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Consumo de alcool aumenta na pandemia. Conheça os danos causados pelo alcoolismo

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

O consumo de álcool no Brasil supera a média mundial e apresenta taxas superiores a mais de 140 países. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) que, em um informe publicado nesta segunda-feira, 12, alertou que 3,3 milhões de mortes no mundo em 2012 (5,9% do total) foram causadas pelo uso excessivo do álcool. O volume é superior a todas as vítimas causadas pela aids e tuberculose.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig) mostra que 55% da população brasileira tem o hábito de consumir bebidas alcoólicas, e 17,2% delas declararam aumento do consumo durante a pandemia de Covid-19, associado a quadros de ansiedade graves por conta do isolamento social.

O problema é que por conta dessa desculpa, as pessoas estão ficando doentes. No reino Unido, a Cancer Research, publicou uma pesquisa na revista científica Nature, comprovando que a ingestão de bebidas alcoólicas pode levar a um dano genético permanente, além do câncer.

Cientistas do Laboratório de biologia molecular MRC, em Cambridge, deram álcool diluído, quimicamente conhecido como etanol, aos ratos. Eles então usaram uma análise de cromossomos e sequenciamento de DNA para examinar o dano genético causado por acetaldeído, um químico prejudicial produzido quando o corpo processa o álcool.

Eles descobriram que o acetaldeído pode quebrar e danificar o DNA dentro das células estaminais do sangue levando a um rearranjamento de cromossomos e alterando permanentemente as sequências de DNA dentro destas células.

O álcool é uma causa conhecida de:

Câncer de boca e orofaringe.

Câncer de faringe.

Câncer de laringe.

Câncer de esôfago.

Câncer de fígado.

Câncer colorretal.

Câncer de mama.

O álcool também pode aumentar o risco de câncer do pâncreas.

O risco é diretamente proporcional com a quantidade de álcool consumido:

Câncer de Boca e Orofaringe, Cordas Vocais e Esôfago – Claramente o consumo de álcool aumenta o risco desses tipos de câncer. Beber e fumar concomitantemente aumenta o risco desses tipos de câncer muito mais do que os efeitos de apenas beber ou fumar isolados.

Câncer de Fígado – O uso prolongado de álcool tem sido associado a um risco aumentado de câncer de fígado. O uso excessivo e regular de álcool pode danificar o órgão, levando à inflamação. Isto, por sua vez, pode aumentar o risco de câncer do fígado.

Câncer Colorretal – O consumo de álcool tem sido associado a um maior risco de câncer colorretal. A evidência para essa ligação é geralmente mais forte nos homens do que nas mulheres, embora alguns estudos tenham detectado uma ligação similar para ambos os sexos.

Câncer de Mama – Mesmo o consumo de poucos drinques por semana está associado a um risco aumentado de câncer de mama em mulheres. Este risco pode ser especialmente alto em mulheres com deficiência de ácido fólico (uma vitamina do complexo B) na alimentação. O álcool pode afetar os níveis de estrogênio, o que pode explicar parte do aumento desse risco. Beber menos álcool pode ser uma forma importante para muitas mulheres a reduzirem o risco de câncer de mama.

Tipo de Bebida

O etanol é o tipo de álcool encontrado em bebidas alcoólicas, sejam elas cervejas, vinhos, licores ou bebidas destiladas. Essas bebidas contêm diferentes percentuais de etanol, mas, em geral, um drinque padrão de qualquer tipo equivalente a 350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 45 ml de licor contém aproximadamente a mesma quantidade de etanol. Certamente, bebidas mais fortes podem conter mais etanol.

Em geral, a quantidade de álcool consumido ao longo do tempo, e não o tipo de bebida alcoólica parece ser o fator mais importante no aumento do risco do câncer. A maioria das evidências sugere que o etanol é o responsável pelo aumento do risco.

De que forma o Álcool aumenta o Risco de Câncer?

A forma exata de como o álcool aumenta o risco de câncer não é totalmente conhecida. Na verdade, podem existir várias maneiras diferentes que levam ao aumento do risco, e isto pode depender do tipo de câncer:

Danos em Tecidos do Corpo – O álcool pode atuar como um irritante, especialmente na boca e na garganta. As células danificadas podem tentar se reparar, o que pode levar a alterações do DNA das células, o que pode eventualmente terminar no desenvolvimento de um câncer. No cólon e reto, as bactérias podem converter álcool em grandes quantidades de acetaldeído, uma substância química que pode causar câncer em animais de laboratório. O álcool e seus derivados podem também danificar o fígado, levando a inflamação, reparação e cicatrização. Ao tentar se reparar, as células do fígado podem adquirir erros em seu DNA.

Efeitos sobre Outros Produtos Químicos Prejudiciais – O álcool pode atuar como um solvente, ajudando outros produtos químicos nocivos, como aqueles encontrados no fumo do tabaco, a penetrarem nas células que revestem o trato digestivo superior mais facilmente. Isso pode ajudar a explicar por que a combinação de fumo e bebida é muito mais susceptível de causar câncer de boca ou garganta do que apenas fumar ou beber. Em outros casos, o álcool pode diminuir a capacidade do organismo reparar o dano causado por estas substâncias químicas nocivas.

Diminuição dos Níveis do Ácido Fólico e Outros Nutrientes – O ácido fólico é uma vitamina que as células do corpo necessitam para se manterem saudáveis. O consumo de álcool pode diminuir a capacidade do organismo em absorver o ácido fólico dos alimentos. Este problema pode ser agravado em alcóolatras, que muitas vezes não adquirem quantidades suficientes de nutrientes, como o ácido fólico na sua dieta. Níveis baixos de ácido fólico podem desempenhar um papel importante no risco do câncer de mama e de câncer colorretal.

Efeitos sobre o Estrogênio ou Outros Hormônios – O álcool pode aumentar os níveis de estrogênio no organismo, um hormônio importante no crescimento e desenvolvimento do tecido mamário. Isto pode ter um efeito sobre o risco de uma mulher desenvolver câncer da mama.

Efeitos no Peso Corporal – Muito álcool pode adicionar calorias extras na dieta, o que pode contribuir para o ganho de peso. Estar acima do peso é um fator conhecido por aumentar os riscos para vários tipos de câncer.

Outros Efeitos do Consumo de Álcool

A maioria das pessoas conhece os potenciais efeitos do consumo de álcool a curto prazo, tais como efeitos sobre o humor, concentração, coordenação e discernimento. O álcool pode também ter efeitos a longo prazo sobre a saúde. Estes efeitos podem variar muito de pessoa para pessoa.

Para alguns indivíduos, o álcool é um vício. Beber pode tornar-se pesado ao longo do tempo, levando a graves problemas de saúde e sociais. Alcóolatras que param de beber abruptamente podem ter sintomas de abstinência, como tremores corporais, alterações mentais e convulsões. Em alguns casos isso pode ser fatal. Isso não significa que os alcóolatras não devem parar de beber. Isso significa que eles devem conversar com seu médico para encontrar uma forma segura para parar de beber.

Os principais efeitos do uso abusivo de álcool no fígado podem incluir a inflamação (hepatite) e cicatrizes (cirrose) a longo prazo, o que pode levar à insuficiência hepática. O uso excessivo de álcool também pode danificar outros órgãos, como pâncreas e cérebro, além de aumentar a pressão sanguínea.

O uso de álcool em excesso em mulheres grávidas pode afetar o feto, podendo levar a defeitos de nascença ou outros problemas.

Por outro lado, o uso de álcool em baixa a moderada quantidade foi associado a um baixo risco de doença cardíaca. O consumo baixo a moderado é geralmente definido como 1 ou 2 drinques por dia para homem ou uma drinque por dia para uma mulher. O benefício potencial de redução do risco de doença cardíaca tem de ser avaliado contra os outros possíveis riscos à saúde. É importante também saber que o risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral, na verdade, aumenta com o consumo de álcool.

É importante entender como o modelo de DNA dentro das células-tronco é danificado, porque quando células-tronco saudáveis se tornam defeituosas, elas podem dar origem a um câncer. Essas novas descobertas trazidas pelo estudo ajudam a entender como a ingestão de bebidas alcoólicas aumenta o risco de desenvolver sete tipos de câncer, incluindo os mais comuns, como o de mama e o de intestino.

O professor e líder do estudo, Ketan Patel, afirma: “Alguns cânceres se desenvolvem devido a um dano do DNA nas células-tronco. Enquanto alguns danos ocorrem por acaso, nossas descobertas sugerem que ingerir álcool pode aumentar os riscos destes danos”.

O estudo também examinou como o corpo tenta se proteger contra os danos causados pelo álcool. A primeira linha de defesa vem de uma família de enzimas chamada aldeído desidrogenases (ALDH, na sigla em inglês). Essas enzimas podem quebrar acetaldeído prejudiciais em acetato, o que nossas células podem usar como fonte de energia.

No estudo, quando se dava álcool aos ratos com falta da enzima ALDH, isso afetou suas células quatro vezes mais em comparação aos ratos com a plena função do ALDH2 enzima.

A segunda linha de defesa usada pelas células é uma variedade de sistemas de reparo de DNA em que, na maioria das vezes, permite que consertem e revertam diferentes tipos de danos ao DNA. Mas eles nem sempre funcionam e algumas pessoas carregam mutações, o que significa que suas células não são capazes de executar esses reparos de maneira efetiva.

Patel acrescenta: “Nosso estudo ressalta que não estar apto a processar álcool efetivamente pode levar a um risco ainda maior de dano ao DNA relacionado ao álcool e, portanto, de certos tipos de câncer. Mas é importante lembrar que a liberação do álcool e os sistemas de reparo de DNA não são perfeitos, e o álcool ainda pode causar câncer de formas diferentes, até mesmo em pessoas em que os mecanismos de defesa estão intactos”.

A professora Linda Bauld, especialista em prevenção do câncer no Cancer Research, acrescenta: “Esse estudo provocador destaca os danos que o álcool pode trazer para as nossas células, custando a algumas pessoas bem mais que uma ressaca”. “Nós sabemos que o álcool contribui para mais de 12 mil casos de câncer no Reino Unido a cada ano. Então, é uma boa ideia pensar sobre reduzir a quantidade ingerida”.

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Frio intenso traz problemas de saúde. Saiba se cuidar

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Todo esse frio, principalmente para quem está acostumado a temperaturas beirando os 40 graus, é uma agressão ao corpo e exige um gasto maior energia para gerar calor, o que provoca uma queda nas defesas do organismo. Além dos cuidados com o sistema imunológico, é preciso atenção para se evitar as doenças comuns do inverno.

Para se proteger e evitar estas doenças, algumas medidas incluem:

  1. Evitar locais fechados e com excesso de pessoas;
  2. Deixar o ambiente o mais ventilado e arejado possível;
  3. Lavar ou higienizar com álcool as mãos várias vezes ao dia, principalmente após estar em locais públicos;
  4. Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir, preferencialmente com lenço de papel descartável;
  5. Comer bem e de forma saudável, com dieta rica em frutas e verduras, pois são ricos em antioxidantes e minerais que ajudam a melhorar a imunidade;
  6. Beber cerda de 2 litros de água por dia;
  7. Evitar ir de forma desnecessária ao pronto-socorro, pois é um ambiente com alta probabilidade de contaminação;
  8. E evitar o contato próximo com outras pessoas doentes.

Além disso, não se esqueça da vacinação anual contra a gripe, capaz de proteger contra os principais vírus causadores de gripe no período; contra o Covid-19 e outras doenças da época, que estão disponíveis, bastando procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa.

A vacinação é especialmente importante para pessoas com maior risco para o desenvolvimento de quadros mais graves de gripe e pneumonia viral, como idosos, crianças, gestantes, diabéticos e portadores de doenças pulmonares, cardíacas ou autoimunes.

Conheça agora as principais doenças da época, como evitar e tratar.

1. Resfriados e gripes
As gripes são infecções das vias respiratórias superiores, como nariz e garganta, causadas por vírus do tipo Influenza, e provocam sintomas como febre de cerca de 37,8ºC, secreção nasal, coriza, dor de garganta e dor nos músculos e articulações, que dura cerca de 5 a 7 dias.

Já os resfriados são o mesmo tipo de infecção, porém mais branda, causada por vírus como adenovírus, rinovírus e vírus sincicial respiratório, e provoca sintomas tipo coriza, espirros, dor de garganta e conjuntivite, que duram uma média de 3 a 5 dias.

Como tratar: não existe um tratamento específico para gripes e resfriados, sendo necessário a realização de repouso, uso de analgésicos para aliviar a dor, além de descongestionantes e lavagem nasal para fluidificar e remover as secreções.

2. Rinite alérgica
A rinite alérgica é a inflamação da mucosa que reveste o nariz, causada por reação alérgica, que provoca sintomas como espirros, coriza e coceira no nariz, sintomas que podem durar de alguns minutos até vários dias. A substância que provoca alergia varia para cada pessoa, sendo, geralmente, o pólen de plantas, poeira, ácaros ou pêlos de animais.

Como tratar: esta doença é crônica e não tem cura, entretanto existem tratamentos que podem ajudar a tratar e controlar os seus sintomas, como anti-histamínicos, corticoides nasais e, principalmente, evitar o contato com as substâncias alérgicas. Saiba mais sobre as principais opções de tratamento para a rinite alérgica.

3. Sinusite
A sinusite é a inflamação da mucosa dos seios da face, que são estruturas que ficam ao redor do nariz, causando sintomas como dor na região da face, secreção nasal e dor de cabeça. Normalmente, pessoas que já têm um grau de rinite alérgica têm maior tendência a desenvolver esta inflamação no inverno.

Esta doença é causada principalmente por vírus, de gripes e resfriados, e por alergias, sendo somente uma pequena parte causada por bactérias. Confira como identificar os sintomas de cada tipo de sinusite.

Como tratar: costuma ser orientado pelo médico o uso de anti-histamínicos, anti-inflamatórios, descongestionantes e lavagem nasal com solução salina, estando indicado o uso de antibióticos apenas quando há suspeita de infecção por bactérias.

4. Pneumonia
A pneumonia acontece quando a inflamação e a infecção das vias respiratórias atinge os pulmões, geralmente, causadas por bactérias, vírus ou, mais raramente, fungos. Os sintomas da pneumonia incluem tosse com catarro amarelo ou esverdeado, febre de cerca de 38ºC ou mais e calafrios, e, se a infecção for grave, pode causar também falta de ar, dificuldade para respirar e respiração ofegante.

Como tratar: o tratamento depende da causa, na maioria das vezes feito com antibióticos e analgésicos em casa, com orientação médica. Em casos mais graves, em que há sinais de alerta, como oxigenação do sangue prejudicada, confusão mental ou insuficiência dos rins, por exemplo, pode ser necessário internamento para fazer tratamento com remédios diretos na veia ou uso de oxigênio.

5. Otite
É a infecção que costuma acontecer por vírus ou bactérias que infectam a garganta e migram até o ouvido. Esta infecção pode causar dor no local, febre e produção de secreção, e é mais comum em crianças.

Como tratar: geralmente, o médico orienta o uso de analgésicos, como Paracetamol ou Ibuprofeno, sendo feito o uso de antibióticos apenas quando há suspeita de infecção bacteriana.

6. Asma
Crises de asma acontecem em pessoas predispostas, que têm doença inflamatória dos pulmões, e podem ser desencadeadas por fatores alérgicos, como frio ou poeira, por exemplo. Estas crises são mais comum em crianças, apesar de também acontecerem em adultos, e causam sintomas como chiados no peito, falta de ar e tosse.

Como tratar: o tratamento é feito com orientações do pneumologista, que pode envolver uso de broncodilatadores e corticoides, por exemplo. Entenda melhor como identificar e tratar a asma.

7. Meningite
A meningite é a infecção das membranas que envolvem o cérebro por vírus, bactérias, fungos ou parasitas, e provoca sintomas que podem surgir de forma repentina, como febre alta, dor de cabeça forte, dores no corpo ou vômitos.

É mais comum em crianças, entretanto pode acontecer em adultos, transmitida através do contato com gotículas de saliva, da pessoa contaminada, através da tosse, espirro ou fala. Entenda o que é a meningite e como se proteger.

Como tratar: o tratamento depende do tipo de micro-organismo causador, podendo ser o uso de antibióticos injetáveis, como Penicilina, analgésicos e anti-inflamatórios, orientados pelo médico.

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