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Consumir cocaína regularmente ‘pode causar cegueira’, alerta estudo

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Os resultados revelaram que os militares eram significativamente mais propensos a usar drogas do que os civis e a relatar cegueira parcial ou total


Consumir regularmente drogas classe A, como heroína, cocaína ou metanfetamina, pode causar cegueira , alerta um novo estudo publicado no periódico BMJ Military Health. Pesquisadores da Southern Illinois University Carbondale examinaram os efeitos do uso desses entorpecentes em militares dos EUA, nos quais a falta de visão é mais comum do que entre civis.


No estudo, a equipe comparou fatores dietéticos, de estilo de vida e uso de drogas em 106 militares ou ex-soldados e 1.572 civis. Os resultados revelaram que os militares eram significativamente mais propensos a usar drogas do que os civis e a relatar cegueira parcial ou total.

Os militares também eram mais suscetíveis a ter outros fatores de risco ligados à perda de visão, incluindo positividade para HIV, hipertensão, mais anos de tabagismo e níveis mais baixos de atividade física.

Mas os pesquisadores destacam algumas limitações do estudo, incluindo poucas informações sobre o momento do uso de drogas e a causa da perda de visão. Liderados por Justin McDaniel, escreveram que, “no entanto, dada a política de tolerância zero ao uso de drogas nas forças armadas, é provável que nossa amostra militar fosse composta inteiramente por veteranos.”

“Este estudo indica que a perda de visão autorreferida entre militares ou veteranos é mais prevalente do que entre civis sem experiência militar, e a perda de visão autorreferida em militares ou veteranos pode estar associada ao uso de drogas ilícitas severas ou prolongadas, como como heroína, metanfetamina ou cocaína”, acrescentam.

Segundo os cientistas, a prevalência relativamente alta do uso de drogas ilícitas graves entre militares ou veteranos em comparação com os civis, e os impactos de longo prazo sobre os olhos, provoca a necessidade de se ter programas de saúde médica e comportamenta l voltados a esse público.

Fonte: IG Mundo

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BRASIL E MUNDO

Paciente internado com covid pode ter sintomas por meses, diz estudo

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Mais da metade dos pacientes internados com covid-19 que receberam alta hospitalar ainda tiveram sintomas como falta de ar, fadiga, ansiedade e depressão por três meses após a infecção inicial. As conclusões são de um estudo feito no Reino Unido.

A pesquisa, liderada por cientistas na Universidade de Oxford, analisou o impacto de longo prazo da covid-19 em 58 pacientes internados por causa da doença.

O estudo mostrou que alguns pacientes tiveram anormalidades em múltiplos órgãos, depois de serem infectados pelo novo coronavírus e que a inflamação persistente causou problemas para alguns por meses.

O estudo não foi revisado por outros cientistas, mas foi publicado antes dessa revisão no site MedRxiv

“Essas descobertas enfatizam a necessidade de se explorar mais os processos fisiológicos associados à covid-19 e desenvolver um modelo holístico, integrado, de atendimento clínico para nossos pacientes depois que eles têm alta do hospital”, disse Betty Raman, médica do Departamento Radcliffe de Medicina, de Oxford, que coliderou o estudo.

Um relatório inicial do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde britânico, publicado na semana passada, mostrou que doenças remanescentes após a infecção pela covid-19, algumas vezes chamada de “covid longa”, pode envolver ampla gama de sintomas que afetam todas as partes da mente e do corpo.

Os resultados do estudo de Oxford mostraram que dois a três meses após o início da covid-19, 64% dos pacientes sofreram com falta de ar persistente e 55% relataram fadiga significativa.

Exames mostraram ainda anomalias nos pulmões de 60% dos pacientes, nos rins de 29%, no coração de 26% e no fígado de 10%.

*Reportagem adicional de Ann Maria Shibu 

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