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Chilenos fazem atos em apoio a saque da aposentadoria durante pandemia

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Manifestantes chilenos desafiaram a quarentena adotada em Santiago para conter a disseminação do novo coronavírus, montando barricadas em ruas, em apoio à proposta para permitir que a população saque parte da aposentadoria durante a crise provocada pela pandemia.

Os tumultos ocorreram poucas horas antes da retomada do debate no Congresso sobre o projeto de lei, que garantiria aos cidadãos acesso a 10% de suas aposentadorias no sistema Administradores de Fundos de Pensão. Um plano semelhant, para uma retirada de 25%, foi aprovado no Peru em abril.

Mensagens publicadas nas redes sociais para divulgar os protestos usaram o slogan “Quero meus 10%”, e pessoas bateram panelas em janelas e varandas de toda a cidade e do país para manifestar apoio à proposta.

O plano, que uma pesquisa feita em julho pelo Instituto Cadem mostrou contar com a aprovação de 83% dos chilenos, passou por votação inicial na Câmara Baixa do Parlamento na semana passada, graças ao apoio de 13 parlamentares da coalizão governista, que votaram contra a orientação do governo.

O sistema previdenciário do país, que é criticado pelos pagamentos baixos, esteve no centro dos protestos ocorridos no ano passado. Os atos, os mais violentos desde o retorno do Chile à democracia em 1990, mergulharam Santiago e grande parte do país no caos e causaram bilhões em danos e perdas.

Na terça-feira (14), o presidente Sebastián Piñera ampliou o socorro emergencial aos cidadãos de classe média, abalados pela adversidade econômica provocada pela pandemia, em uma última tentativa de frear a legislação que permitiria aos chilenos sacar de seus fundos de pensão.

O governo Piñera argumenta que a proposta equivale a um “gol contra”, enfraquecendo um sistema já em dificuldade e atingindo mais duramente os pobres, que são os mais dependentes das pensões.

O Chile continua sofrendo com o surto deo novo coronavírus. Há quase 320 mil casos confirmados e mais de 7 mil mortes, e Santiago e muitas grandes cidades do norte minerador do país estão sujeitas a medidas de isolamento.

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China lança sonda para recolher material da superfície lunar

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A China lançou com êxito a sonda espacial Chang`e-5 para recolher material da superfície lunar, na primeira missão desse gênero desde os anos 70.

O lançamento da sonda foi feito nessa segunda-feira (23), a bordo do foguete Longa Marcha-5, a partir do Centro de Lançamento de Wenchang, na província de Hainão (sul).

“A sonda entrou com precisão na órbita previamente estabelecida. A missão foi concluída com êxito”, afirmou o diretor do Centro de Lançamento e responsável pela missão, Zhang Xueyu. 

De acordo com a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, esta é uma das “missões espaciais mais complexas e desafiadoras” que a China já realizou.

“A missão vai ajudar a promover o desenvolvimento científico e tecnológico do país e estabelecer uma base importante para futuros pousos tripulados na Lua”, disse o vice-diretor do Centro de Exploração Lunar da Administração Espacial da China, Pei Zhaoyu.

A Chang`e-5 deverá colocar vários módulos na superfície lunar para recolher cerca de dois quilos de amostras.

A nave vai levar dois dias para chegar à superfície e a missão vai durar cerca de 23 dias, iinformou Pei. As amostras vão chegar à Terra em meados de dezembro.

Ação chinesa

A missão vai tornar a China o terceiro país capaz de recolher amostras de material lunar, depois dos Estados Unidos e da antiga União Soviética.

A missão, batizada em homenagem à deusa chinesa da Lua Chang`e, está entre as mais ousadas da China desde que o país colocou um homem no espaço, pela primeira vez, em 2003, tornando-se a terceira nação a fazê-lo, depois dos EUA e da Rússia.

A sonda chinesa Chang`e 4 foi a primeira a pousar no lado relativamente inexplorado da Lua, que não é visível a partir da Terra, e fornece medições completas da exposição à radiação da superfície lunar, que são vitais para qualquer país que planeje enviar astronautas à Lua.

Em julho passado, a China tornou-se um dos três países a lançar uma missão a Marte, que vai procurar sinais de água no planeta vermelho. As autoridades chinesas disseram que a nave Tianwen 1 está em curso para chegar a Marte por volta de fevereiro.

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