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Como funciona a vacina da Johnson, aprovada para uso emergencial no Brasil

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Como funciona a vacina da Johnson, aprovada para uso emergencial no Brasil
Reprodução: BBC News Brasil

Como funciona a vacina da Johnson, aprovada para uso emergencial no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (31/3) o uso emergencial da vacina contra a covid-19 produzida pela empresa belga Janssen, controlada pela Johnson & Johnson.

O pedido de autorização para uso emergencial foi feito pela empresa ao órgão sanitário brasileiro em 24 de março.

De acordo com o Ministério da Saúde, já há 38 milhões de doses desta vacina contratadas — 16,9 milhões devem ser disponibilizadas entre julho e setembro, e outras 21,1 milhões entre outubro e dezembro de 2021.

A vacina já teve uso emergencial aprovado também nos Estados Unidos, Canadá e países da Europa. Também há doses encomendadas pelo programa Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS), que busca reunir e distribuir vacinas de forma mais igualitária pelo mundo.

Por suas características de armazenamento e aplicação, o imunizante é visto como uma arma importante na luta global contra o coronavírus . A empresa planeja fabricar neste ano 1 bilhão de doses da Janssen COVID19 Vaccine (Ad26.COV2-S), o nome oficial da vacina.

Dose única: ‘melhor opção em cenários de pandemia’

Diferente de outros imunizantes já usados pelo mundo, esta pode ser guardada em geladeira comum, dispensando armazenamento superfrio, e é aplicada em uma dose única de 0,5 ml.

“Uma vacina em dose única é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a melhor opção em cenários de pandemia”, afirmou disse Paul Stoffels, diretor científico da Johnson & Johnson.

Dados apresentados pela empresa mostram 66,9% de eficácia para casos leves e moderados, e 76,7% contra casos graves, após 14 dias da aplicação.

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A médica. Claire Cole, do sistema púlico de saúde do Reino Unido, foi voluntária no ensaio de Fase 3 da vacina da Janssen, empresa da Johnson & Johnson

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A médica. Claire Cole, do sistema púlico de saúde do Reino Unido, foi voluntária no ensaio de Fase 3 da vacina da Janssen, empresa da Johnson & Johnson

Nos testes, não houve mortes ou internações hospitalares entre voluntários, indicando que a vacina é segura.

O imunizante usa um vírus do resfriado comum, manipulado em laboratório para que seja inofensivo. Em seguida, ele carrega parte do código genético do coronavírus para o corpo, mas de maneira segura. Isso é suficiente para o corpo reconhecer a ameaça e, então, aprender a combater o coronavírus.

O processo é semelhante à abordagem usada na vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela empresa AstraZeneca.

Cinco vacinas aprovadas no Brasil

O uso emergencial é previsto de forma a acelerar a liberação de um tratamento contra a covid-19, desde que a instituição responsável apresente dados de ensaios clínicos (testes envolvendo humanos) e continue informando a agência sanitária sobre novas descobertas ou eventos adversos graves — que devem ser notificados em até 24 horas.

Com a decisão sobre o imunizante da Janssen, o Brasil acumula cinco vacinas aprovadas, segundo a Anvisa, incluindo também as da Pfizer-BioNTech; Oxford-AstraZeneca; CoronaVac e Covishield.

“Com a aprovação dessa vacina, o Brasil se coloca entre os países do mundo que contam com o maior número de protocolos vacinais aprovados. Isso demonstra o compromisso da agência em promover e proteger a saúde da população. Essa proteção e promoção significa avaliar com os critérios necessários, e considerando a excepcionalidade que o momento exige, os processos que são submetidos à Anvisa”, afirmou em um comunicado à imprensa Romison Rodrigues, um dos diretores da agência.


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Fonte: IG SAÚDE

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Pela 1ª vez, vacina contra o câncer é aplicada e testada em humanos; confira

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Pela primeira vez, vacina contra câncer é aplicada em humano
Gabriela Bulhões

Pela primeira vez, vacina contra câncer é aplicada em humano

Além de ser responsável por desenvolver uma das principais vacinas contra a pandemia desdobrada pelo vírus da Covid-19, a empresa de biotecnologia alemã BioNTech também está investindo na pesquisa contra o câncer. Nesta semana, o laboratório começou a testar uma vacina experimental, a  BNT111, contra um tipo de câncer de pele em estudos clínicos de Fase 2.

Segundo os dados pré-clínicos e clínicos anteriores, a vacina da BioNTech é segura o suficiente para que a pesquisa continue. O objetivo é avaliar o quão bem a fórmula funciona contra o câncer, junto com um medicamento, o Libtayo (cemiplimabe), da Regeneron e da Sanofi.

O ensaio da vacina já foi revisado e aprovado pelas autoridades regulatórias dos países da União Europeia (UE), como Espanha, Alemanha, Itália e Polônia. Ademais, Reino Unido, Estados Unidos e Austrália também autorizaram os testes.

O primeiro paciente a receber a vacina mora na UE e da mesma forma que na vacina Covid-19, a vacina experimental contra o câncer adota a tecnologia de mRNA (RNA mensageiro) para ensinar o sistema imunológico do paciente a combater o câncer.

Porém, há diferenças significativas entre testar uma vacina contra o câncer e contra um vírus, como o coronavírus. Isso porque os pesquisadores não podem testar a vacina em pacientes saudáveis ​​e depois esperar até que alguns deles desenvolvam câncer.

Portanto, a vacina contra o câncer não age de forma preventiva e sim deve demonstrar benefícios do uso em pacientes com a doença já existente. No caso desta pesquisa, podem ser voluntários pessoas com melanoma (tipo de câncer de pele) em estágio III ou IV.

Para auxiliar no tratamento do câncer em estágio avançado, a fórmula da BioNTech tem como foco uma combinação fixa de antígenos associados a tumores que foram codificados por mRNA.

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“A BNT111 é uma candidata a vacina intravenosa contra o câncer que codifica um conjunto fixo de quatro antígenos específicos do câncer otimizado para imunogenicidade e entregue como formulação de RNA-lipoplexo”, explicou a farmacêutica alemã, em comunicado.

De acordo com a empresa, mais de 90% dos melanomas em pacientes expressam pelo menos um dos quatro antígenos associados a tumores codificados na vacina experimental.

“Nossa visão é aproveitar o poder do sistema imunológico contra o câncer e doenças infecciosas”, disse a cofundadora da BioNTech, Özlem Türeci, em nota e complementou que foram capazes de “demonstrar o potencial das vacinas de mRNA no tratamento da Covid-19.”

Fonte: IG SAÚDE

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