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Cidades suspendem aplicação da Coronavac após impasse por 3ª dose

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 Ministério não indicou Coronavac para dose de reforço
Reprodução: ACidade ON

Ministério não indicou Coronavac para dose de reforço

O impasse entre o Ministério da Saúde e o governo de São Paulo a respeito do  uso da Coronavac como terceira dose para os idosos fez cidades do estado suspenderem a vacinação até o dia 15 de setembro, quando está marcada a entrega de imunizantes da Pfizer.

No dia 26 de agosto, o Ministério da Saúde publicou uma nota técnica em que exclui o uso do imunizante do Instituto Butantan como terceira dose. A justificativa é que a Coronavac pode produzir maior resposta imune se combinada com uma terceira dose de outra tecnologia, de preferência a Pfizer, que usa o princípio do RNA mensageiro.

A recomendação da pasta, porém, vai de encontro com as orientações do próprio estado de São Paulo, que tem defendido a Coronavac para o reforço. No primeiro dia de aplicação da terceira dose em São Paulo, 99,2% das imunizações foram com o imunizante , segundo o governo do estado.

De acordo com especialistas da área da saúde, embora a CoronaVac ajude a prevenir formas graves e óbitos por Covid, ela não seria a melhor opção para o reforço na população idosa. Isso porque nesse grupo em que o sistema imune também envelhece é mais difícil alcançar uma maior resposta imunológica. Por isso, defendem, o ideal seria oferecer a vacina que mais produz anticorpos

Em decisão colegiada na última quarta-feira, os municípios de Taboão da Serra, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Embu Guaçu, Cotia e Vargem Grande Paulista definiram que a aplicação da terceira dose contra a Covid-19 ficará suspensa até o dia 15 de setembro. Caso o ministério da Saúde não entregue os imunizantes previstos, os municípios vão seguir a orientação do governo de São Paulo e usar a Coronavac.

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Ao GLOBO, o prefeito de Embu das Artes, Ney Santos, disse que o consenso foi definido em uma reunião extraordinária dos secretários de saúde dos oito municípios dos mananciais junto com os representantes da vigilância epidemiológica do Estado. O encontro foi pautado pelas próprias cidades, após o estado informar que qualquer imunizantes poderia ser utilizado, mas encaminhar apenas a Coronavac. Segundo Ney, o impasse entre governo estadual e federal preocupa os prefeitos e acaba prejudicando a população:

“Para nós, prefeitos, essa situação é muito ruim, até porque nós estávamos com a expectativa de acabar o quanto antes a vacinação. Quando veio essa decisão do ministério da Saúde referente à Coronavac, foi um banho de água fria para todos nós. Ficamos preocupados justamente por conta dessas discussões que andam tendo entre governo estadual e federal. Quem acaba paga um preço caro com tudo isso é a população. Espero que esse impasse se resolva o quanto antes e a gente retome também a imunização de toda a população”, afirmou.

Em nota, a prefeitura de Taboão da Serra disse que a decisão de não realizar a aplicação da terceira dose foi tomada após “impasse” entre o Ministério da Saúde e o Governo do Estado de São Paulo sobre qual imunizante pode ser utilizado. Já a prefeitura de Cotia informou que segue aguardando deliberação do Estado e dio Ministério da Saúde sobre qual imunizante será utilizado, bem como o recebimento das doses que serão utilizadas nesta fase da campanha. “Cotia aguardará a deliberação do Estado e União até o dia 15/09, se até lá não houver definição/acordo entre eles, o município inicia a terceira dose com Coronavac”, diz o texto.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 11.716 novos casos e 318 mortes

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O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado hoje (23) mostra que o Brasil registrou 11.716 novos casos de covid-19 em 24 horas. Segundo o informe, pouco mais de 222 mil casos – o equivalente a 1% do total de contaminados – segue em acompanhamento, enquanto 20.895.886 pessoas (96,2%) são consideradas curadas da doença. 

O boletim mostra que foram registrados 318 óbitos por covid-19, enquanto 3.045 mortes estão em investigação. Nos últimos 3 dias foram registradas 159 mortes por síndrome respiratória aguda grave (Srag).

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra os dados atualizados da pandemia no Brasil. Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra os dados atualizados da pandemia no Brasil.

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra os dados atualizados da pandemia no Brasil. – Ministério da Saúde

No total, o Brasil já registrou 21.723.559 casos confirmados de covid-19.

Estados

No ranking de casos e óbitos por estados, São Paulo não atualizou os números de hoje, mas segue em primeiro lugar com cerca de 25% do total de óbitos no país – 151.471. O estado já registrou 4.396.904 casos de covid-19. Em segundo lugar está o Rio de Janeiro, com 67.997 óbitos e 1.314.605 casos da doença. Minas Gerais, em terceiro, teve até agora 55.383 óbitos e 2.177.140 diagnósticos positivos.

Vacinação

Segundo registra o painel nacional de vacinação do Ministério da Saúde, 269 milhões de doses de vacinas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) já foram aplicadas na população brasileira. Destas, 152.844.546 são referentes à primeira dose, enquanto 116.507.409 são referentes à segunda dose ou dose única, no caso dos imunizados com a vacina da Janssen. A ferramenta mostra que foram aplicadas mais de 2,9 milhões de doses nas últimas 24 horas – número superior à meta da pasta, que visa imunizar 2 milhões de pessoas diariamente.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Saúde

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