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Coelho ficou 40 dias à frente da Petrobras. Foi o período mais curto?

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José Mauro Coelho
Agência Brasil

José Mauro Coelho

José Mauro Coelho ficou apenas 40 dias à frente da Petrobras, o que levou alguns especialistas do setor de petróleo e gás a afirmarem que foi a gestão mais curta no comando da estatal. Porém, na história da companhia, outros dois presidentes se destacaram pela brevidade em que estiveram no cargo.

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Exceto o interino José Coutinho Barbosa, que assumiu a presidência da empresa em 1999 e durou apenas 16 dias, o presidente com passagem mais rápida pela estatal até a saída de José Mauro Ferreira Coelho foi Osvino Ferreira Alves, que ficou à frente da empresa por 66 dias. O marechal assumiu o cargo no dia 28 de janeiro de 1964 durante o governo João Goulart e saiu no dia 3 de abril, pouco depois do golpe militar.

No governo Bolsonaro, a presidência da Petrobras tem sido marcada pela rotatividade de dirigentes. Caio Paes de Andrade será o quarto no comando da estatal em quase quatro anos de mandato.

Na gestão Bolsonaro, o primeiro presidente foi Roberto Castello Branco, que deixou o cargo em fevereiro de 2021. Em seu lugar, entrou o general da reserva Silva e Luna, seguido por José Mauro Coelho. Agora assume Caio Paes de Andrade.

O pano de fundo de todas essas trocas é a política de preços dos combustíveis da Petrobras, que pode tirar votos do presidente em sua tentativa de reeleição.

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Pedro Guimarães: Caixa admite ter recebido denúncias de assédio sexual

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Pedro Guimarães deixou o comando da Caixa nesta quarta-feira (29)
Isac Nóbrega/Presidência

Pedro Guimarães deixou o comando da Caixa nesta quarta-feira (29)

Horas depois de Pedro Guimarães deixar o comando da Caixa Econômica Federal , o banco admitiu pela primeira vez que recebeu “relato” de assédio sexual dentro da instituição pelo canal de denúncias. Segundo a nota divulgada na noite desta quarta-feira, há uma investigação sigilosa em andamento na Corregedoria.

No início da noite, o governo federal confirmou a demissão de Pedro Guimarães por acusações de assédio sexual por funcionárias do banco estatal. Ao mesmo tempo, confirmou o nome de Daniella Marques, atual secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, como substituta de Guimarães. A troca foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

A Caixa destacou que a investigação interna está em andamento desde maio de 2022 e que entrou em contato com “o/a denunciante”. Disse ainda que realizou diligências internas. Ainda nesta quarta-feira, o Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal notificou a Caixa para que entregue a relação de denúncias feitas contra o ex-presidente da estatal.

Como mostrou a colunista do GLOBO, Bela Megale, Pedro Guimarães se encontrou com o Bolsonaro durante a tarde. Na reunião, ele oficializou o pedido de demissão da presidência da Caixa Econômica Federal.


Em carta entregue ao presidente e dirigida aos brasileiros e aos colaboradores do banco, Guimarães afirma que não teve tempo para se defender é que é alvo de uma “situação cruel, injusta, desigual e que será corrigida na hora certa com a força da verdade”. No Diário Oficial, a exoneração consta como “a pedido”.

Os relatos contra Guimarães caíram como uma bomba no núcleo político da campanha de reeleição de Bolsonaro. Uma reportagem sobre o tema, acompanhada por vídeos com depoimentos de cinco vítimas de Guimarães, foi publicada na terça-feira pelo site “Metrópoles”.

As funcionárias, cujas identidades foram preservadas, relataram comportamentos inapropriados, como convites, frases constrangedoras e toques em partes do corpo delas.

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Fonte: IG ECONOMIA

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