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Conheça o Diabetes tipo 2 e saiba se você está correndo riscos

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Há 2 tipos principais de diabetes mellitus: tipo 1 e tipo 2. Ambos são crônicos (não têm cura) e afetam o modo como o corpo regula a quantidade de açúcar (glicose) no sangue. A glicose é o combustível que alimenta as células do seu corpo. Mas, para entrar nas células, ela precisa de uma chave: a insulina.

A insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue, quebrando as moléculas de açúcar e transformando-as em energia para a manutenção das células do corpo humano. O órgão responsável pela produção da insulina é o pâncreas, uma glândula do sistema digestório.

O diabetes mellitus tipo 1 é hereditário (você nasce diabético) e costuma ser detectado na infância ou na adolescência – o pâncreas não produz insulina; o tipo 2 também tem causas hereditárias (você nasce com a predisposição a ficar diabético, mas só vai desenvolver a doenças sob alguma condição, geralmente associada à obesidade) e o corpo não absorve a insulina de forma adequada.

O diabetes tipo 2 é a forma de diabetes mellitus mais comum, acometendo mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo. Esta forma de diabetes está em franca expansão, aumentando sua incidência em todo os países, devido, principalmente, à má alimentação e ao aumento de casos de obesidade. Nos últimos 30 anos o número casos de diabetes tipo 2 aumentou em mais de 100%. Por isso, entender os fatores de risco e as causas do diabetes é essencial para preveni-lo.

O risco de você desenvolver diabetes tipo 2 (DT2) está associado a elevações sutis de glicose e lipídios mais de 20 anos antes do diagnóstico, de acordo com um estudo publicado na revista Diabetes, Obesity and Metabolism. Pesquisadores do Instituto Karolinska em Estocolmo, Suécia, avaliaram dados de quase 300 mil pessoas, que durante 20 anos tiveram sua glicemia de jejum medida diariamente.

Pelo menos 10% das pessoas desenvolveram o diabetes durante a pesquisa e os cientistas descobriram que em 8,1% dos casos, a pessoa tinha a predisposição, mais de 20 anos antes do diagnóstico. Eram pessoas com excesso de peso e obesidade, com glicemia de jejum (fGlu) e triglicerídeos (TG) elevados. O resultado sugere que os processos que levam uma pessoa a ter o Diabetes estão ligados à resistência crônica à insulina e operam por décadas antes do desenvolvimento do diabetes tipo 2, segundo os autores da pesquisa.

O Diabetes Mellitus tipo 2 ocorre por uma ação deficiente da insulina presente na circulação sanguínea. Geralmente há dois problemas: 1) o pâncreas produz menos insulina do que seria necessário para o controle adequado dos níveis de glicose; 2) a insulina produzida além de ser insuficiente, funciona mal. Os tecidos perdem a capacidade de reconhecer a insulina, fazendo com que o açúcar presente no sangue não chegue às células. Este processo é conhecido como resistência à insulina.

Se você se preocupa com a questão, é bom observar que 90% dos diabéticos tipo 2 são obesos ou apresentam sobrepeso, porém, nem todo indivíduo obeso é diabético. Este simples dado serve para mostrar que a causa do diabetes tipo 2 não está restrita a um único fator. Muito provavelmente vários fatores estão envolvidos, entre eles estão:

1. História familiar – Quem tem parentes com diabetes tipo 2, tem maior risco de também desenvolver a doença. Se é o seu caso, tome muito cuidado com o ganho excessivo de peso.

2. Etnia – descendentes de asiáticos, hispânicos, negros e brancos, nessa ordem são mais propensos a ter a doença.

3. Obesidade – o sobrepeso é talvez o principal fator de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. O risco aumenta progressivamente a partir de um Índice de Massa Corpórea (IMC) maior que 25 (meça aqui https://goo.gl/NcRKs)

4. Gordura abdominal – além do excesso de peso, o modo como a gordura é distribuída pelo corpo também é um fator determinante para um maior risco de resistência à insulina e diabetes tipo 2. O risco de diabetes é mais elevado nos indivíduos com obesidade central, ou seja, naqueles que acumulam gordura na barriga. Homens com cintura maior que 102 cm e mulheres com cintura maior que 88 cm apresentam elevado risco. Mulheres que acumulam gordura preferencialmente nos quadris têm menos riscos do que aquelas que acumulam gordura na região abdominal.

5. Idade acima de 45 anos – apesar de ser uma doença cada vez mais prevalente em jovens, o diabetes tipo 2 é mais comum em indivíduos acima de 45 anos. Provavelmente, a queda na massa muscular e o aumento da gordura corporal que ocorrem com o envelhecimento desempenham papel importante nestes pacientes.

6. Sedentarismo – um estilo de vida sedentário reduz o gasto de calorias, promove ganho de peso e aumenta o risco de diabetes tipo 2.

7. Cigarro – quem fuma tem 40% mais chances de desenvolver diabetes tipo 2 do que não fumantes.

8. Glicemia de jejum alterada – o diagnóstico do diabetes é feito quando o paciente apresenta glicemias (níveis de glicose no sangue) persistentemente acima de 126 mg/dl. Porém, os valores normais da glicemia são abaixo de 100 mg/dl.

9. Dieta hipercalórica – a dieta ocidental, baseada no consumo excessivo de carne vermelha, carnes processadas, calorias, doces e refrigerantes, está associada a um maior risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2.

10. Hipertensão – pessoas hipertenso tem maior risco de terem diabetes. Não se sabe se a hipertensão tem algum papel no desenvolvimento da doença ou se ela, por possuir muitos fatores de risco em comum, apenas aparece junto com o diabetes, sem relação de casualidade.

11. Colesterol elevado – Pacientes com níveis elevados de colesterol também estão sob maior risco de diabetes tipo 2. Níveis elevados de LDL (colesterol ruim) e triglicerídeos e/ou níveis baixos de HDL (colesterol bom) são os principais fatores.

12. Síndrome dos ovários policísticos (SOP) – mulheres portadoras de SOP apresentam frequentemente resistência à insulina e, consequentemente, riscos de desenvolver diabetes tipo 2.

13. Diabetes gestacional – o diabetes gestacional é um tipo de diabetes que surge durante a gravidez e habitualmente desaparece após o parto. Porém, mesmo com a normalização da glicose com o término da gravidez, estas pacientes passam a apresentar elevado risco de desenvolverem diabetes tipo 2 nos 10 anos seguintes à gravidez.

14. Uso de corticoides – os corticoides são uma classe de medicamentos muito usados na prática médica, principalmente contra doenças de origem imunológica e/ou alérgica. Um dos efeitos colaterais comuns do uso prolongado de corticoides é o desenvolvimento de diabetes.

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Mortalidade materna cresceu quase 50% nos últimos 5 anos

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A mortalidade materna, definida como a morte durante a gravidez ou no prazo de 42 dias após o final da gestação, ainda é um problema de saúde pública no Brasil.

No Brasil, conforme dados registrados no Painel de Monitoramento da Mortalidade Materna, em 2021, o País teve média de 107 mortes a cada 100 mil nascimentos. Um número absurdo, principalmente se comparados à Europa, onde a taxa média é de 13 mortes a cada 100 mil nascimentos, segundo dados do  Relatório da Saúde Europeia divulgado recentemente.

O número de mortes maternas cresceu 47,93% ao longo dos últimos cinco anos no país, e se acentuou entre 2020 e 2021, uma das consequências da pandemia de Covid-19. A covid-19, de acordo com o Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19), foi responsável pela morte de mais de 1.500 mães brasileiras em 2021, mas as principais causas continuam sendo hipertensão, hemorragia e infecção puerperal – pós-parto -, que pode ocorrer até 42 dias depois do parto.

Morte de médica de Cáceres, chocou o estado.

Com base em dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) e da Organização Mundial de Saúde (OMS) que coloca o Brasil como responsável por cerca de 20% das mortes maternas no mundo, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) elaborou o Projeto de Lei nº 1133/2021, que prevê a criação da Política Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna, apoio e acolhimento de gestantes e parturientes durante endemias, epidemias ou pandemias.

Projeto cria política estadual de Prevenção da Mortalidade Materna em Mato Grosso

O Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher (28 de maio) foi definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde, ocorrido em 1984, na Holanda, ocasião em que a morte materna apareceu com toda a sua magnitude. A partir dessa data, o tema ganhou maior interesse e no V Encontro Internacional Mulher e Saúde, realizado em São José da Costa Rica, em 1987, a Rede de Saúde das Mulheres Latino-Americanas e do Caribe (RSMLAC), propôs que, a cada ano, no dia 28 de maio, uma temática ajudaria a nortear ações políticas que visassem prevenir mortes maternas evitáveis.

O principal objetivo dessas datas comemorativas é chamar a atenção e conscientizar a sociedade sobre diversos problemas de saúde comuns na vida das mulheres, tais como: câncer de mama, endometriose, infecção urinária, câncer no colo do útero, fibromialgia, depressão e obesidade.

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