POLÍTICA NACIONAL

Caso Monteiro: polícia não encontra escuta em gabinetes de vereadores

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Vereador do Rio Gabriel Monteiro
Reprodução: Instagram – 28/03/2022

Vereador do Rio Gabriel Monteiro

A Polícia Civil não encontrou escuta nos gabinetes dos vereadores da Comissão de Ética da Câmara Municipal do Rio, que investiga denúncias contra Gabriel Monteiro , em varredura realizada nesta terça-feira (14).

O pedido dos parlamentares à polícia, de buscar possíveis grampos, decorre das ameaças que eles têm recebido. Youtuber e ex-PM, Monteiro é acusado de filmar e manter relações sexuais com uma adolescente em vídeos que circulam pela internet e de acariciar uma outra criança.

Relator do processo, Chico Alencar (PSol) diz que já recebeu mais de 300 ameaças pelas redes sociais.

“Ontem (quinta-feira passada) houve mais ofensas, mas menos do que nos dias anteriores, talvez por conta da nossa denúncia. Dessa vez foram apenas xingamentos, mas já recebi ameaças concretas como “estamos de olho” e “sabemos da sua família”. Não cheguei a ficar com medo. Me sinto privilegiado por Deus, meus anjos da guarda são muitos. Pelo meu jeito de ser, nunca despertei a ira de ninguém, nem dos meus adversários políticos. Mas estou tendo cautela, cuidado”, diz Chico, destacando também que as ameaças contra os outros vereadores do Conselho de Ética nas redes virtuais prosseguem.

Um funcionário do vereador Gabriel Monteiro foi ouvido pela comissão nesta terça. Rafael Murmura disse que a oferta veio de Vinícius Header, assessor de Monteiro que morreu em acidente de carro no mês passado, três dias após ter prestado depoimento à comissão fazendo acusações contra o vereador.

“Estou aqui para defender a minha honra, e não para defender o Gabriel Monteiro. Acho que ele tem que pagar pelo que tiver que ser pago”, disse Murmura.

Rafael afirmou ainda que está andando com segurança e de boné para se disfarçar, mas não revelou de quem tem medo.

“Estou pagando segurança do meu próprio bolso. Fui abandonado. Me foi passado que é difícil a Câmara me oferecer segurança. Estou com medo de morrer”, acrescentou.

No processo, que pode resultar em sua cassação, Gabriel Monteiro é acusado de filmar e manter relações sexuais com uma adolescente em vídeos que circulam pela internet e de acariciar uma outra criança. Murmura disse que presenciou o vídeo em que o vereador acaricia a menor, mas disse que não viu “nada demais”.

Ele afirmou, contudo, que jamais deixaria Monteiro pegar sua filha no colo:

“Tenho uma filha de três anos e jamais deixaria uma pessoa com uma índole dessas, que encosta numa criança na frente de todo mundo, pegar minha filha no colo”.

Funcionário do gabinete de Monteiro, Miqueas Arcenio também prestou depoimento. Mas, segundo os integrantes do conselho, nada acrescentou.

O relator do processo, Chico Alencar, vai pedir 15 dias de prorrogação para terminar o relatório, que só será votado em agosto.

Na semana que vem, o conselho vai ouvir o delegado do caso, Maurício Armond, e, no dia 23, será ouvido o próprio vereador Gabriel Monteiro.

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POLÍTICA NACIONAL

Delator da Lava-Jato, Paulo Roberto Costa, morre aos 68 anos

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Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras
Reprodução: agência senado – 13/08/2022

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras

Morreu na tarde deste sábado, aos 68 anos, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. A informação foi confirmada ao GLOBO por familiares de Costa. A causa da morte não foi divulgada.

O engenheiro ficou nacionalmente conhecido por ter sido preso no âmbito da operação Lava-Jato, em 2014, e por ter sido delator de supostos esquemas de corrupção na estatal.

Em acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal, Costa revelou esquemas de enriquecimento ilícito que beneficiavam políticos. Delatou, entre outros, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney. Citou, ainda, nomes como o ex-senador Romero Jucá e o senador e atual ministro da Casa Civil Ciro Nogueira. Todos negaram as acusações à época.

Na ocasião da assinatura do acordo, Costa renunciou a cerca de US$ 23 milhões mantidos em contas na Suíça, à época bloqueados, além de mais US$ 2,3 milhões em Cayman. Na época, o ex-diretor devolveu R$ 79 milhões à Petrobras. Os prejuízos com os esquemas de corrupção foram calculados na ocasião em R$ 1,3 bilhão.

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Fonte: IG Política

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