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Começa o “fevereiro roxo” de conscientização e prevenção ao Alzheimer, lúpus e fibromialgia

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

O mês de fevereiro começa com uma importante campanha que visa a conscientização e a prevenção de três doenças incapacitantes, crônicas e incuráveis: o Alzheimer, o lúpus e a fibromialgia. Estas doenças, identificadas ainda na fase inicial, podem ter seus sintomas controlados ou retardados, oferecendo melhor qualidade de vida aos pacientes.

As 3 doenças não têm uma causa específica comprovada, mas parecem ter a ver com o modo de vida dos pacientes. No caso do Alzheimer, estudos mostram que a predisposição genética pode ser uma das causas; já sobre a fibromialgia, sabe-se que os níveis de serotonina são mais baixos nos portadores e que desequilíbrios hormonais, tensão e estresse podem estar envolvidos em seu aparecimento; e o Lúpus, a Sociedade Brasileira de Reumatologia diz que fatores genéticos, hormonais e ambientais contribuem para seu desenvolvimento.

Conheça cada uma das doenças

Lúpus – Esta é uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos como: pele, articulações, rins e cérebro. Em casos mais graves, se não tratada adequadamente, pode matar. O Lúpus pode ser manifestar de quatro formas diferentes, que têm causas distintas:

Lúpus Discoide: fica limitado à pele da pessoa. Pode ser identificado com o surgimento de lesões avermelhadas com tamanhos, formatos e colorações específicas na pele, especialmente no rosto, na nuca e/ou no coro cabeludo.

Lúpus Sistêmico: esse tipo é o mais comum e pode ser leve ou grave, conforme cada situação. Nessa forma da doença, a inflamação acontece em todo o organismo da pessoa, o que compromete vários órgãos ou sistemas, além da pele, como rins, coração, pulmões, sangue e articulações. Algumas pessoas que têm o lúpus discoide podem, eventualmente, evoluir para o lúpus sistêmico.

Lúpus induzido por drogas: essa forma também é comum e acontece porque substância de algumas drogas e/ou medicamentos podem provocar inflamação com sintomas parecidos com o lúpus sistêmico. No entanto, a doença, nesse caso, tende a desaparecer assim que o uso da substância terminar.

Lúpus neonatal: esse tipo é bastante raro e afeta filhos recém-nascidos de mulheres que têm lúpus. Normalmente, ao nascer, a criança pode ter erupções na pele, problemas no fígado ou baixa contagem de células sanguíneas, mas esses sintomas tendem a desaparecer naturalmente após alguns meses.

Seus sintomas podem surgir de repente ou se desenvolver lentamente. Eles também podem ser moderados ou graves, temporários ou permanentes. A maioria dos pacientes com lúpus apresenta sintomas moderados, que surgem esporadicamente, em crises, nas quais os sintomas se agravam por um tempo e depois desaparecem. Os sinais mais comuns são: fadiga; febre; dor nas articulações; rigidez muscular e inchaços; rash cutâneo – vermelhidão na face em forma de “borboleta” sobre as bochechas e a ponta do nariz ou generalizado e pode piorar com a luz do sol.

O diagnóstico para Lúpus não é tão simples, porque os sintomas podem variar muito de pessoa para pessoa e mudam com o passar do tempo, o que em muitas vezes confunde com os sinais de outras doenças. Por isso, ainda não há nenhum exame ou teste específico para diagnosticar o lúpus, mas isso pode ser feito com segurança a partir de exames de sangue, urina e dos sintomas clínicos apresentados ao médico durante exame físico. Ainda não existem formas conhecidas de se prevenir o Lúpus, tendo em vista que as causas da doença ainda não são totalmente conhecidas e também não há vacinas.

Alzheimer – a Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, além do comprometimento progressivo das atividades de vida diária. O primeiro sintoma, e o mais característico, é a perda de memória recente. Com a progressão da doença, vão aparecendo sintomas mais graves como, a perda de memória remota (ou seja, dos fatos mais antigos), bem como irritabilidade, falhas na linguagem, prejuízo na capacidade de se orientar no espaço e no tempo.

Embora ainda não possua uma forma de prevenção específica, recomenda-se manter a cabeça ativa e uma boa vida social, regada a bons hábitos e estilos. Isto, pode retardar ou até mesmo inibir a manifestação da doença.

O Alzheimer pode ser tratado o uso de medicamentos capazes de minimizar os problema causados pela doença e reduzir a progressão do comprometimento cognitivo, do comportamento e da realização das atividades da vida diária. O Alzheimer é a forma mais comum de demências e é mais comum a partir dos 65 anos, sendo responsável por mais da metade dos casos de demências no país.

Mas, apesar da idade ser o principal fator de risco pessoas com Alzheimer familiar (que ocorre quando vários parentes possuem a demência) costumam apresentar sinais da doença bem antes, e um estudo realizado pela Universidade do Arizona (EUA) descobriu que a partir dos 25 anos já podem demonstrar déficit de memória.

Fibromialgia – Para a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a Fibromialgia (FM) é uma condição que se caracteriza por dor muscular generalizada, crônica (dura mais que três meses), mas que não apresenta evidência de inflamação nos locais de dor. Ela é acompanhada de sintomas típicos, como sono não reparador (sono que não restaura a pessoa) e cansaço. Pode haver também distúrbios do humor como ansiedade e depressão, e muitos pacientes queixam-se de alterações da concentração e de memória.

O diagnóstico de FM é eminentemente clínico, com a história, exame físico e exames laboratoriais auxiliando a afastar outras condições que podem causar sintomas semelhantes. Não há alteração dos exames que indicam inflamação, como a velocidade de hemos-sedimentação (VHS) e a proteína C reativa. Exames de imagem devem ser interpretados com muito cuidado, pois nem sempre os achados da radiologia são a causa da dor do paciente. A FM pode aparecer em pacientes que apresentam outras doenças reumáticas, como artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico, e muitas vezes dificulta uma completa melhora destes pacientes.

Para tratar a FM recomenda-se fazer o exercício aeróbico – aquele que mexe o corpo todo e acelera os batimentos cardíacos. Além disso, é importante entender sobre a doença  e alguns casos terapia psicológica pode ser útil, principalmente para aprender a lidar com a dor crônica no dia a dia. As medicações também são úteis para diminuir a dor, melhorar o sono e a disposição do paciente com fibromialgia, para permitir a prática de exercícios físicos.

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Conheça aqui as principais doenças cardíacas que afetam crianças

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Ao contrário do se que pensa, as doenças do coração não aparecem só em em adultos e idosos. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos de 0,8% (nos países desenvolvidos) e 1,2% (cá em baixo nos países pobres) das crianças têm algum problema no coração.

 

HÁ UM  ANO AQUI

 

Pode parecer ser uma porcentagem pequena, mas quando você aplica esse percentual a uma população estimada em 210, 215 milhões de pessoas, temos, em números absolutos mais de 23 mil crianças (veja matéria de um ano atrás) que nascem com alguma doença cardíaca no Brasil anualmente.

Conheça algumas das doenças cardíacas infantis mais frequentes:

Comunicação Interventricular (CIV) – É um defeito na parte inferior do coração, onde se forma uma abertura na parede entre os ventrículos, câmaras que bombeiam o sangue. Quando a abertura é grande, o coração fica sobrecarregado. Em casos mais graves, a criança pode desenvolver sopro cardíaco, e o recém-nascido pode sofrer de falta de ar e interromper frequentemente as mamadas.

A partir dos sintomas, são realizados exames de radiografia de tórax, ecocardiograma e cateterismo para avaliar a necessidade de tratamento cirúrgico. Há situações em que a abertura é pequena e a cirurgia, desnecessária.

Sintomas

• Cansaço rapidamente
• Respiração acelerada
• Falta de ar (dispneia)
• Dificuldade para se alimentar

Coarctação de Aorta – O nome pode parecer complicado, mas o problema é de fácil entendimento: a coarctação é um estreitamento da aorta que dificulta o transporte do sangue para o organismo. O fluxo de sangue diminuído pode acarretar insuficiência cardíaca nos primeiros meses de vida. O médico diagnostica a coarctação de aorta avaliando alterações do pulso e diferença de pressão arterial nos membros inferiores e superiores. Geralmente, são requisitados os exames de angiotomografia, angioressonância e ecocardiograma.

Sintomas

• Dor de cabeça
• Dor torácica
• Fadiga
• Dores e fraqueza nas pernas (claudicação)

Tetralogia de Fallot – São quatro defeitos no coração que, em conjunto, impedem a oxigenação do sangue distribuído para o corpo: comunicação interventricular, desvio da aorta, obstrução do ventrículo direito e hipertrofia ventricular. A criança pode ter desmaios e apresentar os lábios e pontas dos dedos roxos ou azulados. Exames físicos, de eletrocardiograma, cateterismo cardíaco e radiografia torácica identificam se é necessário intervenção cirúrgica. Caso seja, coloca-se um tubo entre a artéria aorta e a artéria pulmonar para melhorar a oxigenação e transportar o sangue ao pulmão.

Sintomas

• Pele azulada no bebê (cianose)
• Dificuldade para respirar
• Cansaço

 

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