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Cidade implanta telemedicina para atendimento a pacientes de endocrinologia e psiquiatria

Desde a última semana, pacientes de endocrinologia estão sendo atendidos por meio de videoconferência

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Durante o período de pandemia do novo coronavírus, a Secretaria Municipal de Saúde tem procurado formas de continuar ofertando atendimento à população com o mínimo de risco de contágio possível, e o uso da telemedicina tem se apresentado como uma excelente alternativa. Desde a última semana, pacientes de endocrinologia estão sendo atendidos por meio de videoconferência pela médica Bruna Luiza Prati.

Para que isso pudesse ser possível, um espaço equipado com um notebook foi montado numa das salas da Academia da Saúde, no bairro Recanto do Bosque.

Inicialmente estão sendo ofertados quatro atendimentos – que são acompanhados por uma enfermeira – por dia, sempre no período da tarde, mas a proposta é ampliar esse número.

“Já estamos nos organizando para fazer mais quatro atendimentos no período da manhã também”, informou a gerente de Gestão Estratégica da Secretaria Municipal de Saúde, Ivania Meinke.

Ela explicou que o uso da telemedicina foi adotado devido à grande demanda pela especialidade e que, em razão da COVID-19, estava com os atendimentos suspensos. “[Com] isso a gente deu andamento nos agendamentos que estavam parados”, explicou.

Conforme frisou o secretário municipal de Saúde, Altair Timóteo de Araújo, o uso da telemedicina, que é um trabalho inovador, não compromete a qualidade do atendimento ofertado aos pacientes e é tão eficiente quanto o presencial.

“Já é comprovado que é possível sim, trabalhar com esse recurso, ainda mais nesse momento da COVID-19”, disse Araújo. “A gente tem uma demanda muito grande de pacientes que estão aguardando as consultas há algum tempo e nós montamos esse projeto justamente para dar esse tipo de atendimento, ter o serviço. E acredito que vai ter bom resultado”, completou.

Ele também frisou que a telemedicina ajuda a proteger tanto a médica quanto os pacientes, diminuindo o risco de contágio pelo novo coronavírus. “Isso é muito importante, justamente numa situação aonde a paciente pode talvez, ter a doença. Então isso reduz o contágio do profissional que não pode ter contato corpo a corpo com seu paciente”, disse.

Para a doutora Bruna Luiza Prati, a telemedicina no momento atual vem de encontro tanto da necessidade dos profissionais da saúde, que precisam oferecer o atendimento, quanto da dos pacientes, que tem necessidade ser atendidos. “Se não fosse pela telemedicina a gente não conseguiria atender esse público”, destacou.

Estrogilda Gonçalves da Silva é uma das pacientes atendidas por meio da telemedicina e afirmou estar satisfeita com a iniciativa da Secretaria de Saúde. “É muito bom, né? Porque a gente precisa [do atendimento] e, igual ao meu, estava atrasado, então eu achei muito bom. E a gente se sente à vontade. É bem legal”, disse ela.

A partir de hoje, segunda-feira (11.05), conforme informou o secretário municipal de Saúde, a telemedicina passará a ser utilizada para atendimentos psiquiátricos, que serão feitos pela médica Batriz Marzenot.

 

 

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Comunidade rurais próximas a Campo Verde estão isoladas e pedem socorro

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A reunião aconteceu em frente à Escola Agrícola, prefeito de Campo Verde e o deputado Allan Kardec, participaram

Pelo menos 8 comunidades da região da Serra de São Vicente (90 km da capital), fizeram uma manifestação ontem (22.06) para pedir socorro. Segundo as lideranças comunitárias, eles estão isolados, sem assistência e sem apoio técnico para desenvolverem suas atividades.

O problema, de acordo com o presidente da Associação Córrego do Ouro, Nadir Moreira, é a situação geográfica dos assentamentos, onde moram 2 mil famílias, nunca foi esclarecida. “Ninguém aqui sabe a qual município nós, de fato pertencemos”.

Moreira diz que o problema vem se arrastando há 3 décadas e chegou agora a um estado insustentável, pois essa indefinição não permite a regularização das terras e por consequência trava o sistema de crédito e dificulta o processo de produção, colocando todas as famílias em dificuldades. eles reivindicam que a região seja anexada ao município de Campo Verde.

“Além de estar mais próximo da gente Campo Verde é quem nos atende com assistência à saúde e na manutenção das estradas, além disso, Campo Verde é um município produtor agrícola e possui políticas de apoio ao setor rural”. O representante dos assentados disse que as comunidades estão reivindicando que a Assembleia Legislativa interfira e vote um projeto lei que permita que o território dos assentamentos rurais seja anexado ao município.

O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes, que participou da manifestação, se mostrou solidário à anexação da região. “São comunidades que têm uma ligação muito forte com a gente e esse remanejamento já tem projetos em andamento junto ao estado, que contempla a região dos assentamentos”, informou.

ENTENDA O CASO

O Assentamento Mata Mata que compõe o grupo dos oito, já foi considerado a “menina dos olhos” do Governo durante a gestão Dante de Oliveira (1987/1990). Naquele período o Governo levou a energia e água tratada, construiu pontes de concreto e forneceu sistema de irrigação. Como resultado desses investimentos só o Mata Mata foi responsável por 15% dos produtos de hortigranjeiros que abasteciam Cuiabá e Várzea Grande.

De lá para cá a região foi perdendo essa assistência por parte da Capital e para complicar ainda mais, a Lei Federal 10.500/2017 definiu um novo reordenamento territorial para os municípios brasileiros e determinou que os assentamentos Mata Mata, Santo Antônio da Fartura, Bigorna, Córrego do Ouro, Serrana, Bom Jardim e São Vicente, alguns deles pertencentes a Santo Antônio de Leverger e Chapada dos Guimarães, fossem todos anexados ao território do município de Campo Verde.

Ocorre que, apesar da Lei ter definido o novo layout a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG) antiga SEPLAN, em seus registros considera aquele território como sendo uma área branca isolada pertencente a Cuiabá. Santo Antônio e Chapada alegando prejuízo iniciaram uma serie de interpelação jurídicas, fato que, por força de uma decisão liminar Campo Verde está hoje impedido de assumir de vez e realizar qualquer tipo de investimento na área dos assentamentos.

 

 

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