,9 mil casos de Covid-19. Está na divisa com Amazonas e Pará, dentro da Região Amazônica, só tem três postos de saúde e um hospital com 18 leitos. Casos graves têm que se deslocar, a maior despesa da cidade é com transporte de pacientes. É longe de tudo e de todos, com baixa arrecadação, densidade demográfica de 2 habitantes por quilômetro quadrado”, sustentou.

Dessa forma, em dissonância com o parecer do Ministério Público de Contas (MPC), “em face dessas nuances do município”, votou pela emissão de parecer prévio favorável à aprovação, sendo seguido por unanimidade do Pleno.

Clique aqui e confira o vídeo completo do julgamento referente à Ipiranga do Norte.

Clique aqui e confira o vídeo completo do julgamento referente à Apiacás.

Clique aqui e confira o vídeo completo do julgamento referente à Cocalinho.

Clique aqui e confira o vídeo completo do julgamento referente à Comodoro.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT

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Prefeitura de Rondonópolis terá que suspender licitação de R$ 130 milhões

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE) determinou que a Prefeitura de Rondonópolis suspenda o processo de licitação para contratação de empresa para a prestação de serviços de mão de obra terceirizada no valor estimado de R$ 130,6 milhões.

De acordo com a decisão, a prefeitura não atualizou as informações do pregão no sistema Aplic e no portal transparência, razão pela qual só foi possível acessá-las após consultas ao site BLL Compras.

Sobre a irregularidade referente à definição do critério de julgamento, os próprios responsáveis confirmaram a existência de erros na ficha modelo de proposta comercial, o que pode ter prejudicado a compreensão e afastado potenciais licitantes.

Para o conselheiro Antonio Joaquim, o maior problema no procedimento se refere ao impedimento da participação de cooperativas.

Na decisão, o conselheiro aponta que três empresas chegaram a protocolar pedido de esclarecimentos sobre esta possibilidade, tendo a Prefeitura de Rondonópolis respondido no sentido de que a participação de cooperativas não era permitida, desconsiderando qualquer modelo de gestão operacional.

“A mera alegação de que a contratação poderia vir ocasionar prejuízos à administração em virtude de uma possível caracterização de relação de trabalho não pode ser considerada motivo suficiente para impedir a participação de cooperativas em procedimentos licitatórios, devendo ser sopesada com todo o contexto fático, mediante avaliação da conformidade da constituição e do funcionamento da cooperativa de trabalho com o respectivo marco normativo de regência”, pontuou.

Antonio Joaquim destacou ainda que a Constituição Federal prevê o estímulo à criação e ao funcionamento de cooperativas, estabelecendo que o Estado deve apoiar e estimular o cooperativismo e outras formas de associativismo.

Na decisão, o conselheiro também chamou a atenção para o elevado montante envolvido na contratação, constatando o perigo de dano ao erário, uma vez que o afastamento de potenciais licitantes impede que a administração pública alcance a proposta mais vantajosa.

O Julgamento Singular N° 001/AJ/2022 foi publicado no Diário Oficial de Contas (DOC) de quarta-feira (12.01) e ainda será analisado pelo Tribunal Pleno, que decidirá pela homologação ou não da medida cautelar.

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