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Cicloturismo: o guia completo para sua viagem de bike

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O Cicloturismo utiliza a bicicleta como principal veículo de transporte
Divulgação/Airbnb

O Cicloturismo utiliza a bicicleta como principal veículo de transporte



Os amantes de viagem precisam pensar em vários pontos antes de pegar a estrada. Para onde ir, o que levar, quais são os gastos, documentos necessários e muitos outros. Além disso, uma parte importante do planejamento é escolher como chegar ao destino escolhido. Existem pessoas que preferem viajar de avião, por exemplo, alguns preferem carros ou ônibus e, é claro, há aqueles que optam por unir duas paixões: pedalar e conhecer lugares novos. Ao fazerem isso, elas estão praticando o cicloturismo.

O cicloturismo nada mais é do que viagens longas, em que a bicicleta é o principal transporte. Trata-se de uma modalidade reconhecida pelo Ministério do Turismo e o Brasil tem diversas estradas para quem deseja se aventurar pedalando. Aliás, o segmento não é restrito à viagens domésticas, apenas em território nacional. Pelo contrário, muitas pessoas atravessam fronteiras sobre as bikes. 

É o caso de Karla Silva que, de 2012 a 2015, percorreu 41 países (contando com o Brasil) pedalando. Ela conta que o principal motivo que a levou tomar essa decisão foi uma tentativa de fuga da metrópole. “Eu morava em São Paulo e estava muito cansada da cidade grande, principalmente uma tão agressiva. Eu queria sair da capital justamente para ver se o mundo não se resumia a trabalhar e ganhar dinheiro”, diz ao iG Turismo. 

Ter a oportunidade de apreciar a paisagem, conhecer novas culturas e estar em contato com a natureza são apenas alguns dos benefícios de se praticar o cicloturismo. “A bicicleta nos coloca em um lugar de pertencimento. Se chegamos em um lugar de avião, por exemplo, não temos acesso às pessoas, mas a um sistema. Quando vamos de bicicleta, é tudo mais aberto. Nós somos muito bem recebidos pelas pessoas, há um forte sentimento de empatia”, explica Karla.

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Preparação

Como são viagens de longas durações, o preparo físico é fundamental. É importante muito treino, além de uma proximidade com o ciclismo. Depois, é necessário calcular a distância que irá percorrer e verificar se a bicicleta está preparada para aguentar grandes trajetos. Também é preciso estar atento às condições das estradas: se são de terra, se possuem montanhas, se têm lugares para alimentação e hospedagem. Cuidado ao viajar sozinho, pois o indicado é procurar um grupo de ciclismo ou uma agência. No Brasil, existem empresas especializadas em prestar suporte para o cicloturismo. 

Equipamentos

Elementos essenciais para viajar com segurança:

  • Capacete;
  • Luvas de proteção;
  • Roupas de ciclismo adequadas;
  • Roupas que condizem com o clima;
  • Utensílios básicos para cozinhar;
  • Óculos escuros;
  • Lanterna;
  • Sinalização na bicicleta;
  • Mochila com água e alimentos;
  • Uma barraca leve;
  • Kits com ferramentas e reparos para câmaras de ar;

Viagens internacionais

Para viajar fora do Brasil, é preciso se atentar com os tópicos listados acima e com os trâmites burocráticos específicos de cada país. Veja se é necessário visto, pesquise a cultura e os hábitos do local, para evitar infringir alguma lei ou regra, se as estradas são perigosas, etc. 

Principais estradas de Cicloturismo no Brasil

Caminho da Fé (SP e MG) 

A maior rota de peregrinação do Brasil, passa pelo interior de Minas Gerais e São Paulo, com destino a Aparecida. Seu percurso varia de 300 a 500 km, dependendo de onde iniciar. Como ela recebe milhares de pessoas por ano, há muitas opções de alimentação e hospedagem.

Estrada Real (SP, MG e RJ) 

Vários caminhos levam à Estrada Real, mas o mais tradicional é o Caminho Velho, que possui 710 km. Começando em Paraty, no Rio de Janeiro, vai para Ouro Preto, São João Del Rei e Tiradentes, cidades históricas de Minas Gerais. 

Serra da Canastra (MG)

O local é famoso por ser um grande produtor de queijos no Brasil. O trajeto liga cascatas, mirantes e vilarejos. A Serra da Canastra é também um parque nacional, em que nasce o Rio São Francisco e abriga uma área extensa de natureza preservada.

Fonte: IG Turismo

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Inverno na praia: 10 atrações para curtir o Litoral Norte de São Paulo

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Praia do Cedro, Ubatuba
Guilherme Andrade/Viagem e Turismo

Praia do Cedro, Ubatuba


Há quem associe o Litoral Norte de São Paulo apenas ao verão, afinal o que não faltam são opções de praias e cenários paradisíacos para aproveitar a estação mais quente do ano. Com a chegada do inverno, que coincide com a temporada de férias, as cidades da região apostam no ecoturismo e cultura para atrair turistas que buscam por diversão em contato com a natureza. 

O presidente interino do Circuito Litoral Norte de São Paulo, Gustavo Monteiro, afirma que o inverno é a estação perfeita para curtir o Litoral Norte. “São atrações diferenciadas, que conectam o entretenimento à natureza de uma forma segura e sem multidões”, explica. 

Por isso, o iG Turismo indica 10 atrações para curtir o inverno no Litoral Norte de São Paulo, sempre seguindo as tendências de turismo sustentável.

Bertioga

Trilha d’Água em Bertioga
Divulgação/Tudo em Bertioga

Trilha d’Água em Bertioga


Rica em diversidade, Bertioga tem rios e cachoeiras que encantam os amantes da natureza e é o destino ideal para trilhas ecológicas. Destacam-se principalmente as trilhas do Parque Estadual da Restinga de Bertioga (PERB), uma unidade de conservação do Estado de São Paulo criada em 2010.

A Trilha d’Água, localizada no bairro Mangue Seco, permite conhecer o processo de mudança da vegetação de Mata Atlântica preservada, passando pelo manguezal, restinga, mata paludosa, de encostas e ombrófila densa e ainda possui atrativos culturais, como a passagem pela linha do bondinho da Usina Itatinga e a ponte de ferro do Rio Guaxanduva.

Já a Trilha do Vale Verde, de fácil acesso, é perfeita para crianças e pessoas idosas, atravessando áreas de restinga e de proteção ambiental do rio Itapanhaú, até chegar a um grande poço com uma pequena praia. A trilha do Guaratuba, por sua vez, é a mais visitada do parque e é cercada por riachos, poços, cachoeiras e pequenas praias naturais.

Nesse roteiro, é possível encontrar grande diversidade de vegetação, como florestas paludosa, de restinga e submontana, além de animais nativos, cores e formas. É ótima também para estudos do meio, atividades de educação ambiental, passeio, ciclismo, corridas e muito mais.

Caraguatatuba

Pedra da Freira
Reprodução/Nova Imprensa

Pedra da Freira


Nessa temporada de inverno, vale a pena fazer um roteiro pelos principais atrativos histórico-culturais de Caraguatatuba. O passeio, feito à pé pelo centro da cidade, visita lugares como o museu e o Santuário de Santo Antônio e, além disso, percorre os principais mirantes locais como o Morro Santo Antônio, com seus 325 metros de altitude (a subida pode ser feita à pé ou de carro dependendo das normas e decretos atuais). 

Mirantes da Orla, onde também está a Pedra da Freira. Os moradores contam que, de acordo com a lenda, a tal freira era apaixonada por um pescador e todos os dias esperava ele voltar do mar com seus peixes. Um dia, ele não retornou da pescaria e ela teria virado pedra de tanto esperar pelo seu amado. Pela manhã, com maré baixa, é possível acessar pedras que formam pequenas piscinas naturais. 

Ilhabela

Ilhabela
Reprodução/Ilhabela.com.br

Ilhabela


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Em geral, o inverno é o período de montanhismo pela menor incidência de chuvas. Dessa forma, a Trilha do Pico do Baepi é um atrativo bastante recomendado nessa época do ano. Com nível de dificuldade difícil e percurso de 7,4 km (contando ida e volta), a trilha está no interior do Parque Estadual de Ilhabela, sendo uma das mais procuradas pelos ecoturistas que apreciam caminhadas mais desafiadoras.

Antes do primeiro quilômetro, há um belo mirante com vista panorâmica do Canal de São Sebastião, de onde se avista o Parque Estadual da Serra do Mar, os municípios de Ilhabela, São Sebastião e Caraguatatuba, além de ilhas como as do Arquipélago dos Alcatrazes, protegidas pela Estação Ecológica de Tupinambás. 

A caminhada se inicia em área aberta e logo adentra a Mata Atlântica. A flora e a fauna vão mudando conforme a altitude e o clima do ambiente, até chegar ao pico, com 1048 metros de altitude e uma vista 360° da ilha. A trilha atravessa uma área de grande importância para a conservação, pois ali vivem espécies raras e frágeis. É necessário o acompanhamento de monitor ambiental credenciado e não é possível realizar a visita em dias de chuva ou chuva de véspera. 

Outra opção é a observação de baleias e golfinhos. Com um litoral formado por ilhas, ilhotes e parcéis, o Arquipélago de Ilhabela abriga 11 espécies de cetáceos que frequentam a região ao longo do ano. A espécie que mais se destaca é a baleia-jubarte, famosa por seus saltos e cantos. Na cidade, elas estão de passagem e costumam ser mais vistas entre os meses de maio e agosto. Historicamente, Ilhabela tem grande ligação com as jubartes, uma vez que entre os séculos 18 e 19, a caça das baleias foi muito praticada localmente, sendo a Praia da Armação um lugar de referência desta atividade. 

Outros locais como o bairro do Borrifos (referência aos borrifos das jubartes) e o Saco do Gibalte (como antigos caiçaras se referiam a estas baleias), próximo ao Bonete, evidenciam a frequente presença desta espécie ao longo de centenas de anos na região. Outra que marca presença em Ilhabela é a baleia-tropical (Byde), podendo ser considerada uma residente. Além das baleias, os golfinhos dão um show no mar. O arquipélago é privilegiado pela presença de sete espécies diferentes. Os que mais encantam com suas acrobacias e simpatia são o golfinho-pintado-do-atlântico e o golfinho-nariz-de-garrafa.

São Sebastião 

Centro histórico de São Sebastião
Reprodução/Viagens e Caminhos

Centro histórico de São Sebastião


Em São Sebastião, graças à rica biodiversidade, também é possível desfrutar de cachoeiras, trilhas e atividades de aventura. Bairros como Maresias e Boiçucanga oferecem roteiros que interagem e conectam à natureza. 

Exemplos disso são as trilhas dos Mirantes e de Calhetas. A primeira, ligando as praias de Maresias e Paúba, é curta, tem fácil acesso e leva até o Costão da Paúba, local ideal para a prática de rapel com dez metros de altura. Enquanto a segunda percorre um trajeto de cerca de 25 minutos até a deserta praia de Calhetas, que conta com um visual de areias brancas e águas cristalinas, além de mirantes e uma cachoeira (onde também é possível fazer rapel). 

Outro destaque do local é o Circuito de cachoeiras Ribeirão de Itu. Formado por três cachoeiras, o completo situa-se em Boiçucanga, no Núcleo de São Sebastião do Parque Estadual da Serra do Mar. Com nível moderado de dificuldade, o percurso segue entre rio e mata, levando até as quedas: da Hidromassagem (900 metros), da Pedra Lisa (1 km) e Samambaiaçu (1,2 km). 

Ubatuba

Ilha Anchieta, em Ubatuba
Reprodução

Ilha Anchieta, em Ubatuba


O Parque Estadual da Serra do Mar (Núcleo Picinguaba) é responsável pela conservação de 80% da área territorial do município e é composto por aproximadamente 47 mil km² de fascinante beleza. O trecho de Ubatuba abriga e protege o mais completo ecossistema e um dos únicos Núcleos que preserva desde o topo da serra até a orla marítima. Com o grande objetivo de conservação, o Núcleo Picinguaba desenvolve inúmeras pesquisas e principalmente programas de conscientização. 

Assim, dentro do parque, é possível encontrar vasto roteiro ecológico monitorado por profissionais formados pelo próprio programa. Existem passeios para todos os gostos, idades e objetivos, podendo ser cultural, ecológico ou turístico, com a opção de praias, serra, cachoeiras, mangue e mar. Existem também comunidades tradicionais, gastronomia e artesanato dentro do atrativo. 

Já na Ilha Anchieta se encontra um ambiente insular, o famoso e reconhecido internacionalmente PEIA (Parque Estadual da Ilha Anchieta). Segunda maior ilha do Litoral Norte de São Paulo, com 828 hectares, ela traz em seu passado marcas da história que contribuiu para a formação do país. Além disso, a bela paisagem não só conta com uma porção da Mata Atlântica, mas também com sete praias e grande extensão de costões rochosos em meio às águas cristalinas, muito utilizadas para mergulho.

Além das belezas naturais, o visitante também encontra trilhas interpretativas guiadas e autoguiadas, as ruínas do antigo presídio e sua história. É possível visitar essa riqueza por meio de um passeio de lancha ou escuna.

Fonte: IG Turismo

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