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Confiança do empresário cai 3,3 pontos em novembro, diz FGV

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O Índice de Confiança Empresarial (ICE), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 3,3 pontos de outubro para novembro deste ano e chegou a 97 pontos em uma escala de zero a 200. De setembro para outubro, o indicador havia subido 0,4 ponto.

A queda em novembro foi puxada pela piora na confiança dos empresários em relação ao presente e ao futuro. O Índice da Situação Atual recuou 2,5 pontos e chegou a 97. Já o Índice de Expectativas cedeu 4,5 pontos e atingiu 95,8.

O ICE consolida os índices de confiança empresariais medidos pela FGV em quatro áreas: indústria, construção, serviços e comércio.

Os quatro segmentos tiveram queda na confiança na passagem de outubro para setembro, com destaque para o comércio, que caiu 6,2 pontos e chegou a 88, o patamar mais baixo entre os setores analisados.

A indústria teve a segunda maior queda (-3,1 pontos), mas continuou com o maior patamar entre os quatro segmentos (102,1 pontos) e foi o único a ficar acima de 100. A confiança dos serviços recuou 2,3 pontos, para 96,8, enquanto a construção cedeu 0,8 ponto, para 95,3 pontos.

Edição: Kleber Sampaio

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Dólar fecha em alta após comentários do Banco Central americano

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O tom mais duro do Banco Central norte-americano na reunião de hoje (26) fez o dólar reverter a queda e fechar em leve alta. A bolsa de valores resistiu ao mercado internacional por mais um dia e encerrou no maior nível desde o fim de outubro.

O dólar comercial fechou a quarta-feira vendido a R$ 5,441, com alta de apenas 0,11%. A cotação alternou altas e baixas durante a manhã. À tarde, chegou a cair para R$ 5,40, mas voltou a subir após declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos), Jerome Powell.

Apesar da alta, a moeda norte-americana está na terceira menor cotação do mês. A divisa acumula queda de 2,42% em janeiro.

O mercado de ações teve um dia de otimismo. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 111.289 pontos, com alta de 0,98%. O indicador subia 2,2% por volta das 16h, mas desacelerou após o fim da reunião do Federal Reserve.

Como previsto, a autoridade monetária norte-americana não elevou os juros básicos na reunião de hoje. Após o fim da reunião, no entanto, Powell indicou que começará a aumentar os juros da maior economia do planeta em março e que poderá fazer reajustes em todas as reuniões deste ano.

Atualmente, os juros básicos nos Estados Unidos estão no menor nível da história, entre 0% e 0,25% ao ano, como medida de estímulo monetário durante a pandemia de covid-19.

Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil. No entanto, nos últimos dias, a pressão sobre o dólar e a bolsa diminuíram porque os investidores entendem que os efeitos do aperto monetário nos Estados Unidos estão precificados (incorporados aos preços dos ativos).

*Com informações da Reuters

Edição: Nádia Franco

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