POLÍTICA NACIONAL

COB e ministro da Saúde detalham a vacinação da delegação olímpica

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Paulo Wanderley Teixeira, detalharam, em audiência da Comissão do Esporte da Câmara nesta terça-feira (11), o esquema de vacinação contra a Covid-19 da delegação brasileira que participará dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos a partir de julho, em Tóquio. A vacinação começa nesta semana e deve beneficiar 1.814 pessoas credenciadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), envolvendo atletas, técnicos, dirigentes e outros profissionais de apoio.

Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre serão os pontos de vacinação, segundo logística definida pelo Ministério da Defesa. A imunização das delegações olímpica e paralímpica foi viabilizada por meio de doações dos laboratórios Pfizer e Sinovac, que produz a Coronavac. No entanto, o ministro da Saúde explicou que para os atletas brasileiros foram reservadas 4.050 doses apenas da Pfizer.

“Por uma questão estratégica, vamos usar a Pfizer por ser uma vacina que já está aprovada em todos os países e não vai haver qualquer tipo de óbice para os nossos atletas. Além disso, essa vacina tem um prazo curto entre a primeira e a segunda doses”, explicou.

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Debater fomento ao esporte como política de saúde preventiva e protocolos para a delegação brasileira nos jogos olímpicos. Secretário Nacional de Esportes de Alto Rendimento - Representante do Secretário Especial do Esporte, Bruno Souza
Bruno Souza: vacinação não traz prejuízo à vacinação da população

Ex-atleta olímpico do handball, o secretário nacional do Esporte, Bruno Souza, destacou a participação do Ministério da Cidadania na proteção vacinal da delegação brasileira em Tóquio. Souza fez questão de destacar que a vacinação dos atletas não traz prejuízo ao processo de imunização da população em geral.

“É muito importante ressaltar que não estaremos furando fila de ninguém do Plano Nacional de Imunização. Muito pelo contrário: cada atleta vacinado acaba doando duas vacinas a mais para a população brasileira, o que nos deixa muito felizes de ajudar essa grande campanha de vacinação nacional”.

Missão Tóquio
O presidente do COB, Paulo Teixeira, afirmou que a chamada “missão Tóquio” será a mais difícil da história por causa da pandemia de Covid-19 e das dificuldades operacionais. Os jogos olímpicos envolvem mais de 11 mil atletas de 206 países. O protocolo prevê restrição de aglomerações e interações, proibição de visitas na Vila Olímpica e várias testagens obrigatórias de Covid-19. A delegação brasileira será reforçada por duas infectologias no departamento médico e haverá garantia de espaços para alimentação e treinamentos privativos para os atletas.

Vale lembrar que o técnico da seleção masculina de vôlei, Renan Dal Zotto, está internado desde 16 de abril em um hospital do Rio de Janeiro para tratar de complicações provocadas pela doença. Medalhista de prata na Olimpíada de Los Angeles, em 1982, Renan chegou a ser intubado nessa atual fase mais crítica da doença. O diretor técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Alberto Martins da Costa, disse que a entidade preparou uma logística especial para os paratletas que vão a Tóquio.

“Devemos reunir a nossa delegação no centro de treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro pelo menos cinco dias antes da viagem. Mas, mais do que os testes, a grande preocupação nossa é com a conscientização dos cuidados que se há de ter para evitar o contágio”, explicou.

Presidente da comissão de atletas do COB e medalhista de ouro no pentatlo na Olimpíada de Londres, Yane Marques elogiou a vacinação e as medidas preventivas. A logística também recebeu elogios do presidente da Comissão Nacional de Atletas, Mosiah Rodrigues, ex-ginasta olímpico.

Políticas públicas 
O presidente da Comissão do Esporte, deputado Felipe Carreras (PSB-PE), aproveitou a audiência para cobrar do governo federal políticas públicas efetivas em prol da atividade física, sobretudo em tempos de pandemia, e ressaltou a necessidade de incluir os profissionais da educação física entre os grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19.

“A OMS recomenda 300 minutos de atividade física semanal, o que reduz o risco de mortalidade por doença cardiovascular, hipertensão e diabetes. Estudo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a FAPESP, mostrou que o número de internações por Covid é 34% menor entre as pessoas que praticam atividade física”.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que as prioridades foram definidas por representantes dos governos federal, estaduais e municipais no âmbito do Plano Nacional de Imunização. Cardiologista, o ministro reconheceu a relevância do esporte para o “bem-estar físico, psíquico e social” e disse ter recomendado incentivo à atividade física nas ações da Secretaria de Atenção Primária à Saúde devido aos efeitos positivos no controle da obesidade, na prevenção de várias doenças e na redução dos custos com tratamento e internações hospitalares.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Ana Chalub

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POLÍTICA NACIONAL

Lira nega que haja “jabutis” na MP da Eletrobras

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Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas. Presidente da Câmara, Arthur Lira PP - AL
Deputados analisam emendas do Senado à proposta

Os debates da Medida Provisória 1031/21, que permite a desestatização da Eletrobras, ressaltaram a divergência entre governo e oposição sobre o tema. O texto, que autoriza a União a abrir mão do controle acionário da empresa com a venda de novas ações no mercado, foi alvo de obstrução por parte do Psol, PT e PSB.

O Novo também obstruiu a proposta, não por ser contrário à mudança na empresa, mas contra os temas incluídos por deputados e senadores durante a tramitação no Congresso: contratação de termelétricas, prorrogação de incentivos fiscais e outros temas.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), rebateu as acusações de que a proposta tenha “jabutis” em seu teor, termo utilizado para caracterizar emendas com matéria estranha ao texto original. Ele afirmou que as mudanças incluídas por deputados e senadores têm pertinência temática, já que tratam de setor energético.

“Se a medida provisória falar de energia, e nos dissermos que matéria pertinente com a energia é jabuti, depreciaremos o trabalho de deputados e deputadas que têm total respaldo para fazer quaisquer emendas que pensem ser meritórias, e o Plenário decide por sua maioria”, afirmou.

Oposição x governo
O líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que a medida vai trazer mais investimentos. Ele afirmou ainda que as termelétricas vão ajudar no combate à crise hídrica deste momento. “Vamos avançar de forma muito estruturada nas linhas de transmissão, especialmente para a Região Norte, que vai receber, através dos recursos da privatização, o acesso à energia elétrica”, disse.

O líder do PSDB, deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG), afirmou que a proposta foi negociada com várias correntes da Casa. “Nós temos diversas regiões beneficiadas. Nós temos ganho ambiental e ganho para a população e, principalmente, a garantia do suprimento energético. Temos também a desestatização de uma empresa que se mostra sem competitividade”, defendeu.

Setor estratégico
Para a oposição, no entanto, o governo abre mão de um setor estratégico. A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) afirmou que a desestatização da Eletrobras vai significar perda de soberania pelo governo federal, além de aumento da conta de luz. “Todo capital privado que estaria na mão de uma empresa pública para fazer grandes investimentos, como foi feito, por exemplo, no Programa Luz para Todos, deixará de ir para o cofre do Estado brasileiro e passa a ir para as empresas privadas”, criticou.

O deputado Birá do Pindaré (PSB-MA) também criticou a medida. “Até mesmo Estados Unidos, que é o centro do capitalismo, continuam controlando o setor elétrico, mas aqui o liberalismo praticado no Brasil é um liberalismo chinfrim. É algo que não serve para nada, só serve para enricar uma meia dúzia de famílias que controlam a economia neste País”, condenou.

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A MP 1031/21 é o único item na pauta da sessão

Mais informações a seguir

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Geórgia Moraes

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