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Coalizão dos absurdos

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Aos poucos a política vai avançando no mar de lama e se deixando afundar. Os últimos fatos como a prisão do senador Delcídio do Amaral – PT-MS, de banqueiro e outras ameaças que estão ficando cada dia mais possíveis entre prisões e denúncias, mostram o fim de um ciclo da política no país. Tudo começa num ponto e vai se arrastando ladeira abaixo até o mar de corrupção e de ineficiência a que chegou o Estado brasileiro. O ponto de partida é o chamado “Presidencialismo de Coalizão”, assim definido depois da Constituição de 1988.


E certo modo ele define a estrutura e o mecanismo de funcionamento do regime político-institucional brasileiro. A consequência prática é que elegemos políticos que efetivamente não governam. O cidadão brasileiro ouve, mas não compreende, todo dia alguém falar em presidencialismo de coalizão como o responsável pelo atual ambiente de corrupção e de ineficiência do Estado brasileiro. Tudo começa na Constituição brasileira de 1988. Ela foi elaborada entre os anos de 1987 e 1988. Nasceu com vigorosa tendência ao parlamentarismo, que dá ao Congresso Nacional grande protagonismo na governança do país.

No último momento da elaboração da Constituição um grupo de direita chamado de “Centrão” conseguiu introduzir mudanças no texto final dando-lhe a cara presidencialista, mas não lhe tirou a feição parlamentarista. Para governar, os presidentes eleitos posteriormente a 1988, tiveram que fazer longas e complexas negociações com os 27 partidos políticos de então. A cada eleição seguinte mais complexas foram as negociações e maiores as concessões que o Poder Executivo precisou fazer aos partidos políticos. Primeiro eram cargos em ministérios, empresas estatais e autarquias federais. Depois, já no primeiro governo Lula, adotou-se o sistema de entregar ministérios, por exemplo, de “porteira fechada” aos partidos da chamada base aliada. Todos os cargos comissionados passaram a ser ocupados pelos partidos cooptados. Mas não bastou. Criaram-se cada vez mais cargos para atender à demanda dos negócios em que se transformou o presidencialismo de coalizão. Daí, elegemos políticos que efetivamente não governam.

De posse de orçamentos milionários em ministérios como os da Saúde, Educação, por exemplo, toda a política desses setores passou a ser conduzida de olho não no seu objetivo cidadão, mas na próxima eleição. Grandes bancos como o do Brasil, Caixa Econômica, BNDES, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste, caíram nas mãos dos partidos e depois nos políticos dos partidos. Transformaram-se em cartórios eleitorais para eleger políticos e desviar recursos públicos. O estágio atual está perto de completar 30 anos da destruição do espírito da governança pública e da política como atividade cidadã.

 

 

 

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A hora da colheita

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Francisney Liberato

Francisney Liberato

Aquele que espera pelo que plantou nunca se decepcionará. Ainda que demore, o tempo certo para que todas as coisas se cumpram, não se atrasa.

 

Qual seria o momento ideal para uma colheita? Se você é um agricultor e planta o milho, quanto tempo é necessário para colhê-lo? O momento certo da colheita traz outros fatores indispensáveis para o sucesso do plantio.

 

Segundo especialistas do ramo, antes de começarmos a pensar na colheita, é relevante que se planeje o plantio. Você precisa analisar o solo adequado para se plantar o milho, avaliar se o solo precisa de correções para que a plantação seja bem-sucedida.

 

É importante deixar o espaçamento adequado para o plantio. A depender do tipo do milho, alguns podem necessitar de mais espaços, já outros tipos, não; saber escolher bem as sementes; cuidar para que as pragas não invadam e destruam a sua plantação; suprir com irrigação necessária; colocar a temperatura apropriada. O milho precisa de muita iluminação da luz solar. Guardadas as variações das espécies dos milhos, a colheita pode acontecer em cerca de três meses ou levar até dez meses.

 

Então, qual é o tempo necessário para colheita do milho? Conforme acima dito entre três e doze meses. De todo modo, o milho precisa de tempo, entre a sua preparação até chegar o momento da colheita.

 

Já temos debatidos em outros textos sobre o plantio e sempre dei ênfase, na lição de quem planta, colhe; quem não planta, não colhe. Quem planta banana, colherá banana. Quem planta melancia, colherá melancia. Não tem como ser diferente disso, é a lógica do plantio e da colheita.

 

Além dos fatores já mencionados, é importante frisarmos de que todo plantio depende de tempo para a sua maturidade.

Na nossa vida comportamental, muitos não plantam nada, e pretendem colher; outros plantam errado e desejam colher o certo. Além do mais, é necessário tempo para que o fruto esteja maduro. Ninguém em sã consciência planta a semente hoje e espera que o fruto nasça amanhã

Qual é o momento da colheita? Depende, pois assim como o milho, que existem de vários tipos e espécies, e cada qual com o seu tempo de maturidade, nós, como seres humanos não somos diferentes disso, pois, cada indivíduo tem a sua particularidade e o seu tempo para se tornar maduro. Contudo, infelizmente, alguns nunca conseguirão obter a maturidade e gozar da colheita correta.

 

Levando em consideração a criatura ímpar que é o ser humano, a variação de cada um, o solo em que ele está vivendo, o ambiente, os cuidados que têm com a sua plantação, o zelo para que a plantação dê resultados satisfatórios, é difícil o dizer o tempo exato da colheita.

 

O momento da colheita não sabemos quando será. Porém, de um cenário eu tenho certeza, quem planta, colhe, pode ser que a colheita demore um pouco, além do seu esperado, porém, no momento exato, você colherá os frutos desejados.

 

*Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

 

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