BRASIL E MUNDO

China destinará mais recursos à promoção do desenvolvimento global

Publicados

em

A China destinará mais recursos financeiros para promover o que o president Xi Jinping classifica como estratégia de “cooperação para o desenvolvimento global”. A promessa foi feita hoje (24), pelo próprio mandatário chinês, durante o Diálogo de Alto Nível sobre Desenvolvimento Global.

Por videoconferência, Xi Jinping comprometeu-se a destinar mais US$ 1 bilhão ao Fundo de Assistência à Cooperação Sul-Sul, além de US$ 3 bilhões já prometidos. O fundo foi criado em 2016, a pretexto de apoiar os países em desenvolvimento para implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU), responder a crises humanitárias e adotar medidas para reduzir a pobreza.

Xi Jinping também anunciou a intenção de aumentar as contribuições chinesas ao Fundo de Construção de Paz, criado pela ONU em 2006 para oferecer apoio aos esforços de paz, reconstrução e estabilidade dos países emergentes que enfrentam ou enfrentaram conflitos internos.

“Devemos reconhecer a tendência predominante no mundo, reforçar a confiança e agir com unidade e determinação para promover o desenvolvimento global”, declarou o presidente chinês, segundo a agência de notícias oficial chinesa, Xinhua.

Ainda de acordo com a agência, Xi Jinping conclamou os demais países a apoiar a ONU como instância capaz de coordenar os esforços conjuntos para promover o desenvolvimento global. Para o presidente chinês, a implementação da Agenda 2030 das Nações Unidas e a cooperação devem estar no centro da agenda internacional, principalmente em um contexto em que crescem as diferenças regionais e a insegurança alimentar e energética.

Como resposta aos desafios estratégicos, o presidente chinês propôs a intensificação da transferência de tecnologia e conhecimentos e mais empenho na promoção de inovações científicas e tecnológicas – inclusive para acelerar o processo de transição global para uma economia baseada em baixa emissão de carbono, substituindo o uso de combustíveis fósseis por fontes de energia mais limpa, como as hidráulica e eólica.

Xin Jinping prometeu que a China estabelecerá um centro de promoção do desenvolvimento global e uma rede global para troca de conhecimentos.

*Com informações da agência de notícias da China, Xinhua

Comentários Facebook
Propaganda

BRASIL E MUNDO

ONU cita Brasil em relatório sobre trabalho análogo à escravidão

Publicados

em

Relatório da ONU indica trabalho forçado na China e no Brasil
Marcelo Casal Jr/Agencia Brasil

Relatório da ONU indica trabalho forçado na China e no Brasil

Um relatório elaborado e divulgado nesta terça-feira (16) pelo Relator Especial da ONU sobre Formas Contemporâneas de Escravidão, Tom Obokata, cita o Brasil como um dos países em que se observa a problemática.

De acordo com o documento, a agricultura e a pecuária “criam uma demanda por mão de obra barata” e, com isso, colocam grupos minoritários em condições semelhantes às de trabalho análogo à escravidão. No caso do Brasil, são os afrodescendentes de baixa renda.

“Na região amazônica brasileira, a escravidão está intrinsecamente ligada a atividades econômicas que estão causando devastação ambiental, incluindo extração ilegal de madeira e mineração”, diz o relatório.

Até o momento, o governo brasileiro não se manifestou sobre o relatório.

China

O relatório da ONU também indica que “é razoável concluir” que grupos minoritários foram submetidos a trabalhos forçados na região de Xinjiang, na China. O governo chinês nega as acusações.

Segundo o documento, as descobertas foram feitas por meio de “uma avaliação independente das informações disponíveis”.

“O Relator Especial considera razoável concluir que o trabalho forçado entre os uigures, cazaque e outras minorias étnicas em setores como agricultura e manufatura vem ocorrendo na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, na China”, afirma um trecho do documento.

Segundo o relatório, existem 2 sistemas “exigidos pelo Estado” em Xinjiang. Um deles se trata de um sistema de centro de educação e treinamento profissionalizante, onde as minorias são “detidas e submetidas” ao trabalho.

No outro sistema, os trabalhadores rurais são transferidos para empregos de baixa remuneração, com a oferta de uma melhora de vida. Esse tipo de processo também foi identificado no Tibete.

“Embora esses programas possam criar oportunidades de emprego para minorias e aumentar seus rendimentos, conforme é alegado pelo Governo, o Relator Especial considera que indicadores de trabalho forçado apontam que a natureza involuntária do trabalho prestado pelas comunidades afetadas estiveram presentes em muitos casos”, diz o relatório.

Em resposta ao documento da ONU, o ministério das Relações Exteriores da China disse que as acusações são “mentiras e informações fabricadas pelos Estados Unidos e países ocidentais”.

“Algumas forças manipulam questões relacionadas a Xinjiang e inventam informações falsas chamadas de ‘trabalho forçado’, que são, em essência, uma tentativa de minar a prosperidade e a estabilidade de Xinjiang e conter o desenvolvimento e a revitalização da China sob o pretexto dos direitos humanos. Seus planos nunca terão sucesso”, disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, nesta quarta-feira (17).

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Mundo

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

TECNOLOGIA

MATO GROSSO

Política Nacional

Mais Lidas da Semana