POLÍTICA NACIONAL

Comissão debate o chamado assédio sexual de segunda ordem

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MST
Direitos Humanos e minorias - mulheres - 8 de março - protesto pelos direitos das mulheres - A ação foi construída em conjunto com as mulheres da Frente Brasil Popular - violência contra a mulher
Mulheres em manifestação pelo 8 de Março

A Comissão dos Direitos da Mulher realiza, junto com a Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, audiência púbica nesta sexta-feira (11) para discutir sobre o chamado assédio sexual de segunda ordem. O termo é objeto de estudo do professor Jose Ramón Flecha García, convidado para o debate.

Em artigo, publicado na revista Violence Against Women, ele analisa em profundidade o assédio sexual de segunda ordem, caracterizado como o assédio sofrido por pessoas que se posicionam favoravelmente às vítimas de primeira ordem e as apoiam publicamente. “Esta violência de segunda ordem pode ser física ou psicológica e tem como objetivo desativar as redes de apoio às vítimas de primeira ordem, transmitindo ao resto da comunidade a mensagem de que quem se atreve a quebrar o silêncio sobre o abuso sexual, apoiando meninas e mulheres vítimas, receberá uma punição pública”, diz trecho do documento.

Conforme a publicação, os agressores e seus aliados impõem pela violência uma lei do silêncio que agrava as negativas consequências da violência sexual na saúde mental e física.

Jose Ramón Flecha Garcia é professor catedrático em sociologia da Faculdade de Ciências Econômicas e Sociais da Universidade de Barcelona, na Espanha. A pesquisa de sua autoria fundamentou a proposta legislativa que tipifica o crime de Assédio Sexual de Segunda Ordem, aprovada por unanimidade pelo Parlamento da Catalunha.

Além dele, também foram convidadas para o debate:
– a advogada Carmen Hein Campos, conselheira da organização Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos – Consórcio Lei Maria da Penha;

– a ex-procuradora Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal Deborah Duprat; e
– a professora Ela Wiecko, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher (Nepem/UnB).

A realização do debate foi solicitada pela deputada Erika Kokay (PT-DF). “Acreditamos que o Poder Legislativo pode e deve contribuir com o aperfeiçoamento da legislação pátria no campo da defesa e promoção dos direitos das mulheres”, disse a deputada.

O evento será realizado no plenário 14, às 10 horas, e terá transmissão interativa pelo e-Democracia.

Da Redação – AC

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POLÍTICA NACIONAL

CPI da Covid: Renan Calheiros se recusa a questionar depoentes e deixa Comissão

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Relator da CPI da Covid-19 senador Renan Calheiros (MDB-AL)
O Antagonista

Relator da CPI da Covid-19 senador Renan Calheiros (MDB-AL)


O relator da Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da Covid-19 , Renan Calheiros (MDB-AL), abandonou a sessão da Comissão desta sexta-feira (18). A CPI ouve os médicos Ricardo Zimerman e Francisco Cardoso, apoiadores da cloroquina.

Após pronunciamento dos médicos convidados, quando habitualmente o senador Renan Calheiros inicia os seus questionamentos, Renan recusou-se a realizar perguntas aos médicos, que assinaram uma nota técnica do Ministério Público Federal (MPF) de Goiás com recomendações para o uso da cloroquina para os pacientes da região.

Em suas palavras, o senador Renan declarou que as atitudes do presidente Jair Bolsonaro são irresponsáveis, abriu mão dos seus questionamentos e deixou a CPI.

“Nós tivemos, ontem, a continuidade criminosa da defesa da imunização de rebanho, do desdém com a eficácia da vacina, e o exemplo do próprio presidente de que ele era a imunização natural, porque havia contraído o virús. Essa irresponsabilidade não pode continuar, isso é a reiteração do crime”, disse Renan Calheiros.


“Os Brasileiros estão morrendo, sabemos que ele tem pulsão por morte, mas ele precisa respeitar a memória de todos. Essa CPI se instalou para investigar esses fatos que não estavam sendo investigados. O presidente da república continua fazer o que sempre fez, utilizando as mídias sociais para induzir os brasileiros à morte, com mentiras, com falsidades. Eu, sinceramente, em funçaõ desse escárinio desse descaso, eu me recuso a fazer hoje, mesmo como relator dessa CPI qualquer pergunta aos depoentes”, completou o senador.

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