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Comissão francesa chega em oito aviões e congestiona aeroporto municipal

Ao menos oito aviões pousaram no município na manhã desta quarta-feira (31) chamando a atenção dos moradores

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Da Assessoria

Voo entre Cuiabá e Campo Verde dura cerca de 30 minutos

Voo entre Cuiabá e Campo Verde dura cerca de 30 minutos

A intensa movimentação de aeronaves chamou a atenção dos moradores de Campo Verde (139 km de Cuiabá) na manhã desta quarta-feira (31). Ao menos oito aviões pousaram no Aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, distante dois quilômetros do centro da cidade. 

 

Trata-se uma comitiva com mais de 30 presidentes de cooperativas francesas com interesses em estreitar relações comerciais com agricultores brasileiros. Os empresários fazem parte da companhia francesa InVivo, uma “joint-venture” que congrega 220 cooperativas de produtores rurais da França e movimenta cerca de 90 bilhões de euros ao ano.

 

O encontro ocorre depois de a companhia francesa realizar importantes investimentos no país, nas áreas de nutrição animal, produção de sementes de soja e produtos fitossanitários.

Homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2015, esta é a primeira vez que o aeroporto do município recebe tantas aeronaves ao mesmo tempo. Um voo de Cuiabá para Campo Verde leva cerca de 30 minutos e custa em média R$ 2,5 mil em aviões dos modelos Seneca ou Caravan.

 

Um dos pilotos da comitiva, que preferiu não se identificar, comparou a visita dos franceses a grandes eventos tradicionais que ocorrem em Mato Grosso, como o Mega Leilão realizado pelo pecuarista Maurício Tonhá, em Água Boa (736 km de Cuiabá).

 

   

Roteiro

Os produtores franceses almoçaram no Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). À tarde, passaram por cooperativas e lavouras. À noite, participam de jantar na Cooperfibra – Cooperativa dos Cotonicultores de Campo Verde, uma das maiores de Mato Grosso, que destina ao ano 1,4 milhão de toneladas de algodão, milho e soja ao mercado interno e externo. 

A convite do Consórcio Cooperativo Agropecuário Brasileiro (CCAB), que reúne 16 cooperativas representando 60 mil produtores brasileiros, também participam das visitas o presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Alexandre Schenkel, o diretor-executivo Décio Tocantins, o diretor-executivo do IMAmt, Álvaro Salles, e o produtor Milton Garbugio. 

Nesta quinta-feira (1º) os produtores retornam para Cuiabá e se dividem em quatro jatos com destino ao Rio de Janeiro, antes de regressar à França.

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Comunidade rurais próximas a Campo Verde estão isoladas e pedem socorro

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A reunião aconteceu em frente à Escola Agrícola, prefeito de Campo Verde e o deputado Allan Kardec, participaram

Pelo menos 8 comunidades da região da Serra de São Vicente (90 km da capital), fizeram uma manifestação ontem (22.06) para pedir socorro. Segundo as lideranças comunitárias, eles estão isolados, sem assistência e sem apoio técnico para desenvolverem suas atividades.

O problema, de acordo com o presidente da Associação Córrego do Ouro, Nadir Moreira, é a situação geográfica dos assentamentos, onde moram 2 mil famílias, nunca foi esclarecida. “Ninguém aqui sabe a qual município nós, de fato pertencemos”.

Moreira diz que o problema vem se arrastando há 3 décadas e chegou agora a um estado insustentável, pois essa indefinição não permite a regularização das terras e por consequência trava o sistema de crédito e dificulta o processo de produção, colocando todas as famílias em dificuldades. eles reivindicam que a região seja anexada ao município de Campo Verde.

“Além de estar mais próximo da gente Campo Verde é quem nos atende com assistência à saúde e na manutenção das estradas, além disso, Campo Verde é um município produtor agrícola e possui políticas de apoio ao setor rural”. O representante dos assentados disse que as comunidades estão reivindicando que a Assembleia Legislativa interfira e vote um projeto lei que permita que o território dos assentamentos rurais seja anexado ao município.

O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes, que participou da manifestação, se mostrou solidário à anexação da região. “São comunidades que têm uma ligação muito forte com a gente e esse remanejamento já tem projetos em andamento junto ao estado, que contempla a região dos assentamentos”, informou.

ENTENDA O CASO

O Assentamento Mata Mata que compõe o grupo dos oito, já foi considerado a “menina dos olhos” do Governo durante a gestão Dante de Oliveira (1987/1990). Naquele período o Governo levou a energia e água tratada, construiu pontes de concreto e forneceu sistema de irrigação. Como resultado desses investimentos só o Mata Mata foi responsável por 15% dos produtos de hortigranjeiros que abasteciam Cuiabá e Várzea Grande.

De lá para cá a região foi perdendo essa assistência por parte da Capital e para complicar ainda mais, a Lei Federal 10.500/2017 definiu um novo reordenamento territorial para os municípios brasileiros e determinou que os assentamentos Mata Mata, Santo Antônio da Fartura, Bigorna, Córrego do Ouro, Serrana, Bom Jardim e São Vicente, alguns deles pertencentes a Santo Antônio de Leverger e Chapada dos Guimarães, fossem todos anexados ao território do município de Campo Verde.

Ocorre que, apesar da Lei ter definido o novo layout a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG) antiga SEPLAN, em seus registros considera aquele território como sendo uma área branca isolada pertencente a Cuiabá. Santo Antônio e Chapada alegando prejuízo iniciaram uma serie de interpelação jurídicas, fato que, por força de uma decisão liminar Campo Verde está hoje impedido de assumir de vez e realizar qualquer tipo de investimento na área dos assentamentos.

 

 

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